Ministro confirma que Irã não disputará a Copa do Mundo de 2026: "Não existem condições"

 


Por Redação

Ministro confirma que Irã não disputará a Copa do Mundo de 2026: "Não existem condições"
Foto: Divulgação

A Seleção Iraniana de Futebol não participará da Copa do Mundo da FIFA 2026. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (11) pelo ministro do Esporte do país, Ahmad Donyamali, em declaração à uma televisão estatal iraniana.

 

Durante a entrevista, o dirigente afirmou que o cenário político atual inviabiliza a presença da delegação no torneio internacional.

 

"Considerando que este regime corrupto (os EUA) assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo", disse o ministro.

 

Segundo ele, a decisão também está relacionada às condições de segurança para atletas e integrantes da delegação.

 

"Nossas crianças não estão seguras e, fundamentalmente, não existem condições para participação", disse Ahmad Donyamali.

 

"Diante das ações maliciosas que realizaram contra o Irã, eles nos impuseram duas guerras em oito ou nove meses e mataram e martirizaram milhares de nosso povo. Portanto, certamente não podemos ter esse tipo de presença", completou.

 

A Copa do Mundo de 2026 será realizada entre 11 de junho e 19 de julho e terá partidas nos Estados Unidos, México e Canadá. No sorteio realizado em dezembro, o Irã havia sido incluído no Grupo G ao lado das seleções da Bélgica, Egito e Nova Zelândia.

 

Os compromissos da equipe estavam programados para ocorrer em território norte-americano, com duas partidas previstas em Los Angeles e uma em Seattle.

 

Nos últimos dias, a situação da Seleção Iraniana já gerava dúvidas dentro do planejamento da competição. O país foi o único classificado para o Mundial que não enviou representantes a uma reunião de organização realizada pela FIFA em Atlanta.

 

A entidade máxima do futebol ainda não comentou oficialmente o anúncio feito pelo governo iraniano.

 

ESTADOS UNIDOS X IRÃ
A crise se intensificou após a morte do líder supremo do país, Ali Khamenei, em um ataque atribuído aos Estados Unidos e a Israel no fim de fevereiro. O episódio desencadeou um conflito regional que já dura dias e gera impactos políticos e econômicos.

 

Apesar do cenário, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou ter discutido o tema com o presidente norte-americano, Donald Trump.

 

"Também falamos sobre a situação atual no Irã e sobre o fato de que a Seleção Iraniana se classificou para disputar a Copa do Mundo de 2026”, afirmou Infantino em publicação em sua conta oficial nas redes sociais.

 

"Durante as conversas, o presidente Trump reiterou que a equipe do Irã é, naturalmente, bem-vinda para competir no torneio nos Estados Unidos."

 

"Todos precisamos de um evento como a Copa do Mundo da FIFA para unir as pessoas agora mais do que nunca, e agradeço sinceramente ao presidente dos Estados Unidos pelo apoio, que demonstra mais uma vez que o futebol une o mundo", acrescentou.

 

A seleção iraniana havia garantido presença no torneio após liderar o Grupo A da terceira fase das eliminatórias asiáticas. Mesmo antes do anúncio oficial, o presidente da Football Federation of the Islamic Republic of Iran, Mehdi Taj, já havia demonstrado preocupação com a possibilidade de participação do país diante da escalada do conflito.

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Conheça Bodø e o Glimt, o improvável time norueguês que brilha na Champions

 


Por José Henrique Mariante | Folhapress

Conheça Bodø e o Glimt, o improvável time norueguês que brilha na Champions
Foto: Instagram / @bodoglimt

Começa pelo nome, Bodø/Glimt, que o resto da Europa chama de Bodo sem muita cerimônia. Para quem não quiser se arriscar na pronúncia de uma das nove vogais norueguesas, basta fazer como os locais: use apenas Glimt. Com um irresistível "jogo livre", camisas amarelas, grama artificial e um tempo inclemente a seu favor, o Glimt, no norte da Noruega, faz história nesta semana ao disputar as oitavas da Champions, o maior interclubes do planeta.
 

