A desclassificação do Benfica diante do Real Madrid no playoff da Liga dos Campeões da UEFA resultou em um foco de crise interna entre torcedores e o lateral Sidny Lopes Cabral. Após a derrota por 2 a 1 no Estádio Santiago Bernabéu, na última quarta-feira (25), imagens registradas pelas arquibancadas mostraram o jogador da equipe portuguesa pedindo a camisa do atacante Vinícius Júnior. O gesto ocorreu instantes após o encerramento da partida que selou a saída do clube encarnado da competição europeia.
O vídeo mostra o momento em que o defensor se aproxima do camisa 7 madrilenho. Em resposta ao pedido, o brasileiro aponta para o túnel de acesso aos vestiários, sinalizando que a troca do uniforme seria realizada na área interna do estádio. A circulação do conteúdo nas redes sociais deu início a uma série de manifestações negativas por parte dos adeptos benfiquistas, que questionam o momento escolhido para a interação com o adversário.
A indignação da torcida encontra base no histórico recente entre os dois clubes. No primeiro jogo da eliminatória, realizado em Lisboa, Vinícius Júnior relatou ter sofrido ofensas racistas por parte de Gianluca Prestianni, jogador do Benfica. O episódio gerou uma investigação da UEFA e suspensão preventiva, elevando o nível de tensão entre as instituições e as torcidas ao longo de toda a semana.
As redes sociais de Sidny Lopes Cabral tornaram-se o principal canal de protesto dos torcedores. Em postagens anteriores do atleta, comentários pediam sua saída imediata e criticavam a postura diante do cenário de eliminação e do conflito ético envolvendo o companheiro de equipe. Mensagens como “Fora do Benfica”, “Respeita o Benfica” e sugestões para que o lateral permanecesse em Madri foram registradas nas publicações do jogador.
A queixa central dos seguidores do Benfica reside no fato de o pedido da camisa ter ocorrido logo após o apito final, em um momento de luto esportivo pela perda da vaga nas oitavas de final. Para os críticos, a conduta demonstrou falta de sensibilidade com o estado emocional da torcida e com a gravidade das acusações de racismo que marcaram o confronto internacional.
A delegação portuguesa retornou a Lisboa sob pressão, enquanto o Real Madrid avança na competição para a fase de oitavas de final.
Projeto de lei foi aprovado na Câmara e segue para o Senado
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (26) o Projeto de Lei 6140/25, que torna obrigatória a divulgação do serviço telefônico destinado a atender denúncias de violência contra a mulher, o Ligue 180, em notícias e informações relativas à violência contra a mulher difundidas em qualquer meio de comunicação. A proposta segue para análise do Senado.
O projeto define que a medida valerá para rádio, televisão, jornais impressos, portais digitais e redes sociais. Quem descumprir a regra incorrerá em infração administrativa, passível de sanções que ainda serão regulamentadas pelo Poder Executivo.
Na avaliação da relatora do projeto, deputada Camila Jara (PT-MS), a iniciativa é de baixíssimo custo e a obrigação imposta aos meios de comunicação não configura censura nem interfere no conteúdo editorial, limitando-se a exigir a veiculação de informação de utilidade pública de alto potencial preventivo.
“O substitutivo promove organização e clareza em relação às obrigações impostas aos meios de comunicação, com diretrizes claras e detalhadas para a fiscalização do cumprimento da norma e eventual aplicação de sanções”, explicou a relatora.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira, 26, a Operação Falso Exame, mirando um esquema criminoso que utilizava documentos falsificados para enganar a Previdência Social.
O principal alvo da ação é um advogado, além de quatro intermediários, suspeitos de confeccionar e utilizar laudos falsos para garantir a concessão de benefícios por incapacidade.
Ao todo, cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Teresina. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanhou as buscas nos endereços ligados ao defensor, conforme prevê a legislação para casos que envolvem profissionais da categoria.
O grupo utilizava dados reais de médicos e clínicas de forma indevida. Esses laudos falsos eram anexados a processos judiciais contra o INSS para instruir perícias médicas. Ao identificar as inconsistências, os próprios profissionais de saúde denunciaram o uso indevido de seus nomes e registros.
