Minha análise tática do Bahia de Gilson Kleina.

Gilson Kleina já tem três jogos no comando do Bahia. Isto, é claro, sem considerar o jogo de ontem à noite, quando vencemos o Internacional, por 2 x 0. Como o ditado do copo meio cheio ou meio vazio, podemos olhar os resultados de duas formas, já que, se por um lado são 3 jogos sem derrota, são 3 jogos sem vitória. Dois empates fora (1x1 contra o Corinthians e 0x0 contra o Atletico-PR) e um em casa (0x0 com o Criciúma) pelo Campeonato Brasileiro
Vi os 3 jogos. Inclusive, tive o desprazer de ser um dos pouco mais de 10 mil presentes na Fonte Nova no sofrível empate contra o fraco Criciúma.
Apesar de achar que, tanto do ponto de vista dos resultados como do pouco incisivo ataque, os resultados recentes não terem sido ideais (o 0x0 contra o Criciúma foi péssimo e o jogo de ontem, mesmo fora de casa, me pareceu ganhável, contra um Atletico-PR que não tem nada demais), creio que o Bahia vem mostrando uma evolução tática interessante: a utilização de um esquema baseado em duas linhas de 4 e com 2 homens de frente.
Muitos falam do esquema com 3 volantes e chamam os treinadores de retranqueiros por isso. Chegaram a criticar o próprio Kleina por escalar juntos Fahel, Rafael Miranda e Léo Gago (trinca usada ontem e também contra o Corinthians). Contudo, entendo que estes críticos deixaram de analisar um ponto importante a disposição tática destes jogadores em campo.
Exceção feita ao jogo do Criciuma (que, diga-se, teve o meio composto por Ueliton, Rafael Miranda, Gago e Marco Aurélio) e ao segundo tempo do jogo contra o Corinthians (quando o time caiu de produção), Kleina claramente escalou o Bahia atuando num 442 a inglesa, com duas linhas claras de 4, uma na defesa e outra no meio, deixando dois atacantes a frente (por coincidência, em ambos os jogos, Maxi e Kieza).
2 linhas de 4 contra o Corinthians
2 linhas de 4 contra o Atletico-PR
CONTINUA
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