O fato é inédito, adjetivo que se repete na história recente do clube com frequência incomum. Antes do Sporting, adversário desta quarta-feira (11), o Glimt eliminou a Inter de Milão, com um 3 a 1 em casa, que alguém até tentou imputar ao frio, ao gramado sintético etc, e um 2 a 1 fora, em que só restou a bola como explicação. Se alguém ainda apontava para uma zebra polar no primeiro jogo, na volta, no San Siro, não houve argumentos.
 

Semanas antes, as primeiras vitórias do time na Champions, sobre Manchester City (3 a 1) e Atlético de Madrid (2 a 1), colocaram a pequena Bodø no mapa do futebol europeu. Trajetória surpreendente para um time que, há menos de dez anos, amargava a segunda divisão de um país que não frequenta as listas de potências do futebol.
 

"O Monaco foi o único clube que não sofreu gol em Bodø nesta temporada. Nós ganhamos de 1 a 0 na fase de grupos. Eles têm uma lógica esportiva, o mesmo treinador há muitos anos e basicamente trabalhando o mesmo grupo de jogadores há muito tempo", diz Thiago Scuro, CEO da equipe do principado.
 

Ex-Red Bull Bragantino, Scuro vê o Glimt como "um resultado esportivo que vem sendo construído há pelo menos três anos". "Não é de agora, de forma alguma. Tem mérito, tem trabalho. É uma equipe muito organizada, com jogadores muito talentosos."
 

Fora do cenário europeu, a história começa ainda antes, em 2018, quando o Glimt superou o rebaixamento e uma crise que, a despeito do sucesso recente, ainda habita a memória dos torcedores em Bodø. "Passamos por altos e baixos, principalmente baixos. Foram anos difíceis nas divisões inferiores. Agora estamos na Champions. É surreal", descreve Robin Gundersen, que junto com o irmão gêmeo, Rudi, toca uma galeria de arte na cidade.
 

Paisagens marítimas e nórdicas abriram espaço, nos últimos meses, para visões sobre o estádio Aspmyra, retratado em cores vivas e com os "elementos naturais" da cidade _além das montanhas e da neve, aviões e helicópteros, integrantes da peculiar paisagem urbana de Bodø. "Não é mais sorte. Somos uma boa equipe e não nos concentramos nos resultados. Nosso foco é progredir e melhorar a cada jogo", diz Robin, que se autointitula um ultra do Glimt.
 

Apesar do termo, não há notícia de violência em Bodø. O sucesso da equipe na Champions atrai visitantes, mas o estádio é tão pequeno (8.270 lugares) que os vários hotéis da cidade dão conta do recado. "É improvável que tanta gente decidisse vir a Bodø não fosse pelo futebol. E isso é muito bom. As pessoas estão animadas porque agora há um destino novo e completamente diferente [no calendário da Champions]", afirma Anke Lange, responsável pelo escritório de informações turísticas da cidade.
 

Sim, Bodø (pronuncia-se "bodá"), 53.600 habitantes, é pequena, diferente, mas dentro de uma realidade de padrão norueguês. Ônibus e carros elétricos cortam o centro da cidade a despeito de breves caminhadas darem conta da maioria dos deslocamentos. Capital cultural da Europa em 2024, tem bibliotecas modernas, galerias, museus e a principal universidade da região.
 

"Não é mais apenas escala para Lofoten", diz Anke, sobre o principal destino turístico da região, uma ilha conectada a Bodø por um eficiente serviço de balsas. Como prova da potencialidade da cidade além do futebol, ela saca o celular para mostrar uma foto da aurora boreal tirada do porto da cidade, a despeito da iluminação. "E eu nem sei tirar foto."
 

Glimt, que quer dizer faísca ou brilho em noruguês, foi chamado de "relâmpago do norte" pelo jornalista Luís Aguilar, em um artigo publicado no periódico português A Bola. Era um alerta para os torcedores do Sporting sobre o tamanho da tarefa do time neste mata-mata. "As equipas pequenas costumam proteger-se. O Bodø ataca."
 

"Os jogadores do Glimt nunca dão chutão. O time enfrenta os adversários como se fossem iguais", diz Thiago Monteiro, ex-atleta do clube e hoje treinador das categorias de base. Dono de uma carreira improvável, que começou na MLS americana e terminou no clube nórdico então na segunda divisão, o "paulistano da Mooca" que mistura frases em inglês e português ressalta o trabalho de Kjetil Knutsen, o técnico do time principal.
 

