Como o posicionamento centralizado de Filipe Luís abriu caminho para a vitória do Flamengo

Aos 20 do segundo tempo, o lateral passou a jogar quase como um volante e mudou o jogo. Dele nasceram as duas jogadas dos gols do Flamengo contra o Internacional.

22/08/2019 06h00  
Como o posicionamento centralizado de Filipe Luís abriu caminho para a vitória do Flamengo
FOTO: THIAGO RIBEIRO/AGIF 
Bastaram quinze minutos e dois toques firmes de Bruno Henrique para o que era um empate frustrante virar uma grande noite de Libertadores para o Flamengo. A vitória, construída com dois gols já na parte final do jogo, teve o brilho do atacante convocado por Tite nessa semana, mas nasceu dos pés daquela que é a maior contratação do Flamengo no ano: Filipe Luís.
As jogadas dos dois gols começam pelo lateral. Primeiro ele recupera uma bola de Edenílson, tabela com Gabigol e dá no pé de Éverton Ribeiro, que acha um passe MAGISTRAL pra corrida de Bruno Henrique em direção ao gol. No segundo gol, o passe vem com Filipe jogando bem centralizado, quase como um volante. Observe que ele abre o pé e finge dar um passe pro lado, quando na verdade toca em Gabriel e engana Edenílson e Nico Lopez.

Gol do Flamengo! Bruno Henrique recebe na área, limpa a marcação e amplia aos 33 do 2º tempo
Nada disso foi por acaso. O Flamengo começou a vencer o Inter numa alteração tática promovida por Jorge Jesus lá pelos vinte minutos do segundo tempo. Confira:

Inter neutraliza o ataque do Flamengo no 1º tempo

O Inter congelou o ataque no primeiro tempo. Qual é o forte do Flamengo? As infiltrações de Bruno e Gabriel, sempre nas costas do zagueiro. Para lidar com isso, o Inter fazia uma uma pressão na bola muito organizada e tendo como referência o setor: toda vez que alguém caía perto da linha de defesa, o meio-campo pressionava e Moledo ajustava o posicionamento para interceptar uma possível escapada dos dois atacantes. 
Gabigol sendo marcado por dois e a sobra de Moledo — Foto: Leonardo Miranda
Gabigol sendo marcado por dois e a sobra de Moledo — Foto: Leonardo Miranda 
A marcação do Inter era muito coordenada. Muito mesmo. O Moledo só deixava a linha defensiva quando tinha menos de três jogadores na bola. Os jogadores do Flamengo recebiam a marcação de três assim que tocavam a bola. Na imagem abaixo, tem três pressionando o jogador do Flamengo com a bola. O Sóbis, aberto no 4-1-4-1 do Inter, veio ajudar os dois volantes. Então a bola está coberta, não tem necessidade do Moledo sair. Ele fica lá na linha de defesa, bem compacto com os companheiros.
Marcação ajustada do Internacional — Foto: Leonardo Miranda
Marcação ajustada do Internacional — Foto: Leonardo Miranda 

O Mister resolve mudar e volta ao 4-4-2

O Fla começou num 4-2-3-1, com Bruno Henrique na direita, Arrascaeta centralizado e Éverton pela esquerda. Seja qual for a intenção do mister, não deu certo. Gabigol tinha que sair da área a todo momento, Bruno Henrique não conseguia acertar as triangulações. Faltava mais gente por dentro, o que Jorge Jesus coloca Gérson no lugar de Arrascaeta, mudando o sistema para o tradicional 4-4-2. 
Flamengo no segundo tempo — Foto: Leonardo Miranda
Flamengo no segundo tempo — Foto: Leonardo Miranda 

Filipe Luís vai jogar por dentro, quase como volante

Mesmo com a mudança, o Flamengo seguiu pouco arisco no ataque. Tocava de lado, não chutava a gol...e o Inter começava a esboçar uma reação, já que Odair trocou Sóbis e D'Ale por Welington Silva e Nico, a velocidade que estava faltando no primeiro tempo. Era preciso agir. Algo precisava mudar, a defesa do Inter precisava sair do lugar de algum jeito....como?
Filipe Luís já havia tentando algumas tabelas por dentro. Mas ele pouco ficava lá. A partir dos 20 minutos, ele começou a frequentar mais a zona central, perto do círculo central. Recebia de Cuellar, mandava Arão ir para o ataque...esse posicionamento mudou toda a organização ofensiva do Flamengo. Éverton Ribeiro ficou bem aberto e Gabigol começou a cair naquele setor. Com Rafinha na direita, o Flamengo começava a rodar a bola de um lado para o outro, sufocando mais o Inter.
Filipe Luís por dentro: começa a aparecer aos vinte do segundo tempo — Foto: Leonardo Miranda
Filipe Luís por dentro: começa a aparecer aos vinte do segundo tempo — Foto: Leonardo Miranda 
Esse simples movimento do Filipe bagunçou toda a dinâmica defensiva do Inter. Lembre-se sempre que o futebol é um jogo de ação e reação. Sempre tem um adversário! Quem marcava Filipe Luís era D'Ale e depois Nico. Quando ele ia para dentro, o marcador acompanhava e deixava Everton Ribeiro mano-a-mano com o lateral.

