Vinícius Júnior e a questão: qual é o verdadeiro abismo entre o futebol brasileiro e o europeu?

O jogador do Real Madrid afirma que “melhorou em tudo” em apenas uma temporada no exterior. São muitos os motivos para esse abismo cada vez maior no futebol.

01/07/2019 11h52  
Vinícius Júnior e a questão: qual é o verdadeiro abismo entre o futebol brasileiro e o europeu?
foto: Andrew Boyers/Reuters 
Vinícius Júnior já viveu de tudo em um ano de Real Madrid: foi titular, decisivo, criticado, ficou no banco, teve três diferentes e sofreu uma lesão que o afastou do fim da temporada. Nesta segunda-feira, em entrevista ao O Globo, ele repassou esse turbilhão dizendo que o fez evoluir como jogador.
Quando cheguei era um jogador totalmente diferente do que sou. Aprendi bastante com o pessoal do clube e com cada treinador. Na parte tática, evoluí bastante. Perder menos a bola, ter mais tranquilidade de definir jogadas. A maioria dos treinos lá é melhor do que o jogo aqui.
Impossível não ficar com a pergunta na cabeça: um ano de Real Madrid significa tanto mais que muitos anos de Flamengo, um dos maiores clubes do Brasil e da América Latina? Vini não estaria exagerando, afinal, todos os eventos para alguém de 18 anos parecem maiores do que são. A diferença entre o futebol europeu e o brasileiro é, acima de tudo, cultural. Uma diferença de discursos e modos de vida, o que sempre atrapalha saber onde está a real diferença em campo.
Olhando apenas para o dia-a-dia do jogador e os eventos relacionados ao jogo, como o treino, as preleções, a preparação e o jogo em si, a diferença é imensa. O futebol europeu é taticamente, tecnicamente e psicologicamente diferente do brasileiro, e o primeiro passo para mudar essa realidade é aceitá-la. É fácil reclamar que Vini “não sabe do que fala”, “tem o discurso da colônia” ou aceitar a diferença e colocar a culpa nos técnicos. Discursos assim são perigosos, porque apontam para soluções que já se provaram fracassadas - como ignorar o que é feito lá fora ou trazer um técnico estrangeiro para resolver, sozinho, problemas estruturais do jogo.
Vinicius Junior; camisa; Brasil; seleção brasileira; branca — Foto: Divulgação/Nike
Vinicius Junior; camisa; Brasil; seleção brasileira; branca — Foto: Divulgação/Nike 
A chave está na estrutura. Tudo começa - e termina nela.

