Argentina dá adeus no Rio à sua melhor geração do basquete
Marcus Vinicius Pinto (Pai Mandado Comunicação)
Correspondente no Rio de Janeiro (RJ).
Crônica anunciada de um fim de uma geração incrível de jogadores. Desde aquela vitória na semifinal dos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, e que levou a Argentina à final e depois ao Ouro Olímpico, muita água passou debaixo da ponte. Com uma geração que vai chegando ao fim, os argentinos foram para o tudo ou nada contra os americanos nas quartas-de-final do basquete masculino, na Arena Carioca 1, no Rio. “Eles nos deram de presente meio quarto. Pensámos que poderíamos ganhar”, disse uma torcedora argentina, conformada com a derrota já na metade do segundo quatro, quando a diferença no placar já chegava a 20 pontos.
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Ginobili deixou a quadra emocionado e sob muitos aplausos; argentino levou a bola do jogo como lembrança de sua despedida da seleção argentina
Foto: Getty Images
No primeiro quarto o jogo até foi duro. A Argentina comandou o placar, até que Durant, Irving, Green e cia, decidiram apertar o jogo e fecharam na frente por apenas quatro pontos. Delfino, Ginobili, Nocioni e Scola bem que tentaram reagir. A torcida argentina empurrou com cânticos, saltos. Mas os american... digo os brasileiros abafaram a reação nas arquibancadas e os americanos dentro da quadra.
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Ao menor sinal de descontrole dos americanos, as bandeiras do Brasil balançavam na arquibancada ao som de “Defense, defense!” ao melhor estilo NBA, passando por “U.S.A!, U.S.A!”. A mínima jogada de efeito dos astros da liga americana, eram ovacionadas pelo público que superlotava a Arena no Parque Olímpico. Até “olé”, gritaram.
Fato é que o Rio viu despedida de uma geração incrível de jogadores argentinos, e que se não fossem os arranjos de Espanha e Lituânia na primeira fase, merecia ter chegado com chances de disputar uma medalha pela última vez. “São incríveis, mas os jovens não estão à mesma altura. Entram e não mantém o nível”, disse outro torcedor, roendo as unhas.
Em tempos de uma NBA mais aberta ao mercado estrangeiro, Brasil e Argentina rivalizaram em número de contratações. Até fomos atrás do técnico deles, para tentar montar um time que pudesse nos salvar de tempos sombrios. E Magnano quase conseguiu. Mas o talento individual dos argentinos foi superior e coletivamente nunca fomos páreo. Hoje foi dia de bater palmas a esses jogadores. O basquete agradece.
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