Dólar em queda abaixo de R$ 5: Pão, gasolina e eletrônicos devem ter alívio nos preços

 


Foto: Tânia Rego / Agência Brasil

Pela primeira vez em pouco mais de dois anos, o brasileiro acordou com uma notícia que mexe diretamente com o orçamento doméstico: o dólar ficou abaixo de R$ 5,00.

Nesta segunda-feira, 13, a moeda consolidou um recuo que não era visto desde o início de 2024, gerando um otimismo cauteloso no mercado e nas prateleiras dos supermercados.

Por que o dólar caiu?

De acordo com Antonio Carvalho, professor e consultor de economia, o cenário é resultado de uma combinação de fatores.

“A retração do Dólar frente ao Real se deve a alguns fatores: o, ainda que pleno, alívio nas tensões no conflito EUA/Israel x Irã; os juros elevados e a alta na entrada de capital transeuropeias no Brasil”, explica o especialista.

O impacto no seu bolso

Ainda conforme Antônio, a queda da moeda funciona como uma “âncora” para a inflação. Quando o dólar baixa, o custo de importar produtos essenciais também cai, o que deve ser sentido em breve nas gôndolas.

“Pode trazer um alívio ao bolso do brasileiro com redução da inflação dos produtos importados como fertilizantes, trigo e produtos industrializados que, com o Dólar mais baixo, entrarão mais baratos no país”, destaca Carvalho.

Isso significa que itens como o pão francês, macarrão, eletrônicos e até a gasolina ganham um fôlego contra novos aumentos, já que seus custos de produção ou matéria-prima são atrelados à moeda americana.

O que muda na prática para o brasileiro?

A queda do dólar funciona como um “alívio invisível”. Embora você ainda receba o mesmo salário, o seu poder de compra aumenta porque o custo de produção de muita coisa diminui.
Comida na mesa

Itens como pão francês, massas e bolachas dependem do trigo, que é em grande parte importado. Com o dólar mais barato, a farinha custa menos para os moinhos. Além disso, carnes e leite podem ter fôlego nos preços, já que a ração dos animais (soja e milho) segue cotações internacionais.
Eletrônicos e celulares

Se você estava esperando para trocar de smartphone ou notebook, o momento é favorável. Componentes eletrônicos são quase 100% cotados em dólar. As varejistas tendem a repassar essa redução para o consumidor final em novas remessas de estoque.

Gasolina e frete

A Petrobras utiliza o preço internacional como referência. O dólar baixo ajuda a segurar os aumentos nas refinarias. Isso gera um efeito cascata: se o combustível não sobe, o frete dos alimentos que chegam às feiras também fica estável.
Viagens e compras online

Planejando as férias? O dólar turismo acompanha a queda, barateando passagens aéreas e hospedagens. Além disso, as compras em sites internacionais (como Shopee, Shein e Amazon) ficam mais baratas no fechamento da fatura do cartão.

O dilema de quem produz: indústria e agro

Nem tudo são flores para todos os setores. O professor Antonio Carvalho explica que há dois lados da moeda para quem produz:

O lado bom: fica mais barato comprar fertilizantes para as plantações e máquinas modernas para as fábricas.
O lado ruim: na hora de vender os produtos para o exterior, as empresas recebem menos reais por cada dólar. Isso pode reduzir a margem de lucro de grandes exportadores.

A queda vai continuar?

Segundo Carvalho, é difícil prever o futuro a longo prazo. “O conflito no Oriente Médio envolve questões ideológicas e religiosas que vão além da economia, o que mantém o preço do petróleo em alerta”, afirma.

Além disso, se a inflação cair por causa do dólar baixo, o Banco Central pode baixar os juros, o que tornaria o Brasil menos “atraente” para os investidores, podendo fazer a moeda subir novamente.
O que fazer agora?

Para o consumidor, a recomendação é aproveitar a estabilidade de preços para itens de necessidade e monitorar as promoções de eletrônicos, mas manter o pé no chão, já que o cenário internacional ainda é volátil.