Gols nascem dos passes de Filipe Luís

Lembra que o Inter sempre marcava com dois jogadores? Se Filipe Luís centralizava e levava a marcação do ponta daquele lado, era Edenílson que ajudava a fazer essa pressão. Só que o Gabigol tava naquele setor, e com esse movimento do volante do Colorado, ficava sempre livre para receber a bola. Não tinha como o Inter entender isso, porque foram poucos minutos - contando no jogo, foram quatro vezes que Filipe fica no setor onde dá os passes pro gol. 
Início da jogada do Flamengo no segundo gol — Foto: Leonardo Miranda
Início da jogada do Flamengo no segundo gol — Foto: Leonardo Miranda 
Mas não foi só Gabigol que ficou livre com o posicionamento de Filipe. Sem a proteção de Edenílson, Lindoso tinha que avançar mais e causou uma pane nos dois zagueiros. Lembra que o Moledo só saía da linha defensiva na boa, quando a bola tinha pressão? Se o Gabigol fica livre e recebe a bola, o zagueiro é obrigado a sair e encurtar o jogo, deixando Cuesta no mano-a-mano com Bruno Henrique. É exatamente isso que acontece no segundo gol, vindo de um simples passe do Filipe Luís (que ainda finge que vai tocar pro lado). 👇
Lance do segundo gol — Foto: Leonardo Miranda
Lance do segundo gol — Foto: Leonardo Miranda 
O primeiro gol também tem essa posição do Moledo mais avançado, mas ele estava voltando de uma cobrança de falta). Aí foi o passe do Filipe, com a tabelinha com Gabigol, que deixa para trás pelo menos 40% do time do Inter e permite que o Éverton tenha espaço e tempo pra pensar o toque mais que refinado pro Bruno Henrique. 
Lance do primeiro gol — Foto: Leonardo Miranda
Lance do primeiro gol — Foto: Leonardo Miranda 
O futebol é muito, muito incrível justamente por esses detalhes, que às vezes passam desapercebidos, mas são fundamentais. O jogo é feito todos dessas pequenas decisões e indecisões, de quem terá ou não espaço, de quem consegue se inserir no jogo ou não. É realmente fantástico como uma simples mudança de lado muda um confronto de quartas-de-final na Libertadores. Uma vantagem do tamanho da torcida do Flamengo.

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Equilíbrio é essencial desde que acompanhado de improvisação


