Concurso público de secretaria pede comprovação de virgindade e causa polêmica
Ser virgem pode ajudar a conseguir ser selecionado em um concurso público? A polêmica foi levantada após a divulgação do edital do concurso da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, que dispensava algumas mulheres de determinados exames se elas comprovassem que ainda não tinham o hímen rompido. No ano passado, caso parecido ocorreu na Bahia. Contudo, depois da repercussão do casos, o governador Jaques Wagner suspendeu tal exigência presente de forma explícita no edital.
A seleção foi feita em 2012, mas só agora a denúncia foi feita por uma das aprovadas no processo para Agente de Organização Escolar. Os candidatos aprovados nas provas escritas foram chamados para exames médicos apenas em 2014. São dois os exames exigidos: colposcopia e colpocitologia oncótica (também conhecido como Papanicolau). De acordo com o texto, as mulheres que “não possuem vida sexual ativa, deverão apresentar declaração de seu médico ginecologista assistente”.
Em nota, o Departamento de Perícia Médica do Estado (DPME), ligado à Secretaria de Gestão Pública, disse que é “absolutamente errado afirmar que é exigido à candidata a cargo público qualquer laudo, ou suposto ‘comprovante de virgindade’”. “Àquelas que ainda não tenham iniciado atividade sexual, é oferecida como alternativa a apresentação de um relatório de seu médico pessoal; e com isso não há a necessidade da realização dos exames”, diz o texto.
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