"Demorou uns anos para ele colocar o sistema em prática, para os jogadores entenderem o sistema em que eles atuam agora. Demorou para crescer."
 

Espécie de palavrão no futebol brasileiro, continuidade foi a chave para o sucesso do Glimt até aqui. Knutsen entrou como assistente em 2017, com o time rebaixado no campeonato nacional, mas em 2018 já estava de volta à elite. Sob seu comando, o Glimt alcançou quatro títulos e dois vice-campeonatos em seis temporadas a partir de 2020. "Ele não parou de treinar o time nem na pandemia", conta Monteiro.
 

O sucesso na Noruega credenciou a equipe aos torneios europeus. A Champions é o último estágio dessa jornada baseada em um "jogo livre", como o próprio Knudsen descreveu nesta terça-feira (10). À reportagem o técnico afirma não haver um cronograma para o sucesso total do time, um título europeu. A pergunta era se o Glimt, pelo demonstrado na temporada, estava atrás ou à frente da programação.
 

"Acho que não temos esse tipo de cronograma. Acho que estamos vivendo o presente e trabalhando duro com os jogadores, desenvolvendo eles e o time. Não estamos pensando nisso. Mas, se olharmos para o panorama geral, acho que estamos sim um pouco à frente do cronograma."
 

Bodø e a Champions agradecem.

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ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões do Master e da Reag; político confirma

 


Reprodução / União Brasil

O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), pré-candidato ao governo da Bahia, confirmou que uma de suas empresas recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master, de Daniel Vorcaro, e da gestora de recursos Reag.

O valor consta em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Ele afirmou que o montante é referente a serviços de consultoria.

Segundo o Coaf, os recursos foram repassados após as eleições de 2022, em dezembro daquele ano, e entre março de 2023 e maio de 2024.

“Identificamos que, no período analisado, a empresa movimentou recursos expressivos, acima de sua capacidade financeira declarada”, diz o documento do Coaf, vinculado ao Banco Central.

Movimentações

Junho de 2023 a maio de 2024, a empresa recebeu R$ 1,5 milhão em 11 repasses da Reag e R$ 1,3 milhão em nove do Master. Total: R$ 2,9 milhões;
ACM Neto recebeu da sua própria empresa R$ 4,2 milhões em 14 repasses;
Em março e em junho de 2023, a A&M recebeu R$ 422,3 mil do Master e R$ 281,5 mil da Reag.

Procurado pelo site Metrópoles, ACM Neto ressaltou que prestou o serviço quando não exercia mais nenhum cargo público e constituiu a empresa A&M Consultoria LTDA.

“A partir de então, prestei serviços a alguns clientes, entre eles o Banco Master e a Reag. Isto sempre ocorreu com contratos formais, com o devido recolhimento de impostos e trabalhos de consultoria efetivamente executados, notadamente relacionados à análise da agenda político-econômica nacional, e materializados em diversas reuniões com o corpo técnico e jurídico dos contratantes”, explicou.

ACM Neto acrescentou que, no período do contrato, não existia nenhum fato que desabonasse as empresas citadas, “sendo ambas atuantes em segmento empresarial rigidamente regulado”.

Ele destacou que está “totalmente seguro em relação a estes fatos, haja vista não existir nada de errado.”

“De todo modo, não posso deixar de registrar o estranhamento que causa o vazamento seletivo e fragmentado de um documento que condensa informações protegidas por sigilo bancário e fiscal, ao qual não tive acesso e estou tendo notícia da existência pela imprensa, razão pela qual sequer posso fazer algum juízo acerca da conformidade e legalidade desse documento”, concluiu.

Metrópoles

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Força-tarefa intensifica buscas por mulher arrastada por enxurrada em Vitória da Conquista

 


Equipe com helicóptero do GOA segue vasculhando a região

 

Com buscas intensificadas e a utilização de dois especialistas em salvamento em águas rápidas do GOA (Grupamento de Operações Aéreas) do Corpo de Bombeiros e o uso de um helicóptero, permanece em Vitória da Conquista, a operação resgate em busca de localizar Rosania Silva Borges, de 44 anos, que segue desaparecida desde a tarde da última segunda-feira (9), após ser arrastada por uma enxurrada, quando trafegava em um veículo de aplicativo,  na Avenida Caracas. O motorista do carro Rafael Porto, de 26 anos, conseguiu escapar pela janela e alcançar a margem com segurança. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Samur. conseguiu sair da correnteza.

