Bruno Henrique brilha, Diego Alves pega pênaltis, e Flamengo goleia o Vasco


por Folhapress
Bruno Henrique brilha, Diego Alves pega pênaltis, e Flamengo goleia o Vasco
Foto: Alexandre Vidal/ Flamengo
 Convocado para a seleção brasileira nesta sexta (16) e herói do Clássico dos Milhões neste sábado (17). Com dois gols do atacante Bruno Henrique, o Flamengo venceu o Vasco por 4 a 1 -Castán, Gabigol e Arrascaeta completaram o placar-, chegou aos 30 pontos e passou, momentaneamente, o Palmeiras, alcançando a segunda colocação, com dois pontos atrás do Santos.

Quem também brilhou foi o goleiro Diego Alves, que defendeu dois pênaltis -os dois no segundo tempo, assinalados com o auxílio do VAR-, um cobrado por Pikachu e outro por Bruno César.

Já o Vasco, permanece com 17 pontos, na 15ª colocação, mas sem chance de perder posição nesta rodada, uma vez que o Fluminense, 16º colocado, caso vença, só chega a 15 pontos.

Na próxima rodada, o Vaco recebe o São Paulo em São Januário, enquanto o Flamengo visita o Ceará.

Talles Magno foi titular no clássico depois de ser o pivô de uma polêmica entre Vasco e CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Convocado para dois amistosos com a seleção brasileira sub-17, o jovem não foi liberado pelo clube. A CBF, por sua vez, também não o dispensou. O Vasco conseguiu a liberação do jogador apenas na manhã deste sábado.

Em campo, o jovem fez boas jogadas e conseguiu dar movimentação ao setor ofensivo da equipe comandada por Luxemburgo.

O Vasco conseguiu levar perigo pelo lado direito e em quase todas as jogadas com a contribuição de Pikachu, que, diante dos desfalques, voltou a ser utilizado como ponta. Em lance individual, ele chegou a acertar o travessão do gol defendido por Diego Alves. No segundo tempo, perdeu pênalti, mas, logo depois, acabou cobrando escanteio que gerou o único gol vascaíno.

O atacante Bruno Henrique, convocado por Tite nesta semana, foi um dos destaques do Flamengo no jogo. O jogador conseguiu levar mobilidade ao setor, marcou dois gols e ainda sofreu o pênalti que acarretou o quarto gol do Flamengo

Jogando como o homem mais centralizado do ataque, Marquinho apareceu pouco e não conseguiu ajudar. Quando buscou auxiliar o sistema defensivo, se atrapalhou dentro da pequena área e, por pouco, não começou uma jogada que terminou em gol do Flamengo.

Já o zagueiro espanhol Pablo Marí teve alguns erros de posicionamento que, por pouco, não foram cruciais. O defensor deu espaço e foi pelo setor esquerdo da defesa que Raul e Pikachu quase conseguiram abrir o placar para o Vasco.

O técnico Vanderlei Luxemburgo optou por uma estratégia de atuar mais compacto na marcação, no aguardo do Flamengo, e sair em velocidade. Em certo momento do primeiro tempo, a opção deu certo e o Vasco foi superior por uns minutos, mas, aos poucos, a falta de criatividade do meio de campo ficou evidente e passou a pesar.

Além disso, mesmo "atrás da linha da bola", o time de São Januário não conseguiu encaixar uma marcação que anulasse os pontos fortes do Flamengo, que trocava passes com facilidade.

Após o segundo gol do Flamengo, o que se viu foi um Vasco assustado e desorganizado em campo, tendo de ficar correndo atrás da bola.

Já Jorge Jesus optou pela manutenção de Gerson na direita, deixando Everton Ribeiro como opção. O sistema ofensivo funcionou com a movimentação dele, Arrascaeta, Bruno Henrique e Gabigol, principalmente pelo fato de o Vasco não ser um time de forte marcação. No segundo tempo, o modo de atuar fez o Vasco ficar acuado.

Do outro lado do campo, porém, a defesa voltou a mostrar falhas de marcação, principalmente nas jogadas mais velozes. No primeiro tempo, o lado esquerdo sofreu com as investidas do adversário. Na saída de bola, algumas falhas puderam ser apontadas também.

O clássico começou "picotado", com os times presos entre as intermediárias por conta dos erros de passes e as faltas cometidas pelos dois lados. Enquanto o Flamengo buscava marcar pressão e dificultar a saída de bola do Vasco, o time vascaíno apostava nos avanços em velocidade pelas pontas.