Lances inesperados, como golaço de Gustavo Scarpa contra o Grêmio, são fundamentais
O matemático Marcelo Viana, em um artigo na Folha na quarta-feira (21) com o título “O mundo é feito de simetrias”, escreveu que as simetrias estão presentes nos seres vivos, nos minerais, na física, na pintura, na música e em todos os outros tipos de arte.
Uma das grandes experiências humanas, psicológicas, é quando a criança descobre sua imagem no espelho. É o esboço do ego.
A simetria está presente também no futebol. Há, em cada equipe, na prancheta, didaticamente, de cada lado, um zagueiro, um lateral, um volante, um meia ou um ponta e um atacante.
Os dois atletas de cada posição costumam ter características complementares, simétricas.
Geralmente, um zagueiro viril e outro clássico; um lateral mais apoiador e outro mais marcador; um primeiro e um segundo volantes (um para desarmar e outro mais hábil); um ponta ou um meia pelo lado, mais veloz, e outro mais construtor; e um atacante mais fixo (centroavante) e outro que se movimenta mais. O goleiro de um time é o duplo do goleiro do outro.
A busca pela simetria deve ter sido a razão de os ingleses, descobridores do futebol, terem decidido que seriam dez de cada lado, cinco duplas de dois, além dos dois goleiros.
No futebol, é essencial a simetria, a harmonia, o equilíbrio, desde que acompanhados por momentos de flexibilidade, de improvisação, de inventividade e de linhas tortas e curvas. A linha reta não sonha.
As decisões é que precisam ser feitas corretamente, no momento certo, e serem bem executadas. Lances inesperados, surpreendentes, são fundamentais, importantes e decisivos, como o petardo de Gustavo Scarpa, no gol do Palmeiras contra o Grêmio.
Gustavo Scarpa comemora o gol
O jogador Gustavo Scarpa, do Palmeiras, comemora o seu golaço contra o Grêmio - Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação
A bola, em alta velocidade, parecia dar cambalhotas, até entrar no gol. Escutei, várias vezes, que o goleiro falhou. Nem Alisson defenderia. Penso, ainda, que os goleiros costumam ser mais criticados que deveriam.
Um dos destaques do Flamengo é a ampla movimentação dos quatro jogadores mais adiantados. Possuem referências (Gabigol e Bruno Henrique, pelo centro, e Éverton Ribeiro, Arrascaeta ou Gérson, pelos lados, que voltam para marcar), mas não param de correr. Ocupam todas as posições de ataque. É uma anarquia harmônica.
No segundo gol contra o Inter, Gabigol e Bruno Henrique estavam próximos, pelo centro, formando uma dupla de atacantes. Gabigol deu o passe para Bruno Henrique.
Enquanto isso, o eficiente, simétrico, harmônico e equilibrado time do Inter, que pouco improvisa, tentava repetir, contra o Flamengo, a mesma estratégia dos jogos fora de casa na Copa do Brasil, contra o Palmeiras, quando perdeu por 1 a 0, e contra o Cruzeiro, quando venceu por 1 a 0. Dessa vez, não deu certo. Perdeu por dois gols de diferença. Faltou ao Inter lances surpreendentes.
Palmeiras e Flamengo têm mais chances de passar à semifinal da Libertadores, mas nada está decidido.
O Grêmio costuma jogar bem fora de casa, em decisões, e o Inter se agiganta no Beira-Rio. Mas vai precisar de algo mais, talvez a presença, desde o início, de um driblador, como Wellington Silva, e que D’Alessandro não jogue apenas para marcar o lateral.
O ser humano, os filósofos, os atletas, os treinadores e as equipes vivem, na vida e no futebol, dilemas logísticos e existenciais. Estão sempre em dúvida, divididos sobre qual é o melhor caminho, entre o desejo e a razão, entre o que é e o que poderia ter sido, entre o ser e o nada.
Tostão
Cronista esportivo, participou como jogador das Copas de 1966 e 1970. É formado em medicina.
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O JEQUIÉ FEMININO SEM ESTÁDIO PARA O CAMPEONATO BAIANO DE 2019

Aberta a inscrição do Campeonato Baiano Feminino e Jequié poderá ficar de fora sem Estádio
Enquanto a troca do gramado do Estádio Waldolmiro Borges não anda, a (FBF) Federação Baiana de Futebol através do Ato Oficial n° 08/19 abriu inscrição para Campeonato Baiano de Futebol Feminino 2019, no período de 22 de agosto a 06 de setembro. O campeonato tem início no mês de outubro de 2019.
Jequié iniciou sua participação em 2017, sendo vice campeã, em 2018 responsável por goleadas históricas 18 x 0 em Maracás, 7 x 0 no Conquista, e 3 x 0 no São Francisco do Conde, a equipe se despediu na semifinal com 5 vitórias e uma derrota para o Vitória de 1 x 0 no Barradão, ficando com a 3° colocação, embora com o segundo melhor aproveitamento da competição incríveis 83%, com 38 gols marcados e apenas 3 tomados.
A equipe feminina de futebol de Jequié é uma das melhores equipes da Bahia e já figura em cenário nacional, depois do Campeonato Baiano de campo, Jequié recentemente foi penta campeão Baiano de Futsal Sub 20 e campeão adulto em dezembro de 2018. Em 2019 a equipe foi vice campeã brasileira de Fut 7, após bater o Vitória na final do Nordeste e na Superfinais venceu o União Ribeirão (PR), campeão da edição anterior.

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Vitória fica no empate com o Operário no Barradão pela Série B


por Leandro Aragão
Vitória fica no empate com o Operário no Barradão pela Série B
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
O Vitória ficou no empate com o Operário neste sábado (24), no Barradão. A partida foi válida pela 18ª rodada da Série B do Brasileiro e terminou com o placar de 0 a 0.

Com o resultado, o Leão segue fora da zona de rebaixamento, mas caiu para a 15ª colocação com 19 pontos na tabela de classificação, mesma pontuação do Oeste que é o 17°. Com 25, o Fantasma aparece na 10ª posição. 

O Vitória volta ao gramado na próxima terça-feira (27), às 19h15 para enfrentar o Coritiba, no Couto Pereira, pela 19ª rodada da Série B. No mesmo dia, mas às 20h30, o Operário recebe o Figueirense, no Germano Krüger.