A Tarde

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Concurso da Polícia Civil da Bahia deverá ser lançado em maio com 750 vagas

 


750 vagas imediatas para os cargos de Investigador, Escrivão e Delegado

A Polícia Civil do Estado da Bahia (PCBA) anunciou a data para a publicação do edital para um concurso público que vai preencher 750 vagas para diversos cargos.

O documento do concurso deve ser divulgado em maio, segundo confirmou o delegado-geral André Viana, através das redes sociais da corporação.

Atualmente, segue em andamento o processo de contratação da banca examinadora. Em fevereiro, os perfis das possíveis empresas responsáveis já haviam sido encaminhados à SAEB, de acordo com informação do Estratégia Concursos.

Conforme anúncio do governador Jerônimo Rodrigues, serão ofertadas 750 vagas imediatas para os cargos de Investigador (500), Escrivão (150) e Delegado (100).

O último concurso PC BA ofertou 1.000 oportunidades e foi publicado em 2022, sob organização do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC).

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Lula anuncia envio de projeto para acabar com escala 6×1 ao Congresso

 


Foto: Reprodução

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira (13), que o governo federal deve encaminhar ainda nesta semana ao Congresso Nacional um projeto que propõe o fim da escala de trabalho 6×1. A iniciativa será apresentada enquanto já tramita na Câmara uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o mesmo tema.

Segundo Lula, a proposta do governo deve prever a redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial. O presidente defendeu que a mudança pode ser viabilizada a partir dos ganhos de produtividade proporcionados pelas inovações tecnológicas.

Antes do envio do texto, Lula deve se reunir com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para alinhar a discussão.

Hugo Motta já indicou que o eventual envio de um projeto de lei pelo governo não deve interferir no andamento da PEC que trata do fim da escala 6×1, em análise na Câmara desde o ano passado.

A medida enfrenta resistência de setores produtivos, como indústria, comércio e agricultura, que demonstram preocupação com possíveis impactos na produtividade e nos lucros.

Diante do debate, a CCJ marcou para esta semana uma audiência pública com representantes dessas áreas para discutir os efeitos da proposta. Atualmente, o texto ainda está na fase inicial de tramitação, quando é analisada sua constitucionalidade antes de avançar para outras etapas no Congresso.

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Multidão saqueia carga de leite em pó após carreta tombar em trecho baiano da BR-116

 


Caixas e latas de leite em pó disputadas em clima de guerra pela multidão (Foto: Reprodução)

 

Uma carreta carregada de leite em pó foi saqueada por uma multidão após o veículo tombar na BR-116, em Vitória da Conquista, na tarde desta segunda-feira (13). As informações foram confirmadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Imagens feitas no local do acidente mostram o veículo tombado no acostamento do anel rodoviário da cidade e uma multidão saqueando a carga. Em outros vídeos, é possível ver que pessoas descem dos veículos em que estão para pegar caixas de leite em pó.

Ainda conforme a PRF, o acidente aconteceu no Km 29 da rodovia, em um trecho próximo da saída para a localidade de Planalto da Conquista. O motorista do veículo teve ferimentos leves e foi encaminhado a uma unidade hospitalar.

A PRF detalhou que a rodovia não precisou ser interditada devido ao acidente. Uma perícia deve determinar o que motivou o tombamento.

Vale ressaltar que o Código Penal Brasileiro determina que o saque de carga é um crime equivalente ao furto.

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Corrida Saúde Crônica da FJS/Santa Casa de Jequié terá aulão preparatório neste sábado (18)

 


Foto: Divulgação

 

A Corrida Saúde Crônica – Etapa Jequié, organizada pela Fundação José Silveira/Santa Casa de Jequié, que está programada para o próximo dia 26/abril com largada na Avenida Waldomiro Borges, contará com mais um Aulão Preparatório neste sábado (18, a partir das 5h30, no estacionamento do Golden Mall.