Com os times mais "assentados", a equipe de São Januário teve um momento melhor no jogo e duas chances claras de abrir o placar: uma com Raul, que Diego Alves defendeu, e outra com Pikachu, que carimbou o travessão.

Aos poucos, o equilíbrio voltou ao duelo e o Flamengo passou a criar dificuldades ao adversário. Quando o primeiro tempo caminhava para o final, Bruno Henrique, convocado por Tite para os amistosos da seleção brasileira, tabelou com Arrascaeta e bateu colocado, fazendo o primeiro gol da partida.

O mesmo Bruno Henrique, logo no começo do segundo tempo, balançou a rede novamente e fez o Flamengo abrir vantagem.

Em uma jogada pela direita, Tiago Reis cruzou e a bola pegou no braço de Thuler. Após análise no VAR, o pênalti foi marcado. Pikachu foi para a cobrança e Diego Alves defendeu. Na cobrança de escanteio, porém, enquanto a torcida rubro-negra ainda celebrava a defesa, Castan subiu mais alto que a defesa e fez para o Vasco.

Com o gol, o Vasco tentou "voltar para o jogo", mas o objetivo foi rapidamente frustrado. Pouco depois, a zaga falhou e Bruno Henrique cabeceou, obrigado Fernando Miguel a fazer boa defesa. No rebote, Gabigol deixou o dele. Foram três gols em 18 minutos.

O Vasco teve outro pênalti assinalado com o auxílio do VAR. Desta vez, quem foi para a cobrança foi Bruno César, mas o resultado final não foi diferente. Diego Alves conseguiu a defesa. No contra-ataque, pênalti para o Flamengo: Arrascaeta cobrou e fez o quarto do time do Flamengo.

Com o placar praticamente definido, a torcida do Flamengo começou a gritar "olé" e pedir mais um gol.

Ao apito final, o clima esquentou em campo e houve empurra-empurra entre os jogadores, mas outros jogadores chegaram e acalmaram os ânimos.

Read More

Rogério Ceni quer Cruzeiro rápido, intenso e agressivo


Novo técnico busca reproduzir no time mineiro o mesmo futebol mostrado pelo Santos
Duas estreias esperadas devem acontecer hoje no Brasileiro, a de Daniel Alves, no São Paulo, no Morumbi, contra o Ceará, e a de Rogério Ceni, no Cruzeiro, no Mineirão, contra o líder Santos.
Rogério Ceni, além de ter sido um goleiro excepcional, revolucionário, é um profissional perfeccionista, inteligente, autossuficiente, visto por alguns como prepotente. Por sua história e pelo personagem, desperta, como técnico, avaliações apressadas e exageradas, positivas e negativas. 
Ele é mais que um promissor treinador.
Rogério Ceni durante partida do Fortaleza
Rogério Ceni durante partida do Fortaleza - Mauro Pimentel/AFP
Ao chegar ao Cruzeiro, Rogério disse que quer um time rápido, intenso, agressivo. O time não tem essas características. Quem tem é o Santos. O Cruzeiro se destacou, com Mano Menezes, por ser uma equipe segura, calculista. Quando recupera a bola, avança com prudência, lentidão e poucos jogadores. Muitas vezes, funciona bem, principalmente em jogos mata-mata e contra fortes adversários.
Rogério Ceni quer melhorar a saída de bola da defesa, deficiência dos dois ótimos zagueiros e do goleiro Fábio.
Já o Santos gosta de pressionar, recuperar rapidamente a bola e chegar ao gol, com muitos jogadores. É o que Rogério Ceni quer fazer. Isso aumenta os riscos. Se o Cruzeiro já atuar hoje dessa maneira, o jogo vai ficar emocionante e com muitas chances de gol, para os dois lados.
É preciso separar estratégia de jogo do sistema tático. 
Todos os desenhos, na prancheta, podem ser ousados ou prudentes, ofensivos ou defensivos.
O Cruzeiro joga com dois volantes e um meia ofensivo pelo centro. Os volantes marcam, e o meia ataca.
Quem sabe os volantes Henrique e Ariel, estimulados por Rogério Ceni, mostrem que têm condições de fazer algo a mais que desarmar e tocar a bola para o lado? Às vezes, Robinho, criativo e com bom passe, sai da direita para o centro, para ser o armador. Porém, ele não tem mobilidade para tanto, além de ter a função de marcar o lateral adversário.
Já o Santos joga com um volante e com um meio-campista de cada lado, que marcam como volantes e avançam como meias. 
Jorge Sampaoli durante treino do Santos no CT Rei Pelé
Jorge Sampaoli durante treino do Santos no CT Rei Pelé - Ivan Storti
O Inter também joga assim. Se a equipe é compacta, não há necessidade nem espaço para ter apenas um meia de ligação, sem participar da marcação entre os dois setores. Grandes times, como Manchester City e Liverpool, não têm esse clássico meia.
Um time é igual a outro somente na prancheta. O Cruzeiro, com Rogério Ceni, será diferente do Santos, com Sampaoli, mesmo se o Cruzeiro formar um time intenso, rápido e agressivo, como é o Santos. O Santos não joga também como o Fluminense, como muitos falam. 
O Santos gosta de chegar rápido ao gol, com muitos jogadores, enquanto o Fluminense prefere a troca curta de passes, desde a defesa.
Palmeiras não é igual, na maneira de jogar, ao Liverpool, como teria dito Felipão. O time inglês chega ao gol trocando passes rápidos, enquanto o Palmeiras vive demais das bolas aéreas e das bolas longas.
Somos todos diferentes. Ainda bem. Salve a diversidade.
O Brasil não tem hoje substitutos à altura dos enormes talentos de Thiago Silva, Daniel Alves e Marcelo.
Isso me preocupa. Os três, que estão, há muito tempo, entre os melhores do mundo em suas posições, correm muitos riscos, pela idade, de não estarem bem no próximo Mundial. Isso enfraqueceria a qualidade da seleção.
Uma das principais razões de o Brasil ter sido eliminado na Copa de 2018 foi não ter mais um ou dois craques do meio para a frente ao lado de Neymar, do nível de um Hazard, um De Bruyne.
Tostão
Cronista esportivo, participou como jogador das Copas de 1966 e 1970. É formado em medicina.

