Brasil 6 x 0 Honduras - 4 atacantes?
por Leonardo Miranda
O gol aos 14 segundos ajudou consideravelmente a Seleção a construir a goleada de 6x0 em Honduras. Além de acalmar os ânimos e jogar a pressão pro adversário, um placar favorável no primeiro minuto fez Honduras desmontar todo o plano de jogo. Gols assim sempre ajudam a construir a história de um jogo, ainda mais numa bobeira da defesa hondurenha.
Bobeira da defesa ou efeito da pressão sem a bola que o time brasileiro fez?
Os dois! Futebol é um jogo de ação-reação, um jogo no qual o adversário sempre irá impactar em suas ações, pro bem ou pro mal. O Iraque se defendeu tão bem que não deu os generosos espaços entrelinhas que Honduras forneceu, ao mesmo tempo que outros adversários também deram espaços e a seleção não conseguiu traduzir isso em gols.
Analisar uma partida é isso: sem “cedo” ou “tarde”, sem os extremos de “empolgou” ou “tá tudo errado”. Verificar causas, consequências, efeitos, ações e reações é fundamental para ver onde estão pontos de melhora e o que funciona. Nem tudo que ganha é bom e nem tudo que perde é ruim.
Numa goleada como essas, chamou a atenção a sintonia de Neymar, Luan, Gabriel e Gabriel Jesus. 4 atacantes, certo? Ou seja: eles não voltavam pra marcar, não podiam correr atrás de lateral e tinham como função apenas fazer gols, como todo o imaginário coletivo dita.
Dispostos num 4-2-3-1, esses 4 atacantes foram 4 jogadores atuais: marcaram, jogaram, atuaram com concentração e muita velocidade. Com mobilidade, eles trocavam de posição e confundiam a marcação de Honduras, abrindo espaços para infiltrações. Luan e Neymar, sempre recuando e buscando a bola dos zagueiros, ajudavam nesse movimento de atração-reação. Atrair zagueiros, abrir espaços pra Jesus e Gabriel, como no segundo gol, primeiro de Gabriel Jesus na partida.

4 atacantes que não mudam o esquema tático: 4-2-3-1. Mas esquemas táticos nem sempre traduzem a complexidade do jogo. Eles continuam sendo 4 atacantes, mas atuaram com muita mobilidade e participação com e sem a bola. Não ficaram cansados pois “não correram atrás de lateral”, mas marcaram o espaço, fechando uma segunda linha de meio-campo.


4 atacantes que não mudam o esquema tático: 4-2-3-1. Mas esquemas táticos nem sempre traduzem a complexidade do jogo. Eles continuam sendo 4 atacantes, mas atuaram com muita mobilidade e participação com e sem a bola. Não ficaram cansados pois “não correram atrás de lateral”, mas marcaram o espaço, fechando uma segunda linha de meio-campo.
Tudo como manda o futebol atual, que há dias atrás, era só papo de modernoso. Resultados, sempre eles.
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