A Corrida Saúde Crônica, tem como foco a prevenção de doenças e a prática de exercícios, oferecendo percursos de corrida e caminhada (10km/5km), com inscrições disponíveis na Central das Inscrições. Parte da receita obtida com as inscrições de participantes, é revertida para pacientes vulneráveis. O evento é aberto a corredores de todos os níveis, iniciantes e pessoas com deficiência.

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Vitória reduz contratações pela metade em terceiro ano na Série A; veja levantamento

 


Por Hugo Araújo

Vitória reduz contratações pela metade em terceiro ano na Série A; veja levantamento
Foto: Victor Ferreira/EC Vitória

Vivendo seu terceiro ano seguido na Série A após um período de cinco temporadas fora da elite, o Vitória entra em 2026 com uma missão clara: se consolidar entre os principais clubes do futebol brasileiro. De volta à Primeira Divisão depois de disputar a Série C em 2022, o Rubro-Negro já ultrapassa a média de permanência de equipes que retornam à elite, geralmente de cerca de dois anos e meio.

 

O discurso de reconstrução segue presente na diretoria e o Leão adotou uma postura diferente no mercado de transferências em relação às temporadas de 2024 e 2025, com ajustes na estratégia de contratações.

 

Na primeira janela de transferências de 2026, o Vitória contratou 14 jogadores, metade do volume registrado em 2024 e 2025, quando trouxe 28 jogadores em cada ano. A redução no número de reforços indica uma manutenção de jogadores destaques, visto nas renovações de peças de destaques, como o volante Baralhas, o lateral esquerdo Jamerson e o atacante Erick.

 

Outro ponto de destaque é o objetivo de ter atletas formados na base. O clube registra, proporcionalmente, maior minutagem desses jogadores no Brasileirão, além de um número mais expressivo de jovens integrados ao elenco principal ao longo da temporada. Além do já consagrado Lucas Arcanjo, o volante Edenilson é peça constante na rotação do time de Jair Ventura nesta temporada.

 

Durante as primeiras rodadas do Campeonato Baiano, inclusive, o Vitória chegou a atuar com equipe sub-23 em algumas ocasiões, reforçando a política.

 

Contratações do Vitória em 2024:

  • Goleiros: Maycon Cleiton e Alexandre Fintelman
  • Zagueiros: Zapata, Reynaldo, Edu, Neris e Bruno Uvini
  • Laterais: Cáceres, Lepo, Lucas Esteves e PK
  • Volantes: Leo Naldi, Luan, Ricardo Ryller, Luan Silva, Caio Vinicius, Filipe Machado e Willian Oliveira
  • Meias: Daniel Júnior e Jean Mota
  • Atacantes: Caio Dantas, Carlos Eduardo, Janderson, Gustavo Mosquito, Everaldo, Eric Castillo, Luiz Adriano e Alerrandro

 

Das contratações realizada sem 2024, Edu e Neris, que chegaram na segunda janela de trnsferências, a do meio do ano, permanecem no clube. Nor etorno à Série A, o Vitória manteve o diretor de futebol Ítalo Rodrigues, campeão da Série B de 2023 e do Baianão de 2024. Na sequência, com a demissão do técnio Léo Condé no começo da Série A e chegada do técnico Thiago Carpini, Ítalo deixou o clube e Manoel Tanajura Neto assumiu a direção de futebol. 

 

Em 2024, ano do retorno à Série A, o Vitória apresentou o famoso "pacotão" de reforços | Foto: Victor Ferreira/EC Vitória 

 

Segundo contagem do clube, 57% dos jogadores contratados em 2024, primeiro ano do retorno à Série A, foram aproveitados durante a sua estadia, com 14 desses jogadores atuando menos de 50%. Já em 2025, o percentual de aproveitamento vai para 51%, com 15 dos atletas atuando em menos de 50% dos clubes.

 

No segundo ano seguido na elite nacional, o Vitória teve quatro treindores, começando por Carpini, passando por Fábio Carille, Rodrigo Chagas e Jair Ventura. Manoel Tanajura Neto voltou para o cargo de gerente de futebol e o principal responsável pelas contratações na segunda janela foi Gustavo Vieira. 