Read More

Nada de novo no Barcelona: quando Messi não briga, falta dinâmica e organização

Estreia ruim na La Liga mostrou time desorganizado, subaproveitando os talentos de Griezmann e De Jong.

17/08/2019 11h27  
Nada de novo no Barcelona: quando Messi não briga, falta dinâmica e organização
foto: Reuters 
O que acontece quando o Barcelona joga sem Messi? Uma equipe organizada e bem treinada, que mesmo sem sua principal estrela, mostra alternativas e tem alguns bons talentos no banco, como Griezmann, Dembelé ou quem sabe Neymar, para assumir o protagonismo do argentino. Só se for na expectativa, porque na realidade, como a derrota de 1 a 0 para o Athletic Bilbao na estreia da La Liga, prova que é justamente o oposto.
A filosofia do Barcelona sempre esteve ligada à posse de bola e ocupação de espaços. As peças se movem em campo para quebrar a organização defensiva do adversário. É a sua organização ofensiva contra a defesa do outro lado. Se essa movimentação não existe, o time fica estático. Aí o adversário, que não é bobo, aproveita, se organiza e consegue criar algumas chances quando a bola vai e volta.
Aduriz gol Athletic Bilbao Barcelona — Foto: Vincent West/Reuters
Aduriz gol Athletic Bilbao Barcelona — Foto: Vincent West/Reuters 
A lógica do Barcelona é sempre ter jogadores nos espaços livres para que o time rode a bola - eles chamam isso de “homem livre”. Guardiola sempre cita isso. Tudo o que o Barça não tem aqui é esse “homem livre”. Na imagem, você vê que ninguém - isso mesmo, NINGUÉM - do Barcelona se movimenta entre as linhas super comprimidas para buscar a bola. Sergi Roberto procura a bola e Aleñá, que deveria avançar, simplesmente para. Dembele ficou longe da jogada, e Griezmann é o único que ao menos vira o corpo.
Barcelona sem jogo entrelinhas contra a defesa do Bilbao — Foto: Leonardo Miranda
Barcelona sem jogo entrelinhas contra a defesa do Bilbao — Foto: Leonardo Miranda 
O time foi estático demais. Não teve aquele jogo coletivo que pudesse dar algum desconforto ao Bilbao. Um time que ocupa mal os espaços ofensivos pode até ter a posse - o Barcelona teve 64% dela. Pode até criar algo. Pode dar a impressão que está jogando bem, mas geralmente o comentarista fala que “falta o último passe”. Ou que “a bola vai e volta” justamente porque não há proximidade ou velocidade.
Barcelona muito estático  — Foto: Leonardo Miranda
Barcelona muito estático — Foto: Leonardo Miranda