O JOGO

Operário começou errando na saída da bola logo após o apito do árbitro e entrou a bola para o Vitória nos arredores do círculo central. O Leão quase abriu o placar com Caicedo. Wesley fez boa jogada pela direita, foi à linha de fundo e cruzou. O equatoriano subiu bonito e cabeceou para baixo como manda o figurino, mas o goleiro Rodrigo Viana, bem posicionado, fez a defesa. Dois minutos depois, cobrança de escanteio para o Leão, o arqueiro do Operário saiu de soco e Baraka pegou o rebote, mas mandou por cima do gol desperdiçando boa chance do Rubro-Negro baiano.

Aos 22, o Vitória teve outra boa chance para abrir o placar. O Leão chegou em velocidade, dessa vez, pela esquerda e Chiquinho bateu à queima-roupa, mas Rodrigo Viana, novamente bem colocado, fez a defesa. Seis minutos depois, Felipe Gedoz cobrou falta de longe, bem colocada no canto esquerdo, mas o goleiro do Fantasma caiu e fez a defesa.

A melhor chance do Vitória aconteceu aos 33 minutos, mas Jordy Caicedo desperdiçou. Chiquinho enfiou boa bola para o equatoriano, que ficou cara-a-cara com Rodrigo Viana, mas chutou errado mandando para fora.

Aos 39, o Leão criou outra boa chance. Van chegou pela direita e cruzou na área. Lucas Cândido apareceu bem e cabeceou por cima da meta de Rodrigo Viana.  

A única chance do Operário foi aos minutos. Numa recuada de bola, Everton Sena errou e a bola só não sobrou com o Bruno Batata, porque o atento Martín Rodríguez saiu e ficou com a redonda.

Segundo tempo

Enquanto o Operário voltou com a mesma formação, o Vitória retornou do vestiário com uma modificação. O técnico Carlos Amadeu tirou Capa e colocou Nickson. Com isso, Chiquinho assumiu a lateral esquerda.

O jogo ficou sem emoções nesta segunda etapa. O Operário apertou a marcação e passou a trocar passes no meio campo, mas errando no toque de bola quando tentava chegar na intermediária. Já o Vitória não conseguia se desvencilhar da marcação do adversário e pecava nos passes mais próximos da área. Por apertar a marcação, o técnico do Fantasma trocou o amarelado lateral-esquerdo Allan Vieira por outro, Peixoto.

Aos 28 minutos, Jordy Caicedo conseguiu chegar na área após o defensor do Operário furar. Porém, o equatoriano errou na finalização e mandou longe da meta de Rodrigo Viana. Três minutos depois, Felipe Gedoz fez boa inversão para Nickson, mas ele dominou.

O travessão salvou o Vitória aos 35 minutos. Marcelo recebeu dentro a área rubro-negra e rolou para Cleyton. Ele bateu a bola explodiu na trave superior da meta de Martín Rodríguez. O Leão respondeu três minutos depois com Caicedo. Ele disparou pela direita, entrou na área e bateu direto pro gol, mas a bola passou pelo lado da meta de Rodrigo Viana. Aos 39, foi a vez de Anselmo Ramon. Ele recebeu do equatoriano e finalizou nas mãos do goleiro do Operário.

Aos 49, o Vitória desperdiçou a chance de vencer o jogo. Anselmo Ramon descolou boa enfiada de bola para Eron, mas ele chutou para fora.

FICHA TÉCNICA
Vitória 0x0 Operário
Série B – 18ª rodada
Local: Barradão, em Salvador (BA)
Data: 24/08/2019 (sábado)
Horário: 18h30
Árbitro: Sávio Pereira Sampaio (DF)
Assistentes: Daniel Henrique da Silva Andrade (DF)  e  Leila Naiara Moreira da Cruz (Fifa/DF)
Cartões amarelos: Baraka, Felipe Gedoz (Vitória) / Rodrigo, Allan Vieira (Operário)

Vitória: Martín Rodriguez; Van, Ramon, Everton Sena e Capa (Nickson); Baraka, Lucas Cândido (Eron), Felipe Gedoz e Chiquinho; Wesley (Anselmo Ramon) e Jordy Caicedo. Técnico: Carlos Amadeu.

Operário: Rodrigo Viana; Maílton, Edson Borges, Rodrigo e Alla Vieira (Peixoto); Jardel, Índio e Cleyton; Jean Carlo (Marcelo), Bruno Batata e Felipe Augusto (Cléo Silva). Técnico: Gerson Gusmão.

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