 

Contratações do Vitória em 2025:

  • Goleiros: Gabriel Vasconcellos e Thiago Couto
  • Zagueiros: Lucas Halter e Zé Marcos
  • Laterais: Claudinho, Jamerson, Hugo, Ramon e Maykon Jesus
  • Volantes: Thiaguinho, Val Soares, Baralhas, Rúben Ismael, Ronald, Ruben Rodrigues e Pepê
  • Meias: Wellington Rato, Aitor Cantalapiedra e Romarinho
  • Atacantes: Carlinhos, Renzo Lopez, Renato Layzer, Leo Pereira, Lucas Braga, Fabri, Erick, Kike Saverio e Felipe Cardoso

 

Destes, permanecem no Vitória o goleiro Gabriel, os laterais Jamerson e Ramon, os volantes Baralhas, Ronald e Rúben Ismael, o meia Aitor e os atacantes Fabri, Erick, Renzo Lopez, Renato Kayzer e Kike Saverio, uma base muito maior comparada ao ano anterior. 

 

Esta base explica a queda no número de contratados. O aproveitamento destes atletas presentes em campo aumentou para 62%, com destaques para Cacá, Martínez e Tarzia, com maiores porcentagens na atual temporada. 

 

Contratações do Vitória em 2026:

  • Zagueiros: Ricciele, Luan Cândido, Cacá e Diogo Silva*
  • Laterais: Nathan Mendes e Mateus Silva
  • Volantes: Martínez, Caíque Gonçalves e Zé Vitor
  • Atacantes: Marinho, Lucas Silva, Diego Tarzia, Anderson Pato, Pedro Henrique e Renê

 

O zagueiro Diogo Silva foi contratado e chegou a atuar em três partidas do Campeonato Baiano, período em que o Vitória utilizava a equipe sub-23 sob o comando do auxiliar Rodrigo Chagas. No entanto, ainda em fevereiro, o defensor acabou negociado com o ZTE, da Hungria.

 

Autor do gol da permanência do Vitória na Série A de 2025, Baralhas representa a ideia de manutenção do elenco em 2026 | Foto: Victor Ferreira/EC Vitória 

 

ORÇAMENTO

Em 2026, o Vitória aparece como o quarto time que mais contratou na Série A, atrás apenas de Remo (23), Chapecoense (18) e Coritiba (16), justamente equipes que voltaram para a elite do Brasileirão nesta temporada. Já em questão de investimento,  o Rubro-Negro ocupa apenas a 16ª posição em gastos com transferências e também figura na mesma colocação em termos de folha salarial, à frente de poucos clubes.

 

Em contato com o Bahia Notícias, o diretor de futebol rubro-negro, Sérgio Papellin, que chegou ao clube em janeiro deste ano, avaliou o Vitória como "um clube em reconstrução" e projetou que nos próximos anos a tendência é contratar menos jogadores.

 

"É um elenco de um clube que está em reconstrução, vindo para seu terceiro ano seguido na Série A, com bons valores, bons ativos e um elenco competitivo. A tendência é que nos próximos anos o clube diminua o número de contratações, esse é o movimento dos times que sobem da Série B para a Série A. Com o passar dos anos na primeira divisão, o clube contrata menos jogadores", explicou Papellin.

 

O diretor também destacou que a estratégia atual passa pela consolidação de uma base mais sólida e pela busca de maior eficiência no aproveitamento do elenco, reduzindo a necessidade de mudanças constantes no grupo.

 

"Recuperar a base é um dos nossos é um direcionamento da diretoria e para isso é preciso que jogadores oriundos da base sejam utilizados no time principal. A meta é que o elenco tenha 30% de seus atletas formados nas categorias de base até o final de 2026. Com muitos jogadores da base no plantel, naturalmente a sua folha salarial diminui, e com isso abre um leque maior de contratações de atletas mais caros, diminuindo o número de contratações", disse o diretor.

 

Por fim, Papellin ressaltou que o desafio da gestão está em equilibrar responsabilidade financeira com competitividade dentro de campo, mantendo a evolução gradual do clube na elite.

