Aliados de Rui Costa em Jequié ainda patinam na escolha da chapa majoritária

Sergio da Gameleira (PSB), Antonio Brito (PSD), Euclides Fernandes (PSL) e Roberto Britto (PP)
O antagonismo reinante entre as lideranças políticas dos partidos aliados do governo estadual em Jequié [exceção do PCdoB que já definiu a pré-candidatura de Celso Argolo] deverá nas próximas horas deixar nas mãos do governador Rui Costa (PT), uma verdadeira “bomba chiando” para que ele, adotando posição de firmeza e que não irá agradar a todos, defina finalmente como será estrutura a chapa majoritária da representação governista no município, para as eleições deste ano. No momento atual as quatro principais lideranças aliadas ao governador – prefeito interino Sérgio da Gameleira, e os deputados Antonio Brito, Roberto Britto e Euclides Fernandes –tem como adversários principais eles próprios e as suas convicções e interesses políticos. Sérgio da Gameleira, assumiu a prefeitura em 6 de maio formando em torno de sua gestão um arco de alianças com políticos e partidos oposicionistas em nível estadual; Antonio Brito mantém até o presente momento a grande incógnita se é ou não candidato a prefeito após ter ensaiado a hipótese de apoio a duas outras pré-candidaturas em partidos sobre seu comando; Roberto Britto perdeu temporariamente o controle da prefeitura mantendo o desejo de ter no próximo mandato um “prefeito prá chamar de seu”, após antecipar por decisão própria o pré-lançamento do nome do seu assessor Eduardo Barbosa; Euclides Fernandes, após migrar do PDT para o PSL, sugeriu num primeiro momento o nome do ex-prefeito Reinaldo Pinheiro, passando pelo do presidente da Câmara, vereador Eliezer Fiim e, se vê no momento pressionado pelos aliados do PP e PT, para ele próprio ser o pré-candidado a prefeito, o que resultaria numa implosão na estrutura governista estadual em Jequié. A situação embaralha, ainda mais o cenário além de embrulhar o estômago do eleitorado que demonstra estar desconfiado em relação a que se pretende realmente com tudo isso. Quem ganha tempo e oportunidade com toda essa confusão, mesmo se mantendo igualmente indefinidos, são os partidos declaradamente oposicionistas que torcem para que essa desgastante parafernália política se estenda por mais tempo.
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