Os envolvidos na Operação Falso Exame podem responder por uma série de crimes graves, incluindo: Estelionato qualificado; Associação criminosa; Falsidade ideológica e Uso de documento falso.
As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes do grupo e o montante do prejuízo causado aos cofres públicos.
O sorteio da Nota Premiada Bahia do mês de fevereiro já tem um ganhador definido! Nesta edição, um morador de Salvador levou o prêmio de R$ 100 mil. O resultado foi anunciado pela Secretaria da Fazenda (Sefaz) do estado nesta quinta-feira (26).
Ao todo, foram sorteados R$ 1 milhão, contemplando 48 moradores de municípios do interior e outros 43 da capital baiana. No total 29 cidades baianas tiveram ganhadores no sorteio de fevereiro.
As cidades com maior número de contemplados foram Lauro de Freitas, com sete, e Feira de Santana, Ilhéus e Vitória da Conquista, com três cada. Em seguida, com dois ganhadores cada, aparecem os municípios de Alagoinhas, Barreiras, Camaçari, Itamaraju, Pojuca, Porto Seguro e Santo Antônio de Jesus. Outras 18 cidades tiveram um ganhador cada: Brumado, Candeias, Capim Grosso, Conceição do Coité, Entre Rios, Eunápolis, Ipiaú, Irecê, Itabuna, Itaparica, Jacobina, Jequié, Muniz Ferreira, Paulo Afonso, Santo Estevão, Senhor do Bonfim, Serrinha e Ubatã.
A Polícia Civil (PC) recuperou 68 veículos desviados da frota de uma locadora após esquema que acontece desde junho de 2025, em Vitória da Conquista. Segundo as investigações, um ex-funcionário utilizava sua função para simular contratos de locação, retirando veículos da unidade sem que houvesse clientes legítimos vinculados às operações.
Após a retirada, os carros eram repassados a outro investigado, responsável por intermediar e efetivar a venda a terceiros, geralmente por valores abaixo do mercado, facilitando a rápida circulação e dificultando a identificação da fraude.
As apurações também identificaram movimentações financeiras estranhas relacionadas às negociações, além de indícios de adulteração em sistemas de rastreamento, o que reforça a atuação organizada dos envolvidos.
O CEO da Meta está no centro de um julgamento histórico. A acusação: plataformas como Instagram foram desenhadas para estimular uso compulsivo entre adolescentes.
O depoimento de Mark Zuckerberg no julgamento nos Estados Unidos reacende um debate que já ultrapassa o campo tecnológico: o uso compulsivo de celulares e redes sociais pode configurar um padrão de dependência comportamental com repercussões clínicas reais.
Embora “vício em smartphone” ainda não esteja formalmente codificado como diagnóstico no DSM-5 ou CID-11, a literatura científica documenta padrões de perda de controle, sofrimento psíquico e prejuízo funcional associados ao uso excessivo de dispositivos móveis.
Para a psiquiatria, compreender os mecanismos neurobiológicos e clínicos por trás desse fenômeno é fundamental para identificar quando o padrão de uso ultrapassa o limite entre hábito, dependência comportamental e quadro que exige intervenção intensiva. Saiba mais nesta matéria que contou com a colaboração do psicólogo do Hospital Santa Mônica, Antonio Chaves Filho.
O que a ciência diz sobre dependência de celulares e uso compulsivo Termos e classificação Pesquisadores usam termos como “dependência digital”, “uso problemático de smartphone” ou “nomofobia” (medo irracional de ficar sem o celular) para descrever comportamentos que lembram dependência comportamental — ainda que não tenham diagnóstico formal no CID-11.
O uso problemático está associado a prejuízo funcional (sono, atenção, humor) e a padrões de ansiedade ligados à checagem contínua de notificações e interação online, especialmente em adolescentes.
Neurobiologia do comportamento compulsivo digital O uso intenso de smartphones ativa circuitos de recompensa no cérebro — particularmente o sistema dopaminérgico — semelhante ao observado em outras dependências comportamentais.
Estímulos intermitentes (notificações, likes, vídeos curtos) funcionam como reforçadores variáveis que mantêm o engajamento.