 

"É o grande desafio dessa gestão, fazer um time muito competitivo gastando pouco. Sabemos que não é simples, não é fácil, e erros acontecem, porém, quando pegamos nossos indicativos nesse ano, percebemos que estamos tendo uma evolução em comparação aos indicativos dos anos passados. Não existe receita de bolo, futebol não é uma ciência exata", finalizou o dirigente rubro-negro.

 

Após Ítalo Rodrigues, em 2024, e Gustavo Vieira, em 2025, Sérgio Papellin assumiu o posto de diretor de futebol do Vitória em 2026 | Foto: Victor Ferreira/EC Vitória 

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BN na Copa: Com as palavras de ordenação e inovação, Ásia e Oceania buscam surpreender na Copa do Mundo

 


Por Carlos Matos

BN na Copa: Com as palavras de ordenação e inovação, Ásia e Oceania buscam surpreender na Copa do Mundo
Fotos: Divulgação/Fifa

A ampliação da Copa do Mundo de 2026, que será realizada em Estados Unidos, México e Canadá, marca uma inflexão importante para seleções da Ásia e da Oceania. Com o aumento de 32 para 48 participantes, as confederações Confederação Asiática de Futebol e Confederação de Futebol da Oceania passam a ter maior representatividade, alterando o peso competitivo de regiões historicamente periféricas no cenário mundial.

 

A AFC, que tradicionalmente contava com quatro ou cinco vagas, passa a ter oito classificações diretas, além de uma possibilidade adicional via repescagem intercontinental. Já a OFC, que nunca teve vaga direta garantida, assegura pela primeira vez um representante automático, além de também disputar a repescagem. A mudança reduz a dependência de confrontos eliminatórios contra seleções de outros continentes — historicamente um obstáculo para equipes da Oceania — e amplia o leque competitivo asiático.

 

No contexto das Eliminatórias, a Ásia confirmou um grupo diversificado de seleções para 2026. Entre elas, nomes tradicionais como Japão, Coreia do Sul, Irã e Arábia Saudita mantêm protagonismo, enquanto outras equipes consolidam crescimento recente, como Austrália — integrante da AFC desde 2006 — e Catar, que busca continuidade após sediar o Mundial de 2022.

 

O Japão chega como uma das seleções mais organizadas do continente, com forte presença de jogadores em ligas europeias e campanhas consistentes nas últimas Copas — disputou todas desde 1998, tendo alcançado as oitavas de final em quatro ocasiões, incluindo 2022. A Coreia do Sul, semifinalista em 2002, segue como potência regional e presença frequente — estará em sua 11ª participação consecutiva. O Irã, dominante nas Eliminatórias asiáticas, tenta superar a barreira histórica da fase de grupos, enquanto a Arábia Saudita busca repetir feitos como a vitória sobre a Argentina em 2022.

 

A Austrália, por sua vez, mantém regularidade desde que migrou para a AFC, tendo disputado as últimas cinco Copas (a mais recente em 2022, quando chegou às oitavas). Já o Catar vive um momento de reconstrução, após campanha abaixo das expectativas como anfitrião em 2022, sua estreia em Mundiais.

 

Outras seleções asiáticas aparecem como possíveis estreantes ou retornos relevantes, reflexo direto do aumento de vagas. Países como Uzbequistão e Jordânia, historicamente competitivos em nível continental, entram no ciclo com chances reais de classificação inédita, algo raro no formato anterior.

 

Na Oceania, a Nova Zelândia desponta como principal beneficiada. Tradicional dominante regional, a equipe disputou apenas duas Copas (1982 e 2010) e, até então, dependia de repescagens contra seleções mais fortes. Com a vaga direta assegurada à OFC, os neozelandeses chegam como favoritos naturais à classificação e podem retornar ao Mundial após 16 anos.

