Brasileiro dirá se Felipão por Mano é trocar seis por meia dúzia

Um foi último a vencer a Libertadores pelo clube e outro é bicampeão da Copa do Brasil.

queda de Felipão no Palmeiras só tem uma razão: disputou duas Libertadores seguidas e não obteve os resultados desejados.
Porque em nenhum momento a direção do clube cobrou melhor desempenho do time.
Enquanto ganhou o Campeonato Brasileiro passado, e ficou 33 jogos sem perder no torneio, estava tudo bem.
Se ser eliminado da Copa do Brasil pegou mal, a eliminação na Libertadores foi quase fatal, à espera do tiro de misericórdia dado pelo baile rubro-negro no Maracanã.

Felipão e Mano se encontram, em 2018, quando o Palmeiras treinou no CT do Cruzeiro
Felipão e Mano se encontraram em 2018, quando o Palmeiras treinou no CT do Cruzeiro - Cesar Greco - 11.set.2019/Ag. Palmeiras
A ironia está em que o único título continental alviverde veio sob o comando de Felipão, assim como a última Copa do Brasil.
Copa do Brasil que ele já havia conquistado pelo Palmeiras em 1998, assim como pelo Criciúma, em 1991, feito repetido com o Grêmio, em 1994, por quem também ganhou a Libertadores, em 1995.
Fora a Copa do Mundo, em 2002, e outras taças menos votadas em mata-matas, como a Copa das Confederações, Recopas Sul-Americanas, Copa Sul-Minas, para ficar só nas conquistas em clubes brasileiros e nem citar o inédito vice-campeonato europeu com a seleção portuguesa porque, em Lisboa, a derrota na final para a Grécia era impensável.
Bem, ele vem de ganhar o bicampeonato da Copa do Brasil com o Cruzeiro, mas não foi adiante na Libertadores e deixou o clube mineiro à beira do rebaixamento, apesar de chegar ao Palmeiras com a missão de levá-lo ao bicampeonato brasileiro.
Ganhou ainda uma Copa do Brasil pelo Corinthians, em 2009, o que, provavelmente, seja seu maior defeito para os...palmeirenses.
Não fez muito mais que isso, porque subir Grêmio e Corinthians para a Série A era obrigatório.
Talvez a maior façanha dele tenha sido o vice da Libertadores com o tricolor gaúcho quando, com um time medíocre, chegou longe, mas acabou atropelado pelo Boca Juniors, assim como perdeu, em 2008, a decisão da Copa do Brasil para o Sport no comando do Corinthians, e a Olimpíada de Londres, em 2012, para o México.
Ou seja, não se trata do rei dos mata-matas, como parece supor a diretoria do Palmeiras.
Que, diga-se, diferentemente da maioria de nossos clubes, manteve a filosofia futebolística, como se disposto a enterrar de vez a herança das Academias em nome de jogar na defesa e privilegiar apenas o resultado. 
Coisa que os palmeirenses mais antigos repudiam, com razão.
A ligação de Mano com os corintianos é coisa que se esquece com três vitórias seguidas.
Pois eis que os três próximos compromissos são convidativos: contra o Goiás e o Fluminense, dois triunfos mais que possíveis e, por coincidência, Cruzeiro, na casa verde, onde Rogério Ceni sempre se deu mal.
Na verdade, o maior problema do novo técnico esmeraldino está longe de ser o belo elenco que herda, apesar de todos os equívocos das contratações no atacado, ou a constante troca de treinadores da qual agora se beneficia. 
O enorme obstáculo literalmente à frente do Palmeiras se chama Flamengo, com um grupo mais enxuto e muito mais bem escolhido, onde sobram talentos decisivos do goleiro ao ponta-esquerda, para usar terminologia em desuso, ou do número 1 ao 11, para usar também numerologia fora de moda.
Por mais que Maurício Galiotte, eternamente subserviente à patrocinadora, não acredite que seja sincero, a coluna segue sem descartar a volta por cima, porque tempo e time o Palmeiras tem para ainda encarar o Rubro-Negro.
Juca Kfouri
Jornalista, autor de “Confesso que Perdi”. É formado em ciências sociais pela USP.

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Após eliminação, Thiago Neves critica improvisações feitas por Ceni na escalação


Após eliminação, Thiago Neves critica improvisações feitas por Ceni na escalação
Foto: Vinnicius Silva / Cruzeiro
O Cruzeiro deu adeus ao sonho do tricampeonato seguido da Copa do Brasil. Na noite desta quarta-feira (4), o time mineiro perdeu por 3 a 0 para o Internacional, no Beira-Rio. Um dos principais jogadores do time, Thiago Neves falou sobre a eliminação e criticou as improvisações feitas por Rogério Ceni. 

"Hoje era um jogo diferente, e nós tivemos que adaptar a um novo esquema. Na minha opinião, você querer mudar dois, três jogadores fora de casa é muita coisa, ainda mais de um time que vem formado", disse em entrevista à rádio Itatiaia. 

Uma das improvisações foi a do volante Jadson, que atuou como lateral-direito, na ausência de Orejuela, convocado para os amistosos da Colômbia. Rogério também poderia ter optado pela entrada do Edílson, lateral de origem. 

"Então, improvisar jogadores é difícil, principalmente jogadores que não vêm jogando. Foi complicado, mas mesmo assim fizemos um bom primeiro tempo. Mas foi o que falei, o primeiro gol fez o time sentir muito", completou o meia. 

Thiago Neves ainda revelou que o time só soube da escalação horas antes da partida, e continuou falando sobre o risco de improvisar em uma partida decisiva. 

"Foi na preleção (que ficamos sabendo). Na nossa reunião, sei lá, duas, três horas antes do jogo e, na minha opinião, achei muito em cima da hora. Você mudar três, quatro jogadores numa linha que já vinha formada há dois anos... Nada contra", explicou. 

"Óbvio que nós queríamos vencer. O time jogou bem, os jogadores que entraram, jogaram bem, mas é muita mudança para uma decisão, para um segundo jogo de semifinal da Copa do Brasil. Acho que o time sentiu um pouco a falta de entrosamento", concluiu. 

Fora da briga na Copa do Brasil e Libertadores, o Cruzeiro foca no Campeonato Brasileiro. Tentando se distanciar cada vez mais do Z-4 do certame nacional, a Raposa enfrenta o Grêmio no domingo (8), às 11h, no Independência, em Belo Horizonte. 

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Capim, do Águia Clube | Eneas Brito, da Liga Desportiva de Jequié - Falando de Esportes - 29/04/26