Talentos mal aproveitados

A falta de mobilidade da equipe foi gritante e tirou de Griezmann e De Jong, as duas principais contratações, o contexto para mostrarem seu talento. O francês sempre foi uma espécie de segundo atacante, de drible curto, que se sai melhor com espaços por dentro e adversários desprotegidos. Nos vinte minutos iniciais, ele ficou fixo na faixa da esquerda, no mesmo espaço de Alba. O mesmo acontece com De Jong, que ficou na posição de Busquets mesmo quando Leglet avançava. Raktic, tratado como moeda de troca, é o único que adicionou alguma infiltração inteligente no 2º tempo, como sempre fez - basta ver o gol contra o Real Madrid no último El Clasico.
Griezmann no mesmo setor de Alba: confusão — Foto: Leonardo Miranda
Griezmann no mesmo setor de Alba: confusão — Foto: Leonardo Miranda
De Jong mostrou muita qualidade como um meia que circula todo o campo, consegue girar muito bem e proteger a bola quando é marcado e dá muita dinâmica ao jogo. Ele jogou como primeiro volante no 4-3-3, na posição que é de Busquets. Até aí, tudo bem. A questão é que o time tirou dele os “homens livres” para que ele jogasse de forma mais vertical. Muito preso entre os zagueiros e meiocampistas, ele quase sempre tocava curto e raramente progredia, dada a falta de dinâmica do time. Um exemplo abaixo: ele recebe, olha de frente. Não tem ninguém naquela lacuna imensa, lá na direita. Resultado? Joga pro Lenglet e espera algo acontecer.
De Jong sem jogadores livres e longe do ataque — Foto: Leonardo Miranda
De Jong sem jogadores livres e longe do ataque — Foto: Leonardo Miranda
Nada disso é novo no Barcelona. É só um grande resumo dos últimos dois anos.
Ernesto Valverde comprou a briga de reformular o elenco e atualizar o modelo de jogo com jogadores de maior poder físico, muitas vezes segurando resultados com duas linhas de quatro como os jogos na La Liga. Tem seus méritos nisso. Só que o desempenho do time, especialmente na Liga dos Campeões, é dramático. Lembra daquele 3 a 0 no Chelsea, ano passado? Poderia ter sido uma tranquila vitória da equipe londrina. Lembra do primeiro tempo do United nesse ano? O Barcelona vem tomando um banho de organização.
Ainda que não buscasse um centroavante para o cada vez mais lento Suárez, a janela do Barcelona foi agressiva o suficiente para que Valverde mudasse radicalmente a equipe. Griezmann e Messi podem formar uma dupla de ataque, com Raktic, De Jong, Vidal e Sergi num meio-campo tão dinâmico como marcador. Arthur pode entrar para controlar jogos contra os médios. Tem muitas opções. Falta comprar a briga, de novo, de que o time não pode nascer e morrer no Messi.
Read More

Premier League quer mudar VAR para casos de impedimento


por Alex Sabino | Folhapress
Premier League quer mudar VAR para casos de impedimento
Foto: Reprodução / Sky
Começou neste sábado (17) a 2ª rodada da Premier League. E antes de terminar o segundo final de semana da experiência do país com o VAR, os dirigentes da Inglaterra já querem mudá-lo.

O futebol inglês deseja que a International Board, entidade que regulamenta as leis do futebol, discuta em março de 2020 uma alteração no protocolo do árbitro de vídeo.

Pelo desejo dos dirigentes britânicos, o VAR só seria acionado, nos impedimentos, em erros claros cometidos pela arbitragem. Em jogadas próximas, quando a condição do jogador for definida pela localização do braço ou pé, valeria a interpretação do quarteto de arbitragem em campo.

"Parece haver o desejo de que alguns aspectos do VAR sejam discutidos, mas isso não nos foi apresentado de maneira oficial", escreveu à Folha de S.Paulo o ex-árbitro David Elleray, diretor técnico da International Board. 

Antes mesmo do início da Premier League, o último torneio nacional de expressão na Europa a adotar o árbitro de vídeo, já havia o conceito de que os protocolos teriam de ser revistos.

"Vai evoluir nos próximos três ou quatro anos. Se uma das maneiras de simplificar o processo e acelerá-lo é ajustar a lei então é algo que poderia ser levado em consideração", disse Mike Riley, chefe da arbitragem na Inglaterra, para o diário londrino The Times.