 

Jogadores da Nova Zelândia comemorando gol | Foto: Reprodução/Instagram (@nzallwhites)

 

O histórico de Ásia e Oceania em Copas do Mundo ainda é limitado quando comparado a Europa e América do Sul, mas registra avanços pontuais. A melhor campanha asiática segue sendo o quarto lugar da Coreia do Sul em 2002. Além disso, Japão e Coreia do Sul acumularam presenças frequentes em oitavas de final, enquanto seleções como Arábia Saudita (1994) e Austrália (2006 e 2022) também alcançaram essa fase.

 

Já a Oceania tem participação muito mais restrita: além da Nova Zelândia, apenas a Austrália — antes de migrar para a AFC — representou a região, com destaque para 2006, quando chegou às oitavas. Em termos históricos, nenhuma seleção da OFC venceu uma partida em fase eliminatória de Copa.

 

No cenário de 2026, algumas marcas podem ser quebradas. A Ásia pode atingir seu maior número de seleções em oitavas de final em uma mesma edição, impulsionada pelo aumento de vagas e pelo novo formato que permite a classificação de terceiros colocados. Há também a possibilidade de estreias inéditas e de ampliação do número de participações consecutivas de seleções como Japão e Coreia do Sul. Pela Oceania, a expectativa é de encerrar o longo jejum sem vitórias em Copas, caso a Nova Zelândia avance de fase.

 

O novo formato do torneio — com 12 grupos de quatro seleções — altera a dinâmica competitiva. Para equipes asiáticas e da Oceania, a possibilidade de avançar como uma das melhores terceiras colocadas reduz a pressão por campanhas quase perfeitas na fase inicial, algo que historicamente limitava essas seleções.

 

Na repescagem intercontinental, o ciclo para 2026 também evidenciou evolução. Seleções asiáticas tiveram desempenho competitivo contra adversários de outras confederações, refletindo maior equilíbrio técnico global. A presença ampliada nesses playoffs reforça o crescimento estrutural da AFC. Já a OFC, embora ainda enfrente limitações, ganha relevância ao participar de forma mais consistente do processo classificatório.

 

Para além do futebol, Ásia e Oceania carregam enorme diversidade cultural, que também se reflete no estilo de jogo. A Ásia reúne tradições milenares, com sociedades que valorizam disciplina, coletividade e organização — características frequentemente observadas em campo. Já a Oceania, composta por nações insulares e forte influência indígena e colonial, apresenta uma identidade esportiva marcada por intensidade física e resiliência.

 

A leitura do atual ciclo de preparação para a Copa de 2026 reforça que Japão e Coreia do Sul não apenas mantêm protagonismo asiático, mas chegam com gerações tecnicamente mais qualificadas e internacionalizadas — sobretudo pela presença massiva de jogadores em ligas europeias.

 

No caso japonês, o momento é considerado um dos mais promissores de sua história recente. A base da equipe que vem sendo utilizada ao longo das Eliminatórias e amistosos internacionais é formada por atletas que atuam em alto nível no futebol europeu, o que tem elevado o patamar competitivo da seleção. Nomes como Takefusa Kubo, destaque na Espanha, Kaoru Mitoma (ainda que eventualmente ausente por lesões), Daichi Kamada e Takumi Minamino formam a espinha dorsal ofensiva, combinando velocidade, mobilidade e capacidade de jogo entrelinhas.

 

No meio-campo, a seleção japonesa se estrutura a partir de Wataru Endo, que atua como elemento de equilíbrio e liderança tática — peça recorrente nas escalações do ciclo — ao lado de jogadores como Ao Tanaka. Já no setor defensivo, nomes como Ko Itakura e Takehiro Tomiyasu (quando disponível) sustentam uma linha defensiva mais sólida e adaptada ao ritmo europeu.

 

O ataque também apresenta variedade de opções, com Ayase Ueda, Daizen Maeda e Ritsu Doan frequentemente utilizados no ciclo recente. Esse conjunto de jogadores evidencia um Japão mais versátil taticamente, capaz de alternar entre posse de bola e transições rápidas — característica que se refletiu em resultados relevantes em amistosos contra seleções campeãs mundiais ao longo do ciclo, reforçando sua competitividade internacional.

