Bretas defende ‘pena de morte política’ para corruptos

Juiz Marcelo Bretas em palestra na Casa de Não Ficção Época & Vogue, durante a Flip
O juiz Marcelo Bretas, responsável pela Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, disse, nesta sexta-feira (27), que administradores corruptos merecem uma “pena de morte política”. Para o juiz, “Políticos e administradores corruptos não podem ter segunda chance; se ficar provado, acabou”, disse. Bretas demonstrou indagado se a legislação atual, que prevê oito anos de afastamento, não resolve esse problema, e afirmou: “Isso é bom, mas não resolve”. “Pra mim, aquela pessoa morreu, é como se fosse uma pena de morte política”, enfatizou. Segundo ele, se fosse adotada essa “pena de morte política”, no futuro, quando houver alguém interessado em ingressar na atividade política com más intenções, vai pensar um pouco mais. O juiz disse temer que a eleição presidencial interfira com o andamento da Lava Jato. “O presidente da República indica os ministros do Supremo e, a depender das pessoas indicadas, agentes políticos envolvidos na investigação podem se sentir mais, ou menos tranquilos”, afirmou. Bretas afirmou que não há politização da operação. “Precisamos praticar a justiça sem olhar para quem está do outro lado, é disso que o Brasil está precisando, o juiz não é inimigo de ninguém”. Defendeu o uso das delações premiadas pelo Judiciário, afirmando que as críticas vêm de “profissionais pagos para defender interesses dos acusados’ e, em seguida rebateu críticas sobre o excesso de publicidade em relação à operação e afirmou que é importante divulgar à imprensa os processos, dentro do permitido por lei, porque se houver sigilo, nenhum processo vai andar.
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