Brasil no grupo dos quatro países com a energia elétrica mais cara do mundo
Postado por: Wilson Novaes | Em: 16 de setembro de 2014 | As 11:32

A energia elétrica tem um impacto direto na vida da população e também na competitividade das empresas
Custos mais altos costumam pressionar a
produção, resultando em aumento de preço dos produtos finais para os
consumidores. Em dezembro do ano passado, o custo médio da energia
elétrica para a indústria passou de R$ 292,7 por megawatt/hora (MW/h)
para R$ 310 em maio e deve encerrar o ano ao preço de R$ 342, de acordo
com dados de um estudo feito pela Federação das Indústrias do Estado do
Rio de Janeiro (Firjan). E a projeção em dezembro de 2015 é que o valor
seja aumentado para R$ 420. Ou seja, em dois anos, o custo da energia
para a indústria será ampliado em 44%. O reajuste, provocado pela seca
prolongada, deve colocar o Brasil no indesejável grupo dos quatro países
com a energia mais cara do mundo, atrás apenas de Índia, Itália e
Singapura. Atualmente, o país ocupa a oitava colocação em um ranking
com 28 países. Mas o cenário ainda é pior, uma vez que a pesquisa da
Firjan leva em conta apenas os consumidores industriais que adquirem
energia no chamado mercado cativo de energia, que é o mesmo em que estão
os consumidores finais e onde os reajustes de preços são controlados
pelo governo, através da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
No caso dos grandes consumidores que optaram pelo chamado mercado livre
de energia, onde a negociação é feita diretamente entre empresas e
produtores de energia, o céu, que nesse caso nada tem a ver com a ideia
de um paraíso, é o limite. Texto de Donaldson Gomes/Correio
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