A operação resgate por equipe do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA). conta com o apoio da aeronave Fênix 01 e de um drone equipado com câmera térmica, utilizado para ampliar o alcance das buscas.  Agentes das polícias Civil e Militar também estão envolvidos na força-tarefa. O carro em que a mulher e o motorista estavam foi encontrado em um local de difícil acesso.

Rosania Borges, é casada, mora no bairro Vila América e tem cinco filhos, três deles diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Nesta quarta-feira (11), a força-tarefa passou a acompanhar o trajeto do Rio Verruga, vasculhando principalmente a região do bairro Santa Marta. Enquanto os bombeiros entram no leito do rio com equipamentos especializados, equipes da Prefeitura atuam na mata e nas margens, já que não possuem equipamentos de mergulho ou proteção para esse tipo de operação.

 

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Venda irregular de canetas emagrecedoras é alvo de megaoperação policial na Bahia

 


Divulgação Ascom PCBA

Mais de 200 policiais civis participam da operação, envolvendo equipes de diferentes departamentos da corporação. Entre eles estão o Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), o Departamento de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), o Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco) e o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), além da Diretoria de Inteligência Policial (DIP).

A ação também conta com apoio do Departamento de Polícia Técnica (DPT), da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), da Vigilância Sanitária Municipal de Salvador (DVIS), da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) e da Polícia Militar da Bahia (PMBA). A Operação Peptídeos segue em andamento.

Durante a operação, são cumpridos mandados judiciais nas cidades de Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Simões Filho e Feira de Santana, na Bahia, além da cidade de São Paulo (SP).

Conforme as investigações, a organização criminosa atuava na venda clandestina de substâncias utilizadas no tratamento de pacientes com diabetes tipo 2, mas que vinham sendo amplamente divulgadas e comercializadas para fins estéticos e de emagrecimento. Em muitos casos, os produtos eram vendidos sem prescrição médica e fora dos padrões sanitários exigidos pela legislação.

As apurações indicam que os produtos eram comercializados principalmente por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens. Também foram identificados indícios de transporte e armazenamento sem controle sanitário adequado, além da comercialização sem comunicação aos órgãos de vigilância sanitária.

Mais de 200 policiais civis participam da operação, envolvendo equipes de diferentes departamentos da corporação. Entre eles estão o Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), o Departamento de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), o Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco) e o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), além da Diretoria de Inteligência Policial (DIP).

A ação também conta com apoio do Departamento de Polícia Técnica (DPT), da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), da Vigilância Sanitária Municipal de Salvador (DVIS), da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) e da Polícia Militar da Bahia (PMBA). A Operação Peptídeos segue em andamento.

Correio24hs

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PF abre inquérito sobre vídeos que incitam ódio a mulheres no TikTok

 


Foto: Reprodução/TikTok

A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar a circulação de vídeos no TikTok que incentivam violência contra mulheres. As publicações faziam parte de uma tendência na plataforma e foram denunciadas por promoverem conteúdo considerado misógino.

Segundo a PF, os vídeos mostram homens encenando agressões como socos, chutes e até facadas em situações em que teriam sido rejeitados por mulheres. Após receber as denúncias, a corporação solicitou à plataforma a preservação das informações relacionadas às contas responsáveis pelas publicações, além da retirada do material.

Durante a análise do caso, investigadores identificaram outros conteúdos semelhantes que também foram reportados e removidos da rede social. A investigação foi iniciada depois que a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu à PF a abertura de apuração sobre o tema.

De acordo com a AGU, os primeiros vídeos partiram de quatro perfis na plataforma. Os responsáveis pelas publicações poderão responder por crimes como incitação ao feminicídio, ameaça, lesão corporal e violência psicológica contra a mulher.

Em nota, o TikTok informou que os conteúdos violam as regras da comunidade da plataforma e já foram retirados do ar. A empresa afirmou ainda que suas equipes de moderação seguem monitorando a rede para identificar outros vídeos semelhantes.