Distâncias, clima e tempo de trabalho

Num espaço de dez dias em março, o Real Madrid foi para Barcelona jogar o clássico, depois retornou para Madrid para receber o Ajax e depois rumou para Valladolid. São viagens simples que podem ser feitas de trem. Barcelona está a 607km de Madrid e pode ser percorrida em três horas. Valladolid está a uma hora. No mesmo período, o Flamengo foi até Montevideo enfrentar o Peñarol, depois retornou ao Rio e pegou mais um voo para enfrentar o Corinthians, indo direto de São Paulo para Belo Horizonte enfrentar o Galo. Tudo por avião.
Percorrer longas distâncias tem dois efeitos no jogo: o torna mais lento, uma vez que jogadores têm menos tempo de descanso e recuperação - um atleta de alto nível precisa de ao menos 48h de plena recuperação. A lentidão não é só na circulação da bola, o que mais salta aos olhos num duelo de Liga com os daqui, mas também torna os times coletivamente mais separados. Um atacante terá muito mais dificuldade de preencher espaços durante 60 minutos num calor de 40º como faz o ano todo no Rio de Janeiro do que nos 20º de Madrid.
Jogadores da Seleção da Alemanha viajam de trem na Copa do Mundo Feminina.  — Foto: Getty Images
Jogadores da Seleção da Alemanha viajam de trem na Copa do Mundo Feminina. — Foto: Getty Images 
O jogo fica dividido: zagueiros avançam menos, atacantes voltam menos e o meio-campo vira um buraco, preenchendo normalmente com bolas longas. Nos momentos em que se perde a bola, é mais difícil correr para recuperá-la com o cansaço. O cansaço físico leva ao mental, os times psicologicamente oscilam mais aqui.
(Na Espanha) o time fica mais com a bola e os adversários jogam mais juntos. Se ficar só na ponta não tem muito o que fazer, se a bola não chegar.
Treinadores geralmente são expostos a todos os tipos de ofensas e cobranças, mas eles conseguem controla muito pouco essa estrutura. Mora aí outra diferença: a estrutura. Porque enquanto a Europa aposta em gestões profissionais e racionais, o Brasil segue cada vez mais fiel aos salvadores da pátria e a família que se perpetuam no poder.
Tottenham e Liverpool fizeram a final da Liga dos Campeões com técnicos que estavam há pelo menos quatro anos no cargo. Eles nunca ganharam nada, e suas primeiras temporadas foram ruins - o Liverpool foi vice da Liga Europa e perdeu vários jogos para médios em casa, e o Tottenham jogou mal. A verdade é que Klopp e Pochettino não durariam nem seis meses no Brasil. Seriam taxados de ruins ou retranqueiros na primeira crise.
Acho que na Espanha dão mais espaço do que aqui. Aqui os adversários não deixam virar de frente. Lá eles são muito certinhos (taticamente), fazem o que o técnico manda.
Sem tempo de trabalho não há time. É uma relação lógica, tão simples…mas tão pouco utilizada no Brasil. Equipes que joguem pra frente, tenham coragem, saibam tocar a bola. Tudo isso depende de movimentos mecanizados que demoram meses, ou até anos para serem formados numa equipe. Momentos de instabilidade dentro desse trabalho são normais, e servem como alertas, não como fins do processo. É um erro gritante e grave, de pura ignorância, achar que uma derrota é sinal de um trabalho ruim. Nunca é.
Klopp e Pochettino decidiram a Liga dos Campeões sem ganharem títulos e com mais de 4 anos de trabalho — Foto: Getty Images Klopp e Pochettino decidiram a Liga dos Campeões sem ganharem títulos e com mais de 4 anos de trabalho — Foto: Getty Images 
O outro abismo é o financeiro. E esse talvez seja o mais forte. Vinícius Júnior foi vendido por € 45 milhões ao Real Madrid. Na cotação atual, dá R$ 193,5 milhões de reais, um valor maior do que o faturamento de 724 clubes de futebol no Brasil. Isso mesmo: dos 736 clubes profissionais no Brasil, apenas 12 faturam, por ano, mais do que R$ 193,5 milhões. O problema não está no valor, está no clube: se o Real Madrid consegue pagar isso, logo consegue oferecer um salário muito mais alto ao que Vinicius ganhava no Flamengo. Faz o mesmo com Hazard, Jovic, Cristiano e tantos outros.
Um clube rico consegue naturalmente se impor sobre os outros e concentrar os melhores talentos, o que aumenta seus ganhos em marketing, receita e retorno em campo. Ninguém liga a TV pra ver o Madureira jogando num calor de 45º, todo mundo quer ver craques e um duelo bem disputado, e hoje essa condição está nos poucos clubes europeus que conseguem reunir esses jogadores. Se o jogo é bom, a relação afetiva se desenvolve. O torcedor se cria. A paixão começa em campo,
Mesmo no treino ninguém quer perder, quer evoluir todo dia. Jogadores como Sergio Ramos e Benzema, acima dos 30 anos, trabalham mais do que os demais. A inspiração de estar ao lado dos melhores também faz crescer. E como são jogadores diferentes, saem mais gols. Por isso é o maior clássico do mundo.
Rodrygo e Florentino Pérez com a camisa ainda sem número do Real Madrid na apresentação oficial — Foto: REUTERS/Sergio Perez
Rodrygo e Florentino Pérez com a camisa ainda sem número do Real Madrid na apresentação oficial — Foto: REUTERS/Sergio Perez

Onde está a mudança?

Temos a resposta para o abismo: ele é estrutural, tático e financeiro. E o que estamos fazendo para mudar esse cenário? O que fazemos para melhorar nosso futebol?
A resposta é um sonoro nada. Pelo contrário. A realidade que cada vez mais bate a porta tenta ser negada o tempo todo. Primeiro com o discurso do exagero. “O futebol europeu não é tão bom assim, é marketing”. “Isso é discurso de explorado, de colônia”. Depois, com a negação da ciência. “Muita ciência faz mal”, ou “precisamos sentir mais o jogo”. Pensamentos simplistas, que vendem uma falsa ilusão de solução por respostas simples, de curto prazo. O time joga mal? Troca treinador, muda escalação. O craque foi embora? Falta amor ao jogo, bom mesmo era antigamente.
Enquanto isso, clubes médios como o Watford já conseguem tirar uma revelação como Richarlison de um clube quatro vezes campeão brasileiro.
O Brasil não precisa de mesas redondas reclamando sobre a qualidade do nosso futebol ou discutindo qual treinador é pior ou mais ultrapassado. O Brasil precisa de ação. Precisamos de gestões racionais que consigam enfrentar a disparidade financeira com trabalhos de longo prazo e formação de jogadores atrelada a retorno financeiro. Precisamos de técnicos que tenham formação na mesma proporção que tenham tempo de trabalho para desenvolver uma ideia de jogo. Precisamos de soluções locais, que respeitem a cultura do torcedor e a cultura de jogo, e desenvolvam soluções para nosso contexto. Importar não vai adiantar, negar o abismo também não.
Cafu Alejandro Domínguez Gianni Infantino Rogério Caboclo — Foto: Ricardo Matsukawa/CONMEBOL
Cafu Alejandro Domínguez Gianni Infantino Rogério Caboclo — Foto: Ricardo Matsukawa/CONMEBOL 
Estamos há 40 anos reclamando que nossos craques vão embora e nossos treinadores são ruins. Já deu para ver que reclamar não vai levar a nada a não ser mais Vinícius Júnios colocando a realidade na nossa frente.

