DONA NIL, AO LONGO DE SUA VIDA, SOMENTE SEMEOU O BEM
Duro assistir pessoas de bem sendo mortas em plena luz do dia no lugar onde moramos. É ainda mais cruel quando ocorre com requintes de perversidade. Dona Nil, uma senhora de 71 anos, mas cheia de energia, foi a mais recente vítima dessa violência desregrada que faz nossos corações sangrar de tristeza e dor. Nenhum ser humano merece ter sua vida tirada de maneira tão covarde e brutal, muito menos Dona Nil, que ao longo de sua vida somente semeou o bem sem olhar a quem. Todos que a conheceram sabem o quanto ela era bela por fora e por dentro. O sorriso fácil era a mais pura expressão de amor que dedicou aos parentes, amigos, vizinhos até àqueles que ela via pela primeira vez.
A trama arquitetada que culminou com sua morte, envolvendo “gente” da pior espécie: mandante, contratante de bandidos e assassinos, todos frios, calculistas e covardes, é a mais evidente prova do quanto se aposta na impunidade nesse País. O trabalho da polícia em desvendar o crime poucas horas depois é um bom caminho para se continuar acreditando em nossas instituições. Resta à sociedade esperar que igual eficiência seja demonstrada de agora em diante. O julgamento e a consequente condenação de marginais perigosíssimos é o mínimo que se espera sob pena de continuarmos com essa terrível sensação de que o crime compensa. Que a justiça seja feita com a punição aos culpados, nos rigores da lei.
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