Conteúdos desse tipo têm sido associados a grupos da chamada “machosfera”, que reúne comunidades online como redpills e incels. Nesses espaços, homens que se dizem prejudicados em relações sociais ou afetivas costumam disseminar discursos de ódio e violência contra mulheres.

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Thomas Leuri de olho no jogo político analisa o tabuleiro pesado da sucessão baiana

 


Entre aproximações discretas, cálculos eleitorais e velhas máximas do interior, a política da Bahia começa a montar, peça por peça, o quebra-cabeça da próxima eleição estadual

Há momentos em que a política deixa de ser apenas disputa e passa a se parecer com outra coisa: um exercício permanente de sobrevivência.

Na Bahia, a montagem das chapas majoritárias para a próxima eleição estadual começa a revelar exatamente esse tipo de atmosfera. Nos bastidores, alianças mudam de direção com surpreendente naturalidade, conversas atravessam fronteiras partidárias e lideranças regionais se movimentam com a cautela de quem sabe que cada passo pode definir o próprio futuro político.

No fundo, a lógica que orienta muitos desses movimentos é antiga e conhecida no interior do país. Uma daquelas frases que sobrevivem às gerações e às ideologias:

Farinha pouca, meu pirão primeiro

Foi sob esse espírito que o prefeito José Ronaldo de Carvalho (União Brasil), liderança histórica do município, atravessou a cidade para conversar com duas figuras centrais do atual governo estadual: o senador Jaques Wagner e o governador Jerônimo Rodrigues.

Oficialmente, nada além de conversas institucionais.
Mas, na política baiana, encontros desse tipo raramente são apenas encontros.

Se não era política, seria o quê?

A pergunta circula com certa ironia entre observadores mais atentos da cena estadual. Afinal, Feira de Santana é um dos polos eleitorais mais estratégicos do interior baiano, e a força política construída ali por José Ronaldo sempre foi considerada peça importante em qualquer projeto de poder.

Essa mesma força, aliás, foi subestimada na eleição de 2022.
Naquele momento, o grupo liderado pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto decidiu não incorporar José Ronaldo à chapa majoritária. O cálculo parecia simples: liderando as pesquisas, Neto acreditava que poderia vencer sem grandes concessões políticas.

A história mostrou outra coisa.

A ausência de uma liderança forte de Feira de Santana na composição acabou sendo apontada por analistas como um dos fatores que fragilizaram a estratégia eleitoral da oposição naquele pleito.

A política, como se sabe, raramente perdoa erros de cálculo.

Quando o poder chama, prefeitos escutam

Mas o movimento de aproximações não se limita a Feira de Santana.

No sudoeste do estado, em Jequié, outro personagem passou a ocupar o centro das especulações políticas. Trata-se do prefeito Zé Cocá.

Eleito pelo Progressistas, historicamente associada ao grupo político de ACM Neto, o gestor jequieense tem sido visto cada vez mais próximo do campo governista.

Na política, esses gestos raramente são inocentes.

Entre abraços públicos, declarações institucionais e encontros administrativos, Zé Cocá parece se deslocar gradualmente em direção ao grupo liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues.

É um movimento que ilustra bem o pragmatismo que costuma orientar a política brasileira.

Até certo ponto, há afinidade.

Depois disso, entra em cena algo bem mais concreto: a lógica do poder.

E o poder, nesse contexto, tem significados muito práticos. Poder é orçamento, obra, inauguração, presença institucional. Para gestores municipais que precisam administrar cidades e, ao mesmo tempo, projetar seus próprios futuros políticos, a proximidade com quem governa pode representar uma vantagem decisiva.

Na política brasileira, há uma regra não escrita que costuma orientar esses deslocamentos:

Quem está no poder larga na frente

Enquanto prefeitos avaliam caminhos, outro eixo de tensão se forma no centro da montagem da chapa governista: a disputa pela vaga ao Senado.

Ali, a situação envolve dois nomes experientes da política baiana: os senadores Angelo Coronel e Otto Alencar.

A relação entre os dois sempre foi marcada por proximidade política e pessoal. Compadres, aliados e parceiros de longa data.

Mas, quando a disputa por espaço em uma chapa majoritária começa, até vínculos antigos passam a ser testados.