 Por Leonardo Miranda
Jornalista, formado em análise de desempenho pela CBF e especialista em tática e estudo do futebol
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Qual a folha salarial do seu time na Série A do Brasileiro

2 de julho de 2019 

Se tivesse que apostar, qual clube você diria que tem a folha salarial mais alta do país? E a mais baixa entre os integrantes da Série A? Acertou quem respondeu Palmeiras e Avaí, conforme levantamento feito com exclusividade pelo Blog, depois de ouvir dirigentes dos 20 clubes da elite do futebol nacional.
Importante: os valores se baseiam em informações dos próprios clubes. O elenco de Felipão custa por mês aproximadamente R$ 18 milhões, seguido de muito perto pelo Flamengo, com gastos de R$ 17 milhões. Nesta conta, estão incluídos salários, direitos de imagem e encargos de jogadores e comissão técnica.
Nunca, na história, palmeirenses e rubro-negros tiveram folhas salariais tão altas. Mas esse raciocínio também se aplica a Cruzeiro, Santos e Grêmio, que aparecem na terceira, quarta e quinta colocações do ranking, respectivamente. A Raposa desembolsa R$ 15 milhões mensais, contra R$ 12 milhões do Peixe e R$ 11 milhões do Tricolor gaúcho.
Apesar de terem contratado reforços caros, Corinthians e São Paulo surgem somente na sexta e sétima posições. O Timão garante que banca R$ 10,4 milhões mensais, diante de R$ 10,2 milhões do Tricolor. Uma explicação para o custo inferior ao que se imaginava é que, nesta matemática, não estão os gastos com luvas – prêmio pela assinatura do contrato.
Melhores classificados que seus rivais no Brasileirão, Atlético-MG e Inter têm folhas bem mais baixas do que Cruzeiro e Grêmio. O Galo gasta R$ 8,5 milhões, enquanto o Colorado, R$ 7,5 milhões.
Por falar em Inter, o time de Odair Hellmann e o Athletico Paranaense são aqueles que seguem vivos na Libertadores e na Copa do Brasil com menor folha. A presença de diversos atletas da base no elenco principal permitem ao Furacão ter apenas o 12º grupo mais caro do país: R$ 3,6 milhões.
Com exceção do Flamengo, os demais cariocas têm times bem baratos, devido à crise financeira. O Vasco gasta cerca de R$ 4 milhões, contra R$ 3 milhões do Botafogo e R$ 2,7 milhões do Fluminense.
AS FOLHAS SALARIAIS DOS TIMES DA SÉRIE A:
1º Palmeiras: R$ 18 milhões por mês
2º Flamengo: R$ 17 milhões
3º Cruzeiro: R$ 15 milhões
4º Santos: R$ 12 milhões
5º Grêmio: R$ 11 milhões
6º Corinthians: R$ 10,4 milhões
7º São Paulo: R$ 10,2 milhões
8º Atlético-MG: R$ 8,5 milhões
9º Internacional: R$ 7,5 milhões
10º Chapecoense: R$ 5 milhões
11º Vasco: R$ 4 milhões
12º Athletico Paranaense: R$ 3,6 milhões
13º Bahia: R$ 3,3 milhões
14º Botafogo: R$ 3 milhões
15º Fluminense: R$ 2,7 milhões
16º Ceará: R$ 2,5 milhões
Fortaleza: R$ 2,5 milhões
Goiás: R$ 2,5 milhões
19º CSA: R$ 1,8 milhão
20º Avaí: R$ 1,7 milhão
Fonte: Blog do Jorge Nicola 
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Após demitir Rabello, Juazeirense anuncia Maurílio Silva como novo treinador


por Gabriel Rios
Após demitir Rabello, Juazeirense anuncia Maurílio Silva como novo treinador
Foto: Ramon Smith / Treze
Após a demitir Carlos Rabello (veja aqui), a Juazeirense já contratou o novo treinador para a sequência da Série D do Brasileiro. Trata-se de Maurílio Silva, que estava no Altos-PI. O técnico chega nesta terça-feira (2) e já comanda o jogo-treino do Cancão contra o 1º de Maio, em Petrolina.