 

De acordo com convocações recentes, a base da equipe tem sido relativamente estável, com presença recorrente de atletas que atuam em ligas como Premier League (Inglaterra), Bundesliga (Alemanha), La Liga (Espanha) e Ligue 1 (França), algo que diferencia essa geração de ciclos anteriores e amplia a experiência internacional do elenco.

 

Time titular da seleção japonesa antes de amistoso | Foto: Reprodução/Instagram (@japanfootballassociation)

 

Já a Coreia do Sul mantém uma estrutura mais consolidada em torno de lideranças técnicas e de um núcleo ofensivo bem definido. O principal nome segue sendo Son Heung-min, capitão e referência histórica da seleção, além de ser o jogador com mais partidas pela equipe nacional e um dos maiores artilheiros de sua história. Mesmo em um momento de questionamentos sobre desempenho, o próprio comando técnico reforça sua centralidade no grupo, tratando-o como “o coração da equipe” no atual ciclo.

 

Ao redor de Son, a Coreia do Sul construiu uma base ofensiva que aparece com frequência nas convocações, com nomes como Hwang Hee-chan, Lee Kang-in e Cho Gue-sung, além de opções mais jovens que vêm sendo integradas progressivamente ao elenco. Jogadores como Oh Hyeon-gyu e Yang Min-hyeok representam essa renovação ofensiva, aparecendo com regularidade em listas recentes.

 

No meio-campo, a equipe sul-coreana mantém um perfil dinâmico, com atletas que combinam intensidade física e capacidade de transição, enquanto a defesa ainda busca maior estabilidade — ponto que tem sido trabalhado ao longo dos amistosos preparatórios.

 

Assim, tanto Japão quanto Coreia do Sul chegam ao ciclo final pré-Copa com estruturas consolidadas, mas com características distintas: os japoneses apoiados em uma geração amplamente inserida no futebol europeu e em evolução coletiva, enquanto os sul-coreanos mantêm uma espinha dorsal mais experiente, liderada por Son, ao mesmo tempo em que promovem renovação gradual. Em comum, ambas refletem o avanço técnico do futebol asiático e chegam a 2026 com potencial real de protagonismo maior do que em edições anteriores.

 

Assim, a Copa de 2026 se desenha como a mais inclusiva da história para esses continentes. Mais do que ampliar números, o novo formato cria condições para que Ásia e Oceania deixem de ser coadjuvantes ocasionais e passem a ocupar, de forma mais consistente, espaços competitivos no cenário global do futebol.

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Vitória chega a 45 mil sócios e registra marca histórica no programa do clube

 


Por Redação

Vitória chega a 45 mil sócios e registra marca histórica no programa do clube
Foto: Victor Ferreira/EC Vitória

O Vitória atingiu a marca de 45 mil sócios ativos no programa Sou Mais Vitória (SMV), como divulgou o clube nesta segunda-feira (13), dois dias após a equipe vencer o São Paulo por 2 a 0, no último sábado (11), pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. 

 

Responsável pelo SMV, o diretor Éder Miranda destacou o significado da marca e ressaltou a necessidade de continuidade no trabalho. Em 2026, o Vitória joga a Série A pelo terceiro ano consecutivo, após ficar afastado da elite nacional de 2019 a 2023. 

 

“Estamos muito felizes em alcançar a marca de 45 mil sócios. Esse número traduz o comprometimento da nossa torcida com o clube e reforça que estamos no caminho certo, construindo uma relação cada vez mais próxima, transparente e sólida com o torcedor. Seguiremos trabalhando para oferecer ainda mais benefícios e orgulho para quem escolhe caminhar ao lado do Vitória”, afirmou Éder Miranda. 

 

Entre os principais planos do programa de sócio, o Vitória oferece opções com diferentes faixas de preço e benefícios. O plano “Sou Colossal”, um dos mais populares, dá acesso à arquibancada e possibilidade de check-in gratuito em jogos no Barradão.