Bastaram apenas duas partidas para as autoridades inglesas quererem mudar o VAR. No segundo jogo da temporada, entre West Ham e Manchester City, em Londres, houve descontentamento com a interpretação do árbitro de vídeo, que anulou gol do City porque o ombro de Raheem Sterling estava adiantado em relação à zaga.

No fundo, o desejo da Premier League é fazer valer sua visão do que deve ser o VAR: uma ferramenta usada apenas para evitar que erros escabrosos sejam cometidos pelos árbitros.

A ideia, implantada a partir do início do torneio, é interromper o ritmo do jogo o menos possível e evitar as idas ao monitor para checar jogadas.

A consequência disso seria evitar partidas com acréscimos de mais de cinco minutos, como se tornou norma no Campeonato Brasileiro.

A versão inglesa também determinou que o VAR não seja acionado para verificar se o goleiro se mexeu ou não na cobrança do pênalti (embora possa ser consultado para a invasão de zagueiros e atacantes na área) e mudou a interpretação para marcar faltas com toques de mão.

A regra da International Board é que seja considerado pênalti o lance em que o jogador assumiu o risco de levantar o braço e tenha tocado na bola, mesmo sem querer. Na interpretação da Premier League, a infração só deve ser assinalada se o árbitro acreditou ter havido intenção.

A International Board não viu com bons olhos as mudanças inglesas, mas nada fez para impedir. Chegou à conclusão de que é melhor esperar os resultados. Mas o secretário da entidade, Lulas Burd, afirma não haver nenhuma intenção de rediscutir a aplicação do impedimento pelo VAR.

"Vamos nos reunir em março, mas esse tópico não será discutido", afirma. 

Read More

Fenômeno da Série D, Manaus lota a Arena da Amazônia


por Fabiano Maisonnave | Folhapress
Fenômeno da Série D, Manaus lota a Arena da Amazônia
Foto: Divulgação
Pressionado pelos jogadores com salários atrasados, o presidente do Manaus Futebol Clube, Giovanni da Silva, saiu às ruas da cidade em junho vendendo rifas de R$ 10 para o sorteio de duas TVs, um ar-condicionado e sete camisas oficiais. 

Dois meses depois, a iniciativa inusitada não ajudou apenas a equilibrar as contas. Em feito inédito, o Manaus jogará neste domingo (18), às 15h (16h de Brasília) a final da Série D do Brasileiro, a partida mais importante de sua história.

O jogo, além disso, deve quebrar o recorde de público da Arena da Amazônia, um dos palcos da Copa do Mundo de 2014 menos utilizados para jogos após o torneio. Os 45,5 mil ingressos se esgotaram na manhã desta quinta-feira (15).

Para o Manaus ser campeão contra o Brusque (SC), basta vencer por qualquer placar. No primeiro jogo, as equipes empataram em 2 a 2. Em caso de nova igualdade no placar, a disputa vai para os pênaltis.

"De alguma forma, o Manaus tem melhor rendimento na Arena. É diferente de qualquer outro estádio. É impressionante, jogamos lá como time grande", assegura Silva, 55, dono de uma empresa de manutenção predial.

O eventual título coroará um ciclo de façanhas do clube. Fundado há apenas seis anos, o Manaus já comemorou no mês passado por se tornar o primeiro time do Amazonas a chegar à Série C dentro do atual formato, iniciado em 2009.

A ascensão ocorreu após a vitória por 3 a 0 sobre o Caxias (RS), no último dia 20, nas quartas de final. A partida atraiu 44.121 torcedores, o segundo maior público da história da Arena, incluindo os jogos da Copa-2014. Perde apenas para confronto entre Vasco e Flamengo realizado em 2016.

Além disso, o jogo bateu o recorde de público da Série D deste ano e também de um time estadual na Arena da Amazônia. O estádio, inaugurado em 2014 para o Mundial, custou R$ 660 milhões e foi subtilizado após o torneio.

A final está movimentando Manaus, onde os torcedores estão mais acostumados a acompanhar times de fora, principalmente Flamengo e Vasco, do que seguir as equipes locais, como acontece em Belém. 

Sob farta cobertura da imprensa, o governo estadual anunciou um esquema especial de segurança para domingo, enquanto o Ministério Público Estadual entrou com uma ação civil pública exigindo a numeração de cadeiras nos ingressos. Apesar de previsto no Estatuto do Torcedor, a Justiça negou o pedido, alegando falta de tempo hábil.