Estudos sugerem que comportamentos compensatórios podem:
Reduzir volume de massa cinzenta em áreas ligadas ao controle de impulsos e regulação emocional. Alterar padrões de atividade em regiões associadas ao monitoramento de erro e tomada de decisão. Reforçar respostas automáticas de busca por recompensa. Esses efeitos, embora ainda objeto de pesquisa, mostram paralelos fisiológicos com dependências comportamentais como jogos ou consumo problemático de substâncias.
Evidências epidemiológicas em jovens Uma análise publicada no JAMA mostrou que adolescentes com padrão de uso compulsivo de telas tinham maior risco de piora em indicadores de saúde mental, incluindo ideação suicida, em comparação com colegas com uso mais adaptativo — independentemente do tempo total de tela.
Esse achado reforça que não é apenas “quanto tempo” se passa no smartphone, mas sim a natureza compulsiva do uso que se relaciona com desfechos adversos.
Outro estudo brasileiro com universitários encontrou associação significativa entre dependência de smartphone, ansiedade, depressão, estresse e insatisfação corporal.
Do documentário ao consultório: o papel de “The Social Dilemma” O docudrama The Social Dilemma (Netflix, 2020) apresenta entrevistas com ex-funcionários de tecnologia que explicam como o design algorítmico das redes sociais maximiza engajamento de forma semelhante a máquinas de apostas, moldando comportamentos e emoções.
Embora seja um produto audiovisual e não um estudo científico, o filme oferece uma narrativa útil para clínicos: ele evidencia como o design persuasivo pode:
Explorar vulnerabilidades psicológicas. Promover ciclos de reforço compulsivo. Contribuir para ansiedade, distorção da autoimagem e piora de humor. Notícias Relacionadas
Para psiquiatras, documentários como esse ajudam a contextualizar como fatores ambientais e digitais interagem com vulnerabilidades biopsicossociais.
Uso compulsivo de celular e desenvolvimento cerebral Especialistas alertam que os impactos do uso intensivo de telas, principalmente em cérebros em desenvolvimento, podem incluir:
Perturbações do sono. Diminuição de atenção e regulação emocional. Aumento de ansiedade e sintomas depressivos. Piora da interação social presencial. (Medicina UFMG) A Faculdade de Medicina – UFMG, por exemplo, documentou prevalência elevada de sintomas de estresse e depressão associados ao uso excessivo de telas entre várias faixas etárias por meio do documento “Uso excessivo de telas está associado à saúde mental de diferentes gerações”.
Vício digital versus dependência clínica: nuances diagnósticas É importante reforçar que:
O uso excessivo por si só não indica dependência clínica. Sintomas de compulsão, perda de controle, prejuízo funcional e sofrimento emocional são os elementos que aproximam o quadro de um padrão que merece avaliação mais profunda. Há estudos que sugerem que menos de 2% dos adultos atendem critérios rigorosos para um quadro de dependência verdadeira em redes sociais, destacando a diferença entre hábito e patologia. Para pacientes com sofrimento significativo, a avaliação psiquiátrica deve considerar fatores psicossociais, comorbidades e funcionalidade — não apenas contagem de horas de uso.
Abordagens clínicas: além do “tempo de tela” Avaliação diagnóstica Psiquiatras podem se apoiar em instrumentos validados para uso problemático de tecnologia, considerando:
Critérios de perda de controle. Interferência no funcionamento cotidiano. Presença de sintomas de abstinência psicológica. Relação com humor, sono e ansiedade. O foco é na experiência subjetiva e impacto funcional, não apenas no relógio.
Estratégias terapêuticas Embora a pesquisa em intervenções esteja em desenvolvimento, abordagens que mostram potencial incluem:
Psicoeducação sobre mecanismos de reforço. Terapia cognitivo-comportamental focada em regulação de impulsos e identificação de gatilhos. Experiências de “desintoxicação digital” estruturada. Abordagem familiar quando adolescentes estão em contexto clínico. Tecnologias emergentes (como modelos baseados em aprendizado de máquina que detectam padrões de uso e propõem intervenções personalizadas) estão sendo estudadas, embora ainda não sejam rotina clínica.
Cuidado integrado na clínica hospitalar No contexto de internação psiquiátrica, o uso compulsivo de celular pode aparecer associado a:
Depressão maior com ruminância digital. Ansiedade severa exacerbada por notificações e comparação social. Comorbidades com uso de substâncias psicoativas. Distúrbios do sono profundo.