Coronel tem demonstrado disposição clara para permanecer na corrida pela vaga ao Senado. Otto, por sua vez, prefere adotar cautela: primeiro reorganizar o espaço político dentro do governo, depois discutir o restante da composição.

Nos bastidores, chegou a circular uma alternativa intermediária: Jaques Wagner disputaria o Senado, Coronel assumiria a posição de primeiro suplente e herdaria o mandato caso Wagner fosse chamado para um ministério em um eventual novo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A proposta não prosperou.

Desde então, o senador intensificou articulações em Brasília e ampliou seus movimentos políticos, alimentando novas especulações sobre o futuro da chapa governista.

Na política, alianças raramente são definitivas.
Elas costumam durar apenas enquanto o tabuleiro permanece equilibrado.

Enquanto isso, do outro lado da disputa, ACM Neto observa o cenário com cautela.

A estratégia, segundo interlocutores próximos, é simples: aguardar a definição completa da chapa governista antes de anunciar sua própria composição.

Trata-se de um cálculo clássico da política.

Primeiro ver quem sobra do outro lado.

Entre os nomes que circularam nesse processo esteve o do ex-deputado federal e pré-candidato ao Senado, Marcelo Nilo (Republicanos). Durante meses, o parlamentar manteve proximidade com articulações da oposição, alimentando a possibilidade de integrar uma composição majoritária.

Nos bastidores, porém, a avaliação predominante indicava outro desfecho.

A trajetória política de Nilo, marcada por passagens sucessivas por diferentes grupos e alianças ao longo dos anos, tornava sua permanência nesse espaço cada vez mais improvável.

Nos últimos dias, essa percepção acabou se confirmando.

No fim das contas, a política baiana segue avançando como sempre avançou: por meio de conversas discretas, aproximações inesperadas e cálculos eleitorais cuidadosamente medidos.

Cada gesto pode alterar o equilíbrio do jogo.

Cada silêncio pode esconder uma decisão.

E, quando o tabuleiro começa a se fechar, quase todos os jogadores chegam à mesma conclusão silenciosa:

Na política, o problema nunca é mudar de posição.

O verdadeiro risco é ficar longe do poder.

Thomas Leuri é estudante de Letras pela Universidade do Estado da Bahia, é professor de Língua Portuguesa, artista, escritor e documentarista.

Apaixonado pela literatura e pelo audiovisual, atua na interseção entre educação, cultura e comunicação, desenvolvendo narrativas críticas e sensíveis.

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Aprovado projeto que permite a juízes e delegados determinar uso de tornozeleira a agressores de mulheres

 


Por Edu Mota, de Brasília

Aplicação da tornozeleira eletrônica
Foto: Thiago Stille/Governo do Ceará

Em uma sessão realizada na noite desta terça-feira (10) com pauta integralmente voltada à análise de projetos com objetivo de combater o feminicídio e a violência cometida contra as mulheres, um dos destaques na Câmara dos Deputados foi a aprovação do PL 2942/24, que autoriza o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica para homens acusados de violência doméstica e familiar. O projeto segue agora para o Senado.

 

A proposta foi apresentada pelos deputados Marcos Tavares (PDT-RJ) e Fernanda Melchionna (Psol-RS), e recebeu parecer favorável da relatora Delegada Ione (Avante-MG). O texto aprovado prevê que o uso da tornozeleira será autorizado sempre que houver risco atual ou iminente à vida da mulher, à integridade física ou psicológica da vítima ou de seus dependentes.

 

Entre as mudanças na legislação previstas pelo projeto, há a previsão de que, em localidades sem sede de comarca — onde não há juiz disponível —, o delegado de polícia poderá determinar a instalação imediata do dispositivo. Nesses casos, o Ministério Público e o Judiciário deverão ser comunicados em até 24 horas para decidir se mantêm ou não a medida.

 

Atualmente, a única ação protetiva que pode ser aplicada diretamente pelo delegado é o afastamento do agressor do lar, o que em diversos casos não elimina o risco de cometimento de violência ou feminicídio.

 

O projeto também determina que a polícia e a vítima devem ser alertadas de eventual aproximação do agressor. No caso da vítima, o alerta deverá ser feito por meio de aplicativo no celular ou outro dispositivo de segurança.