De orçamento modesto, o Manaus tem uma folha de pagamento de R$ 160 mil. O salário mais alto entre os 26 jogadores do time é de R$ 5.000. 

Boa parte dos atletas é do Amazonas. É o caso do goleiro Jonathan, que está no time desde a sua fundação. Titular absoluto, ele é tricampeão estadual --o Manaus venceu as três últimas edições do campeonato amazonense. 

Apenas um jogador do elenco já atuou na Série A. O meia Rossini teve uma curta passagem no Santos em 2005. Irritado com os salários atrasados, ele chegou a abandonar o clube, mas depois mudou de ideia.

Autor dos dois gols na primeira partida das finais, cumprirá suspensão no domingo. 

O clube foi fundado por Silva e pelo ex-vereador e empresário do ramo de lotéricas Luis Mitoso, hoje presidente de honra. Os dois eram dirigentes do Nacional, um dos clubes mais tradicionais do Norte, mas saíram por divergências.

Para Silva, o sucesso do time em tão pouco tempo de existência é o planejamento dentro do orçamento e a manutenção de uma base de jogadores. 

"Mantivemos uma base, aos trancos e barrancos, desde 2017. Quando a gente foi campeão, mantivemos a base para 2018 e depois para 2019. Esse é um dos segredos."

O dirigente diz que voltar a ver estádio lotado em Manaus é a realização de um sonho. "Antigamente, o futebol aqui era muito competitivo, arenas cheias. De uns 30 anos pra cá, isso deixou de existir. E aí tínhamos esse sonho maluco." 

"Dois meses atrás, a gente viu que esse sonho estava indo por água abaixo, não tinha mais dinheiro. Nós fizemos orações, fomos para os sinais [vender rifa] e colocamos Deus em primeiro lugar. Não tem outra explicação. É coisa de Deus mesmo."

Read More

No CT do CSA, Vitória finaliza preparação para enfrentar o CRB


por Ulisses Gama
No CT do CSA, Vitória finaliza preparação para enfrentar o CRB
Foto: Divulgação / EC Vitória
O elenco do Vitória encerrou na manhã deste sábado (17), no centro de treinamento do CSA, o trabalho visando o jogo contra o CRB, que será neste domingo (18), às 16h, no estádio Rei Pelé, em Maceió.

A atividade da equipe rubro-negra começou com um aquecimento. Enquanto os goleiros trabalharam com o preparador Luciano Oliveira, os demais foram orientados por Ednilson Sena.

Na sequência, o técnico Carlos Amadeu chamou os defensores da equipe para fazer uma atividade para organizar o setor. Já os volantes, meias e atacantes trabalharam finalizações com o auxiliar Bruno Pivetti.

Por fim, jogadas de bola parada foram treinadas.

A provável escalação do Leão para o jogo é a seguinte: Martín Rodriguez; Van, Ramon, Everton Sena e Capa; Baraka, Lucas Cândido e Felipe Gedoz; Wesley, Anselmo Ramon e Jordy Caicedo.

Read More

Bahia reforça a tática no penúltimo treino antes de enfrentar o Goiás


por Ulisses Gama
Bahia reforça a tática no penúltimo treino antes de enfrentar o Goiás
Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia
O Bahia se reapresentou na manhã desta sexta-feira (16) e fez o penúltimo treino antes do jogo contra o Goiás, marcado para o próximo domingo (18), na Arena Fonte Nova, pelo Campeonato Brasileiro.

A imprensa só teve acesso ao aquecimento da equipe. Na sequência, de portas fechadas, o técnico Roger Machado começou o trabalho com bola focado na troca de passes e finalizações.

Na sequência, com a presença do lateral-direito Nino Paraíba, recuperado de lesão, mais uma vez a parte tática foi trabalhada. 

A provável escalação da equipe é a seguinte: Douglas; Nino Paraíba, Lucas Fonseca, Juninho e Moisés; Ronaldo, Flávio e Giovanni; Artur, Lucca e Gilberto.

Fora da atividade, o zagueiro Ernando, que se recupera de cirurgia, e o atacante Rogério ficaram no departamento médico. Já o atacante Iago iniciou o processo de transição física.

A equipe finaliza a preparação para a partida na tarde deste sábado (17), ás 16h.

Read More

WALDEMIR VIDAL SANTOS DRT-BA 4.260 - ABCD-BA 544

Tecnologia do Blogger.

Capim, do Águia Clube | Eneas Brito, da Liga Desportiva de Jequié - Falando de Esportes - 29/04/26