sábado, 30 de julho de 2016

Usuário do SUS reclama de critérios no atendimento

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Transcrevemos abaixo, na íntegra, relato feito e sob inteira responsabilidade pelo Sr. Hélio José Carmo da Silva.
“Duas vezes busquei atendimento médico pelo SUS. Nas duas vezes, a mesma situação de descaso, de discriminação e de banalização dos direitos do cidadão. No Hospital Geral Prado Valadares (Dr. José Bitencourt) e na Clínica Manuort. (Dr. Jorge Abbo), atendem seus pacientes do SUS, de forma coletiva. 4, 5, 6 pacientes numa pequena sala, sem móveis para acomodações. Na Manuort, uma sala identificada como “Emergência” para o SUS, ao lado, outra, identificada “Consultório” para pacientes particulares e convênios. Uma porta entre as salas por onde o médico transita. Na sala SUS, quatro pacientes, na outra 1 paciente. O preço do atendimento, um paciente particular atendido ao mesmo tempo que 4 SUS. A chamada para os pacientes de particulares, uma atendente, gentil e prestativa; Os paciente SUS tem à porta da sala um vigilante de empresa de segurança chamando os “coitados”. O atendimento em si é uma tristeza. Tocar o paciente? Para que?
Olhar nos seus olhos? Desnecessário? Verificar se o procedimento indicado foi realizado de forma correta? Para que?
Atendimento coletivo, é um tratamento desumano que, com toda a certeza não é preconizado pelo Sistema SUS nem pelo Conselho de Medicina. Mas, quero encerrar essa minha narrativa dizendo: Meu nome é Hélio José Carmo da Silva, brasileiro, negro, aposentado, usuário do SUS e quero dizer aos Srs. Drs. Jorge Abbo e José Bittencourt, atores secundários desta crônica do cotidiano, pois os atores principais desse drama são os pacientes, usuários do SUS que os procuram, que os Srs. ou qualquer outro profissional médico, é obrigado a atender a mim nem aos demais usuários do SUS. Mas, se os Srs. credenciaram-se a fazê-lo, façam-no como profissionais que dizem ser, já que seria muito pedir que o façam por amor ou por respeito ao ser humano que somos. Se os Srs. não sabem, os pacientes do SUS, são brasileiros, como os Srs., trabalhadores como os Srs. e principalmente respiram o mesmo ar que os Srs..
Para não ser ingrato, meus familiares foram atendidos e creio que todos que lá estavam também”.

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