sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Felipão revela susto com proposta do Palmeiras e explica volta inesperada


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Treinador do Verdão também comenta 7 a 1, diz que não vai priorizar competições e fala sobre vários outros temas
Pela primeira vez após seu surpreendente retorno ao Palmeiras, Luiz Felipe Scolari conversou com a imprensa. Felipão concedeu sua primeira entrevista coletiva como técnico alviverde nesta sexta-feira (3), e admitiu que até ele ficou surpreso e se assustou com a proposta para voltar ao Verdão.
Na conversa com a imprensa, o treinador falou sobre vários assuntos: 7 a 1, rusgas com a imprensa, trabalho na China, expectativa para o trabalho no Palmeiras, priorizar ou não competições e a nova geração de técnicos brasileiros.
Confira como foi a coletiva de Felipão:
Felicidade em voltar ao Palmeiras
"É com alegria e muita satisfação e orgulho que volto ao Palmeiras. Volto motivado que podemos ter uma boa equipe e que podemos ganhar muito mais coisa. Esse é apenas meu início de trabalho e estou à disposição de vocês."
Susto com proposta
"Dormia lá em Cascais, era madrugada quando primeiramente o Alexandre (Mattos) falou comigo. Fiquei assustado porque o telefone tocou na madrugada. Depois que atendi o telefone que me dei conta da possibilidade de voltar, mas como não imaginava essa situação, porque estava vivendo uma outra situação de entendimento com seleções, voltei à cama e não dormi mais. Depois conversei com a família, porque tínhamos outro planejamento. Assustado, mas depois pensando e convicto que poderia voltar ao Palmeiras e que tenho uma identificação com o Palmeiras, com a torcida e aquilo... Projetamos para o dia seguinte o primeiro contato e depois seguimos uma situação normal que eu estivesse aqui só hoje em relação a uma série de coisas que eu tinha que acertar. E posso dizer que estou muito feliz de estar de volta à minha casa."
Volta inesperada
"Eu tinha a oportunidade de voltar à China, mas não nos parâmetros que desejava. Posso até voltar a trabalhar na China no futuro, porque é muito bom. Aprendei como aqueles jogadores se comportavam e conseguimos de 11 campeonatos ganhar sete. No Grêmio eu voltei porque tinha um projeto do Fábio que continua hoje, utilizando jogadores de base para ter um time forte, e foi seguido pelo Roger, agora pelo Renato (Gaúcho) e continua até hoje. Tudo isso foi parte de um projeto e eu estava com proposta de duas ou três seleções e estudando, e quando recebi a ligação na madrugada eu pensei se voltaria ou não, o que eu poderia ser confrontado, como seria. A mim, qualquer situação não me chateia em nada: 7 a 1, 0 a 0, 5 a 1 não me afeta em nada."
Mudanças no Palmeiras em relação a última passagem
"Na última oportunidade que aqui estive éramos uma equipe itinerante. Jogávamos em Barueri, no Canindé, em Presidente Prudente... Não tínhamos nosso estádio, e hoje temos um estádio que é maravilhoso. Hoje, temos uma estrutura que possivelmente posso te dizer que vivi com uma estrutura assim só em Londres, no Chelsea, e mais nenhum lugar. É espetacular tudo que o Palmeiras pode dar aos seus jogadores e treinadores. O elenco é muito bom como outros do Brasil."
Último jogo do Palmeiras
"Ontem foi um jogo um pouco diferente, assisti ao jogo pela TV e falei com o Paulo e com o Praccideli e assim como o Wesley a decisão tem que ser de quem está dentro e não de fora. Tivemos dificuldades, algumas oportunidades e temos que fazer um bom jogo aqui com o Bahia para passar."
Ainda sobre mudanças
"Contrata, vende, acho que vocês já sabem que o Palmeiras já vendeu por 36 milhões de euros. É uma estrutura de uma equipe que pode contratar, vender. Além de ter bons jogadores, tem jogadores que podem ser vendidos para fora do Brasil. Difere, porque como eu falei éramos itinerantes e tínhamos uma dificuldade financeira muito grande. Tínhamos que fazer contratação sem gastar no empréstimo e pagar valores irrisórios e ganhamos a Copa do Brasil. Eu aplaudo todos eles, porque lutaram, brigaram e ganharam a Copa do Brasil."
Competições do Palmeiras no ano