A hospitalização é reservada para casos com risco iminente, prejuízo funcional acentuado ou quando o uso compulsivo está diretamente associado a comportamentos autodestrutivos.
Nas primeiras horas desta quinta-feira (26), equipes da Polícia Civil (DT de Ibirapitanga), Polícia Militar (61º CIPM) e RONDESP/Sul deflagraram a 1ª fase da Operação Papa-Léguas, visando combater o aumento de roubos de cargas na BR-101, especialmente no trecho de cerca de 42 km próximo ao município de Ibirapitanga.
Após quatro meses de investigações, as autoridades identificaram o modus operandi de um grupo criminoso ligado a uma facção, com logística para roubo de cargas, receptação de produtos subtraídos e tráfico de drogas.
A ação ganhou impulso com a recuperação de uma carga de cacau roubada no início da semana e informações sobre um novo crime iminente em uma residência às margens da BR-101, no km 422, na região conhecida como Aldeia.
A CBF advertiu o árbitro Felipe Fernandes de Lima (MG) após o erro que propiciou saída de bola para o Palmeiras no início de cada um dos tempos durante a vitória sobre o Fluminense, nesta quarta-feira (25), por 2 a 1, pela 4ª rodada do Brasileiro.
O QUE ACONTECEU
A atuação do árbitro foi avaliada pela Comissão de Arbitragem da CBF. O grupo entendeu que o erro não acarretou em prejuízo ao jogo, uma vez que o Fluminense logo retomou a posse da bola no começo do segundo tempo.
O Palmeiras havia saído com a bola no primeiro tempo e repetiu a dose no segundo. Até agora, o Fluminense não se manifestou sobre o ocorrido. Após o jogo, o zagueiro Freytes afirmou que tentou avisar ao árbitro sobre o erro antes de a bola rolar na etapa final.
O juiz tinha me falado que eu não tinha que falar com ele porque senão eu iria levar cartão. Eu gritei para ele, mas ele não ouviu. O jogo já havia recomeçado. Acho que são coisas que temos que ficar mais ligados. Já aconteceu. Freytes, zagueiro do Fluminense
A partida terminou com vitória palmeirense na Arena Barueri. O Palmeiras abriu 2 a 0 antes dos 15 minutos de jogo, com gols de Vitor Roque e Allan. Acosta descontou para o Fluminense ainda na etapa inicial.
O jogo foi o terceiro apitado pelo árbitro Felipe Fernandes de Lima neste Brasileirão. Antes, ele comandou a vitória do Grêmio sobre o Botafogo por 5 a 3 e o triunfo do Corinthians sobre o Bragantino por 2 a 0.
NOTA DA CBF
"Em Palmeiras x Fluminense, nesta quarta-feira (25), pela 4ª rodada do Campeonato Brasileiro, ao reiniciar a partida no segundo tempo, o árbitro Felipe Fernandes de Lima (MG) deu novamente a saída de bola para o time paulista.
A Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tomou ciência do ocorrido e o árbitro já foi devidamente advertido.
A partida terminou com a vitória do Palmeiras por 2 a 1, mesmo placar do primeiro tempo. A avaliação da comissão é que o erro de procedimento não trouxe prejuízo ao jogo, pois assim que a partida foi reiniciada, o Fluminense adquiriu a posse de bola e não houve sanção disciplinar, gol ou fato relevante imediatamente subsequente."
A desclassificação do Benfica diante do Real Madrid no playoff da Liga dos Campeões da UEFA resultou em um foco de crise interna entre torcedores e o lateral Sidny Lopes Cabral. Após a derrota por 2 a 1 no Estádio Santiago Bernabéu, na última quarta-feira (25), imagens registradas pelas arquibancadas mostraram o jogador da equipe portuguesa pedindo a camisa do atacante Vinícius Júnior. O gesto ocorreu instantes após o encerramento da partida que selou a saída do clube encarnado da competição europeia.
O vídeo mostra o momento em que o defensor se aproxima do camisa 7 madrilenho. Em resposta ao pedido, o brasileiro aponta para o túnel de acesso aos vestiários, sinalizando que a troca do uniforme seria realizada na área interna do estádio. A circulação do conteúdo nas redes sociais deu início a uma série de manifestações negativas por parte dos adeptos benfiquistas, que questionam o momento escolhido para a interação com o adversário.
