Santana evita falar em punição, mas chama decisão de Colbert de ‘partidariamente errada’
Quinta, 03 de Maio de 2018 - 00:00
por Bruno Luiz

Foto: Divulgação/ MDB Bahia
O pré-candidato ao governo da Bahia pelo MDB e presidente do partido no estado, João Santana, afirmou nesta quarta-feira (2) que não pode obrigar o prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins, a apoiá-lo, mas classificou a decisão dele (veja aqui) como “errada partidariamente”. Em entrevista ao Bahia Notícias, o emedebista disse que, por enquanto, não haverá punição ao chefe do Executivo feirense e ainda declarou que a situação partidária dele deve ser discutida pela Executiva Nacional da sigla. “Não estamos em ditadura. Ele pode fazer o que quiser, não podemos forçá-la. Quanto à situação partidária, é algo para se discutir futuramente. Essa questão será observada”, afirmou o pré-candidato. Santana não acredita, entretanto, que emedebistas “tradicionais” vão deixar de apoiá-lo para endossar a candidatura de Zé Ronaldo (DEM), com quem Colbert marchará - o emedebista ascendeu ao cargo de prefeito depois da renúncia do democrata para concorrer nas eleições de 2018. “Acho que o MDB, com a tradição que tem, a maioria não vai votar em candidato do DEM. E também tem uma questão histórica: prefeito ajuda, mas não elege governador. Todos são importantes, mas quem define decisivamente é povo”, apregoou. Sobre a sua candidatura, Santana discordou da opinião de maior parte da oposição de que o grupo deveria ter candidato único. Para ele, é necessário que as legendas oposicionistas disputem o primeiro turno e, caso haja um segundo, apoiar aquele que chegar. “Em primeiro lugar, eu sou contra essa união agora. Surgiram duas, três candidaturas. Elas vão ter que se apresentar, mostrar ao povo quem merece mais a confiança popular. No momento, não conheço nada melhor que a emulação, a competição entre os candidatos da oposição. Da minha parte, a pretensão é essa. No segundo turno, vamos ver quem chega melhor. E, nesse momento, ver como vai fazer”, defendeu. Questionado sobre a montagem da chapa majoritária de sua candidatura, o emedebista disse que ainda fazendo consulta aos aliados para chegar aos nomes. “Não é uma escolha tão simples, estamos pensando no assunto. Uma escolha dessas, no nosso caso, claro que passa por mim, mas passa principalmente por uma consulta aos meus pares. Estou fazendo consultas a lideranças, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores. Posso adiantar que já passei de 100 consultas e não recebi não em nenhuma delas”, afirmou.
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