Presidente do Sindicombustíveis-Bahia discorda da política de preços da Petrobrás

A política de preços colocada em prática pela Petrobras, desde o dia 30 de junho, para o diesel e a gasolina comercializados em suas refinarias, parece não estar desagradando apenas aos consumidores, que se queixam das majorações constantes desses combustíveis nos postos de revenda. O presidente do Sindicato do Comércio de Combustíveis, Energias Alternativas e Lojas de Conveniências do Estado da Bahia (Sindicombustíveis Bahia), José Augusto Melo Costa, comentou que, “O salário do brasileiro é fixo, a sua renda é fixa. Então você não tem como todo dia ver uma situação de aumento e diminuição de preços”.
O presidente do Sindicombustíveis disse que não compartilha da mesma opinião da Petrobras quanto aos recorrentes reajustes nos preços dos combustíveis no Brasil. Para ele, as alterações quase diárias – e que normalmente fazem subir o valor do diesel e da gasolina – vem prejudicando os consumidores. Os reajustes a partir da adoção da nova política de revisão, podem acontecer diariamente, com base em alterações no mercado doméstico e internacional. “O dono de posto nessa história toda fica em uma situação muito adversa e o consumidor sabe que a qualquer momento pode haver uma explosão no preço”, diz José Augusto, citando como exemplo o ocorrido nesta terça-feira, 12, quando foi anunciada redução de 2,5% para a gasolina e de 2,4% no diesel, enquanto nos cinco primeiros dias de setembro, a gasolina chegou a ter um aumento acumulado de pouco mais de 10% “quando há um aumento no preço dos combustíveis, ele é repassado integralmente. No entanto, quando existe uma redução no valor, ele é repassado apenas parcialmente. Quando é a favor do consumidor, eles ficam com metade do dinheiro, alegando aumento de custo”, afirmou.
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