A indignação da torcida encontra base no histórico recente entre os dois clubes. No primeiro jogo da eliminatória, realizado em Lisboa, Vinícius Júnior relatou ter sofrido ofensas racistas por parte de Gianluca Prestianni, jogador do Benfica. O episódio gerou uma investigação da UEFA e suspensão preventiva, elevando o nível de tensão entre as instituições e as torcidas ao longo de toda a semana.
As redes sociais de Sidny Lopes Cabral tornaram-se o principal canal de protesto dos torcedores. Em postagens anteriores do atleta, comentários pediam sua saída imediata e criticavam a postura diante do cenário de eliminação e do conflito ético envolvendo o companheiro de equipe. Mensagens como “Fora do Benfica”, “Respeita o Benfica” e sugestões para que o lateral permanecesse em Madri foram registradas nas publicações do jogador.
A queixa central dos seguidores do Benfica reside no fato de o pedido da camisa ter ocorrido logo após o apito final, em um momento de luto esportivo pela perda da vaga nas oitavas de final. Para os críticos, a conduta demonstrou falta de sensibilidade com o estado emocional da torcida e com a gravidade das acusações de racismo que marcaram o confronto internacional.
A delegação portuguesa retornou a Lisboa sob pressão, enquanto o Real Madrid avança na competição para a fase de oitavas de final.
Uma das maiores diss tracks da história recente do hip-hop, Not Like Us, de Kendrick Lamar, virou fenômeno global ao escancarar o embate com Drake. Na canção, Kendrick se coloca como representante de uma cultura e de valores que, segundo ele, o rival não compartilha. “Eles não são como nós” é mais do que uma frase de efeito: é a ideia de pertencimento — ou da falta dele.
Ela foi escrita para Drake, mas, no calor da eliminação do Bahia na segunda fase preliminar da Libertadores, nos pênaltis, após ter o placar nas mãos, a sensação que fica para o torcedor é de que a música também serve como desabafo para o momento do elenco tricolor.
“Eles não são como nós.” Os jogadores não sentem o que a arquibancada sente. Ao fim da partida, se frustram, mas vão para seus lares e “amanhã é outro dia”. O torcedor, não. O torcedor carrega a frustração para o dia seguinte, para a semana seguinte, para a próxima eliminação. A dor não termina no apito final. Ela continua ecoando na rotina de quem se envolve emocionalmente com o clube.
Torcida do Bahia comemora gol de Willian José. | Foto: Gleidson Santana / Bahia Notícias.
A batida da principal referência técnica do elenco em um pênalti decisivo pesa — e muito — para quem acompanha o Bahia de perto. “A audiência não é burra”, diz Kendrick na música. Poderia ser a imprensa dizendo o mesmo, mas, sobretudo, é a torcida que não aceita mais a normalização do erro em momentos decisivos. O torcedor vê, sente e entende quando falta concentração, quando falta entrega, quando falta respeito ao tamanho do momento.
Quando Kendrick canta “molde as histórias como quiser, eles não são tontos”, a frase parece dialogar diretamente com a arquibancada. O discurso de processo, de crescimento gradual e de amadurecimento do projeto tem prazo de validade. O Bahia, sim, sobe degrau por degrau — mas a pergunta que fica é: até quando esse crescimento será insuficiente para entrar, de fato, nas cabeças e decidir jogos grandes?
Mais de 60% dos jogadores que compõem o time titular do Bahia já estão no clube há pelo menos duas temporadas. São os mesmos que caíram diante do Flamengo na Copa do Brasil de 2024 sem dar um chute ao gol. Os mesmos que foram eliminados pelo Fluminense em 2025, também na Copa do Brasil, com o resultado nas mãos. Os mesmos que deixaram escapar uma classificação “encaminhada” na fase de grupos da Libertadores de 2025. O tempo passa, os contextos mudam, mas o desfecho se repete: frustração.
Ainda no espírito da música, em 2024, o objetivo do Bahia era classificar para a Libertadores. Em 2025, a meta seguiu sendo, essencialmente, a mesma: avançar. Como diria Kendrick, “avançando para 2026, vocês têm o mesmo objetivo”. O problema não é sonhar — é sonhar sempre o mesmo sonho e acordar, ano após ano, do mesmo jeito.