 

Na proposta aprovada pela Câmara, há também um artigo que determina que a pena do agressor será aumentada de um terço até a metade se houver entrada em espaços proibidos ou retirada da tornozeleira. O texto prevê que deverão ser feitas campanhas sobre o tema, informando, por exemplo, como funcionam medidas protetivas de urgência e o monitoramento eletrônico.

 

Há ainda um trecho do projeto que aumenta de no mínimo 5% para 6% o valor destinado do FNSP (Fundo Nacional de Segurança Pública) para financiar o combate à violência contra a mulher. O aumento foi justificado pela relatora, Delegada Ione, em função da necessidade de comprar novas tornozeleiras.

 

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), atendeu a um pedido da bancada feminina e programou a votação apenas de projetos voltados à segurança da mulher. Motta justificou sua decisão destacando números recentes sobre feminicídio, que mostram que o ano de 2025 foi marcado por um recorte de assassinatos de mulheres, com ao menos 1.470 ocorrências em todo o país. Desde a tipificação do crime, em 2015, 13.448 mulheres foram vítimas em todo o território nacional.

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Namoro por Aplicativo: Como Evitar Frustrações nas Conexões Digitais

 Com a popularização dos aplicativos de relacionamento, como Tinder, Bumble e Happn, encontrar alguém especial parece mais fácil do que nunca. Em poucos cliques, é possível acessar uma vitrine de perfis, trocar mensagens e até marcar encontros. No entanto, a praticidade vem acompanhada de uma série de desafios emocionais. A frustração no mundo dos matches é mais comum do que se imagina, e muitos usuários acabam se decepcionando com a superficialidade, a falta de compromisso ou as expectativas não correspondidas.



Mas será que é possível evitar as frustrações ao buscar um relacionamento por aplicativo? A resposta é sim — com maturidade emocional, clareza de intenções e algumas atitudes estratégicas, é possível transformar a experiência em algo mais saudável e promissor.

1. Tenha clareza sobre o que você quer

Antes de começar a deslizar os dedos na tela, é essencial se perguntar: “O que eu estou buscando?” A resposta pode variar: um relacionamento sério, algo casual, amizades ou apenas entretenimento. Entender seus próprios objetivos evita desgastes com pessoas que estão em sintonia diferente da sua. Muitos conflitos surgem quando um espera compromisso e o outro quer apenas uma conversa leve.

Seja honesto em seu perfil e nas conversas iniciais. Isso não só afasta conexões incompatíveis como atrai pessoas com objetivos semelhantes.

2. Cuidado com a idealização

É fácil criar uma imagem perfeita da outra pessoa com base em poucas fotos e uma bio bem escrita. No entanto, por trás de cada perfil existe um ser humano real, com falhas, inseguranças e contradições. Idealizar demais um desconhecido é abrir espaço para a frustração.

Lembre-se: conhecer alguém de verdade leva tempo. Evite criar grandes expectativas antes de interações reais, como chamadas de vídeo ou encontros presenciais.

3. Evite engatar conversas sem fim

Muitas pessoas caem na armadilha de manter longas conversas virtuais sem evoluir para algo mais concreto. Isso pode gerar cansaço, desânimo e, muitas vezes, a pessoa simplesmente desaparece (o famoso "ghosting"). Se o papo flui, proponha um encontro seguro e em local público. A interação presencial ajuda a entender se há química e real compatibilidade.

4. Não leve os “nãos” para o lado pessoal

Nem todo match vai virar algo especial, e isso é absolutamente normal. No mundo real também não nos conectamos com todos — e nos aplicativos isso acontece com mais frequência. Rejeições fazem parte da jornada, e insistir em entender os motivos de cada desinteresse pode levar a sentimentos de inadequação desnecessários.

Cultivar autoestima e lembrar que um "não" não define o seu valor é fundamental para evitar frustrações.

5. Observe os sinais de alerta

Muitas pessoas mostram suas intenções e comportamentos desde os primeiros contatos. Frases como “não quero nada sério”, respostas secas ou falta de interesse em conhecer melhor podem indicar descompasso de objetivos. Ignorar esses sinais pode alimentar esperanças em relacionamentos que já começam mal.

Esteja atento também a atitudes invasivas, manipulações emocionais ou comportamentos abusivos. Relacionamentos virtuais não estão livres desses riscos.