"Posso falar do Cerro. Não posso falar lá na frente. O primeiro passo é contra o América. As dificuldades que vou encontrar em Minas agora para conversar com o pessoal de fisiologia e ver como podemos enfrentar as três competições. Não vamos priorizar nenhuma competição. Temos três e vamos disputar as três. Depois eu penso no Cerro, mas temos que passar pelo Cerro. Temos Brasileiro até o fim, Copa do Brasil e Libertadores tem que ganhar, se não você não continua. Não pode priorizar, tem que ganhar todas."
Conhecimento do futebol brasileiro após tantos anos fora do país
"O elenco tem um técnico por muito mais tempo quando esse técnico e sua equipe são vencedores. Infelizmente ainda continua isso de resultados. Eu espero terminar meu contrato aqui em 2020 com títulos. Nós queremos títulos, mas os outros times também. Temos que respeitar. Eu assistia aos jogos fora do Brasil e envolvia uma coisa diferente quando jogava o Palmeiras, o Grêmio e íamos um na casa do outro para assistir aos jogos, tomar um chimarrão. Mas sempre soubemos o que acontecia no Brasil. O Caxias, na Série C, porque torcemos, sabíamos... Então sabemos tudo que acontece no Brasil."
Nova geração contra treinadores mais velhos
"Falta trabalhar e adquirir experiência. Não é do dia pra noite que um técnico é formado. São técnicos muito promissores que estão evoluindo normalmente, que vão passar por uma ou outra dificuldade e vão aprender para o futuro. Sobre o Cuca falar que é dos velhinhos... Se o Cuca é velhinho, então (risos)... As pessoas às vezes aprendem com uma idade maior. Nelson Mandela, com 71 anos, foi presidente da África (do Sul) depois de passar 27 anos na cadeia. Os jovens são bons e vão passar percalços no caminho. E daqui cinco anos vão tomar conta do mercado. Nós mais velhos somos mais experientes, sim."
Rusga com a imprensa e 7 a 1
"Da minha parte é normal. Eu não mudei, vocês também não devem ter mudado. Vocês vão fazer a pergunta e eu vou responder da minha forma. Quando se perde, perde os jogadores, técnicos, o país, então não existe um responsável e esse grupo tem que estar junto para assumir vitória e derrota e é o que eu espero ter aqui no Palmeiras. Vou tentar fazer com que tenha esse pensamento e ter uma unidade de grupo muito grande. Já passou e não vai adiantar ficar remoendo isso. Eu não gosto de uma ou outra pessoa e não vai mudar nada para mim ou para ele e acabou."
Seleção Brasileira
"No último título mundial do Brasil, eu estava lá. A última derrota não foi comigo, não sou o último derrotado no Mundial. Já passou. O Brasil foi o quarto colocado no Mundial de 2014 e ninguém vai mascarar a derrota que sofremos. A vida continuou. Não tem o que discutir, mas, acho eu, pelo relacionamento que tenho vivido desde 2014, que sou lembrado com muito carinho pelos torcedores pela minha carreira e como pessoa, não só por um resultado negativo. Um resultado negativo não mascara 99 positivos. A sequência da vida que vai mostrar como posso ter um resultado negativo e sair fortificado para fazer meu trabalho. Fui para a China, enfrentei 16 clubes, com nove treinadores de várias nacionalidades e levei sete títulos em 11."
Mais sobre 7 a 1 e pós 7 a 1
"Trabalhamos no Grêmio, bem treinado hoje pelo Renato, e tive a chance de voltar ao Palmeiras com grande capacidade no momento, que está fazendo por ser uma das melhores equipes da América do Sul, uma das melhores estruturas para depois brigar pelas melhores estruturas mundiais, e tive a chance de reencontrar os palmeirenses, que moram no meu coração e eu sei que moro no deles. Não foi normal aquela derrota, mas aconteceu. Não posso ficar pensando nisso, como não penso em 2002. Não perdi sozinho em 2014, não ganhei sozinho em 2002. Ganhamos nós, perdemos nós."
Ausência de Murtosa
"Ele me falou que não poderia vir porque tinha alguns problemas particulares para resolver e não poderia me acompanhar agora. Mas isso pode mudar em dezembro ou janeiro. E entendi isso."
Na Área com Nicola - Fluminense negou acordo com Palmeiras por Scarpa
 
 
 
 
https://esportes.yahoo.com/noticias/felip%C3%A3o-revela-susto-com-proposta-185600600.html

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