“É melhor vocês mudarem de postura.” O recado da torcida ao elenco soa cada vez mais parecido com o aviso de Kendrick a Drake. Não se trata apenas de investimento, discurso ou projeto. Trata-se de atitude em campo. Porque, no fim das contas, para quem sofre na arquibancada, a sensação é clara: eles não são como nós.
O proprietário do O’Higgins, Matías Ahumada, se manifestou sobre a classificação do clube chileno para a terceira fase preliminar da Copa Libertadores após a vitória nos pênaltis contra o Bahia, na última quarta-feira (25), na Casa de Apostas Arena Fonte Nova. O dirigente analisou o peso do resultado diante do investimento do clube brasileiro e destacou o esforço dos torcedores que viajaram de Rancagua até a capital baiana para acompanhar o confronto de volta.
Ahumada reconheceu a disparidade de recursos entre as instituições e elogiou o modelo de gestão do adversário, administrado pelo City Football Group.
"A Vitória foi muito grande. Foi muito grande, visto o poder econômico e esportivo que tem o Bahia. Nesta semana conheci muito sobre o clube. Conhecia muito do Grupo City e tenho muita admiração em como trabalham aqui. Pra nós é um orgulho imenso e um orgulho grande para todo o povo chileno ganhar aqui em solo brasileiro", declarou o executivo após o encerramento da partida.
O dirigente dedicou o avanço na competição continental aos mais de mil chilenos presentes no setor visitante do estádio em Salvador. Ahumada relatou que o número de torcedores superou a expectativa inicial de 800 pessoas e enfatizou o significado simbólico da viagem para muitos dos seguidores da equipe.
"Nós temos uma torcida muito forte, muito fiel. Esse triunfo é para eles. Para o torcedor chileno não é fácil. Há muitas pessoas que tiraram passaporte pela primeira vez na vida para estar aqui. É histórico", pontuou o proprietário da agremiação. A presença da torcida foi constante durante o tempo normal, em que o Bahia venceu por 2 a 1, e também no momento das penalidades, quando o goleiro Carabalí defendeu duas cobranças e garantiu a vaga.
A classificação em solo brasileiro mantém o O’Higgins na disputa por uma vaga na fase de grupos do torneio. A equipe chilena havia vencido o jogo de ida por 1 a 0 e, com o placar agregado empatado em 2 a 2 após os 90 minutos na Bahia, assegurou a continuidade no certame através da marca penal.
O próximo adversário do time de Rancagua na terceira fase preliminar sairá do confronto entre Tolima, da Colômbia, e Deportivo Táchira, da Venezuela. Enquanto aguarda a definição do calendário da Conmebol, a delegação chilena inicia os preparativos para a logística da próxima etapa da competição, enquanto o Bahia encerra sua participação nesta edição da Libertadores.
O Atlético de Alagoinhas encerrou sua participação na Copa do Brasil na noite desta quarta-feira (25). No Estádio Primeiro de Maio, em São Bernardo do Campo, a equipe baiana foi derrotada pelo São Bernardo Futebol Clube pelo placar de 2 a 0. O resultado retira o clube da competição nacional ainda na fase inicial.
O time paulista estabeleceu o controle da partida desde o primeiro tempo e converteu as chances de ataque em gols. O Atlético de Alagoinhas buscou espaços para diminuir a desvantagem na segunda etapa, mas não obteve êxito em superar a organização defensiva dos mandantes. Com a vitória, o São Bernardo avança para a próxima etapa da competição, enquanto o Carcará retorna para a Bahia sem a cota destinada aos classificados.
A desclassificação no torneio nacional ocorre em um momento de fragilidade para o clube de Alagoinhas. Recentemente, a equipe confirmou o rebaixamento para a segunda divisão do Campeonato Baiano de 2026. A trajetória no estadual foi marcada por uma sequência de resultados negativos que culminou na perda da vaga na elite.
A saída da Copa do Brasil agrava o cenário econômico da instituição, uma vez que as receitas provenientes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) representavam uma fatia importante do orçamento planejado para o semestre.
Neymar fora do jogo contra o Haiti - Falando de Esportes - 19/06/26
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