6. Evite viver exclusivamente em função dos matches

Quando o uso de aplicativos se torna compulsivo, pode surgir ansiedade, comparação constante e sensação de fracasso ao não encontrar alguém. É importante ter equilíbrio. Saia, encontre amigos, cultive hobbies e lembre-se de que a vida fora da tela também oferece inúmeras possibilidades de conexão.

Relacionamentos reais demandam tempo e paciência, e confiar apenas nos algoritmos pode limitar sua vivência afetiva.

7. Use os aplicativos como uma ponte, não como um fim

O objetivo do aplicativo deve ser facilitar o encontro, não ser o único espaço de relação. Quanto antes a conversa sair da tela e ganhar vida, maiores as chances de desenvolver uma conexão autêntica.

Buscar afinidades, ter conversas profundas e construir vínculos exige envolvimento além dos emojis e mensagens rápidas.    sugar baby

Considerações finais

O namoro por aplicativo pode ser uma porta de entrada para relacionamentos incríveis, desde que usado com consciência. Frustrações fazem parte de qualquer jornada afetiva, mas elas não precisam ser regra. Com autoconhecimento, paciência e uma dose de realidade, é possível viver experiências enriquecedoras e até encontrar um grande amor.

Afinal, mais importante do que a forma como conhecemos alguém, é o que fazemos com essa conexão depois.



Fonte: Izabelly Mendes.
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Botafogo perde para o Barcelona de Guayaquil no Nilton Santos e está fora da Libertadores 2026

 


Por Redação

Botafogo perde para o Barcelona de Guayaquil no Nilton Santos e está fora da Libertadores 2026
Foto: Vitor Silva / Botafogo

O Botafogo foi eliminado da Copa Libertadores da América de 2026 após perder por 1 a 0 para o Barcelona de Guayaquil, na noite desta terça-feira (10), no Estádio Nilton Santos. Como o jogo de ida havia terminado empatado em 1 a 1, no Equador, o resultado garantiu a classificação do clube equatoriano à fase de grupos.

 

Com a queda na terceira fase preliminar do torneio continental, o time carioca passa a disputar a Copa Sul-Americana nesta temporada.

 

O Botafogo iniciou o confronto com postura ofensiva, tentando controlar a posse de bola e pressionar desde os primeiros minutos. A equipe comandada por Martín Anselmi chegou com frequência ao campo de ataque no início do jogo.

 

Apesar do domínio territorial, o primeiro gol saiu do lado visitante. Aos oito minutos, em sua primeira investida ofensiva, o Barcelona abriu o placar com Céliz, em finalização que contou com mais uma falha na defesa do goleiro Léo Linck.

 

O gol alterou o comportamento da partida e aumentou a pressão sobre o time brasileiro, que passou a demonstrar dificuldades para reagir. Ainda no primeiro tempo, Anselmi promoveu alterações na formação da equipe. O treinador optou por abandonar o esquema com três zagueiros e substituiu Ponte para a entrada de Joaquín Correa, buscando maior presença ofensiva.

 

A equipe carioca manteve grande volume de jogo e chegou a ultrapassar 80% de posse de bola durante a partida. Mesmo com o controle das ações, o Botafogo encontrou dificuldades diante da organização defensiva do Barcelona e não conseguiu transformar o domínio em chances claras de gol.

 

A eliminação também expôs problemas apresentados pelo time ao longo da fase preliminar da competição. Mesmo com momentos de superioridade na partida de volta e durante o empate no Equador, o desempenho coletivo não foi suficiente para garantir a classificação.

 

O setor defensivo apresentou falhas nos dois confrontos da série. No jogo decisivo, o gol sofrido logo no início ampliou o impacto da pressão sobre o elenco. Além disso, alguns reforços contratados para a temporada não puderam atuar no torneio, como o argentino Cristian Medina, que não foi inscrito a tempo em função de um transfer ban que afetou o clube no início do ano.

 

Com a eliminação na Libertadores, o Botafogo volta as atenções para as competições nacionais (Copa do Brasil e Brasileirão) e para a participação na Copa Sul-Americana. O próximo compromisso será pelo Campeonato Brasileiro. Neste sábado (14) , a equipe recebe o Flamengo, novamente no Estádio Nilton Santos, em clássico válido pela sexta rodada do Brasileirão.

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