 

 

SMV 

Entre os principais planos do programa, o Vitória oferece opções com diferentes faixas de preço e benefícios. O plano “Sou Colossal”, um dos mais populares, gira em torno de R$ 100 mensais na versão padrão, com acesso à arquibancada e possibilidade de check-in gratuito em jogos no Barradão.

 

Já o “Sou Leão da Barra”, voltado para o setor de cadeiras, tem valor aproximado de R$ 200 por mês, com vantagens semelhantes. Há ainda modalidades mais acessíveis, como o “Sou Vermelho e Preto”, na faixa de R$ 40 mensais, que oferece descontos na compra de ingressos, e o “Sou Sem Fronteiras”, também a partir de cerca de R$ 40, voltado para torcedores que vivem fora de Salvador.

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Nike admite problemas em uniforme de seleções para a Copa do Mundo

 


Por Folhapress

Seleção Brasileira de Futebol
Foto: Rafael Ribeiro/ CBF

A Nike enfrenta um problema no fornecimento de uniformes para as seleções que disputarão a Copa do Mundo de 2026. Na última Data Fifa, ficou visível um erro de costura que gerou reclamação à marca.
 

Os uniformes produzidos pela Nike para a Copa do Mundo sofreram críticas. As camisas apresentaram um erro de costura visível.
 

O defeito aparece como um volume ou "inchaço" nas costuras dos ombros. O erro apareceu em todas as seleções que vestem Nike ao longo da última Data Fifa, inclusive na equipe do Brasil.
 

A própria Nike reconheceu o defeito. A empresa norte-americana assumiu uma falta de padrão estético esperado.
 

Em comunicado oficial, no entanto, a Nike também garantiu que o problema não afeta o desempenho do material junto aos atletas.
 

"Observamos um pequeno problema em nossos uniformes, mais perceptível na área da costura do ombro. O desempenho não é afetado, mas a estética geral não está onde deveria estar", diz a Nike, em comunicado oficial.
 

Os uniformes da Copa foram projetados para suportar o forte calor do México e Estados Unidos, países-sede junto ao Canadá. Por isso, as camisas são desenvolvidas com tecnologias como Aero-FIT e sistemas de ventilação.
 

Alguns torcedores que compraram as camisas de seleções também foram frustrados pelo erro de confecção.
 

O problema acontece às vésperas da Copa do Mundo. A Nike informou que está investigando e discutindo possíveis soluções.
 

O RANKING DAS MARCAS NA COPA
A Adidas lidera o fornecimento de material para o torneio de junho/julho. A empresa alemã conta com 14 seleções vestindo seus uniformes, enquanto Nike (12) e Puma (11) vêm logo atrás.
 

Além das três, outras sete marcas vão estar presentes na Copa de 2026: Kelme, Umbro, 7 Saber, Capelli Sport, Marathon, Reebok e Saeta Sports.
 

O Irã é o único país classificado que ainda não tem uma marca para o fornecimento de uniformes. O país também vive a indefinição de participar ou não da Copa em meio ao conflito com os Estados Unidos.
 

CONFIRA ABAIXO A MARCA DE UNIFORME DE CADA SELEÇÃO NA COPA
- Adidas: Suécia, México, Japão, Espanha, Escócia, Curaçao, Colômbia, Catar, Bélgica, Argentina, Argélia, Arábia Saudita, Alemanha e África do Sul.
 

- Nike: Uruguai, Turquia, Noruega, Inglaterra, Holanda, França, EUA, Croácia, Coréia do Sul, Canadá, Brasil e Austrália.
 

- Puma: Suíça, Senegal, Tcheca, Portugal, Paraguai, Nova Zelândia, Marrocos, Gana, Egito, Costa do Marfim e Áustria.
 

- Kelme: Jordânia e Bósnia.
 

- Umbro: Congo e Iraque.
 

- 7 Saber: Uzbequistão.
 

- Capelli Sport: Cabo Verde.
 

- Marathon: Equador.
 

- Reebok: Panamá.
 

- Saeta Sports: Haiti.

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Com dois baianos na lista, Ancelotti faz convocação para a Copa do Mundo - FE - 19/05/26