Presidente da Juazeirense, o deputado estadual Roberto Carlos (PDT) explicou a mudança no comando da equipe e disse que o longo jejum sem vitórias fora de casa foi um fator determinante. Após empatar no Adauto em 1 a 1, o Cancão de Fogo tem uma decisão contra o Iporá, no próximo domingo (7), às 15h, no Ferreirão, em Goiás, pelo jogo de volta das oitavas de final da Série D.

“Contratamos o novo treinador para dar uma cara diferente. Precisamos elevar a auto-estima dos jogadores fora de casa. Esse jogo é de extrema importância para os nossos objetivos. Ele é experiente e vai tocar a Juazeirense. Passamos a noite toda conversando e chegamos a um acordo”, disse em entrevista ao Bahia Notícias.

O mandatário do Cancão ainda elogiou o técnico Carlos Rabello, demitido após uma reunião na noite desta segunda (1º).

“Conversamos muito com o Rabello, entramos no entendimento. É um companheiro, além de um treinador capaz e competente, é um amigão. Construiu aqui uma parceria muito forte conosco. Nesse momento que o time não está evoluindo fora de casa, que ele pudesse deixar o comando”, explicou.

Além do Altos-PI, Maurílio já dirigiu clubes como Nacional, Treze-PB, Ferroviário-CE, ASA, Icasa-CE, entre outros.

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Juazeirense anuncia novo treinador como substituto de Carlos Rabello

MAURÍLIO SILVA ESTAVA COMANDANDO O ALTOS DO PIAUÍ

Foto: GERALDO BUBNIAK/AGB/ESTADÃO CONTEÚDO
Em meio às decisões pelo Campeonato Brasileiro da Série D, a Sociedade Desportiva Juazeirense demitiu o técnico Carlos Rabello na segunda-feira (1º) após empate em casa com o Iporá-GO em 1 a 1, pelo jogo de ida das oitavas de final da competição nacional, mas agiu rápido e já anunciou o substituto. Trata-se de Maurílio Silva, que estava comandando o Altos do Piauí. O novo treinador é aguardado nesta terça-feira (2) em Juazeiro e já comanda o time no jogo-treino do Cancão de Fogo contra o 1º de Maio, em Petrolina. Maurílio também acumula passagens por Nacional, Treze-PB, Ferroviário-CE, ASA, Icasa-CE, entre outros.
O longo jejum sem vitórias fora de casa foi um fator determinante para a demissão de Carlos Rabello (que estava no clube desde fevereiro), segundo informou o deputado estadual Roberto Carlos (PDT), presidente da Juazeirense. O próximo compromisso do Cancão de Fogo pela Série D é no próximo domingo (07), às 15h, no jogo de volta das oitavas de final contra o Iporá. Para se classificar e seguir brigando pelo acesso, o time precisará vencer no Estádio Municipal Francisco José Ferreira, mais conhecido como Ferreirão, ou então empatar no tempo normal e decidir a classificação na disputa por pênaltis.
Na fase anterior, a Juazeirense eliminou o Patrocinense na disputa por pênaltis vencendo por 5 a 4, após um empate por 1 a 1 no placar agregado dos 180 minutos – vitória por 1 a 0 no Adautão e derrota por 1 a 0 no Pedro Alves do Nascimento. O Iporá-GO, por sua vez, despachou o União Rondonópolis. Na ida, perdeu por 3 a 2 no Luthero Lopoes, porém, na volta, atuando no Ferreirão, venceu por 2 a 0 e se classificou. 
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Carlos Rabello cita planejamento e comenta expectativa em retorno à Juazeirense


por Gabriel Rios
Carlos Rabello cita planejamento e comenta expectativa em retorno à Juazeirense
Foto: Reprodução
O técnico Carlos Rabello está de volta à Juazeirense. O treinador recebeu a proposta do clube, na noite deste domingo (10), e pediu demissão do Jequié. Vale lembrar que o comandante estava no Cancão de Fogo na campanha que garantiu o acesso à Série C do Campeonato Brasileiro. 

"Esta proposta ocorreu ontem à noite após  o jogo contra o Vitória da Conquista. Analisei e resolvi aceitar, por ter uma boa relação com o presidente [Roberto Carlos] e o  Serginho [diretor do clube]. Também levei em conta o planejamento após o Campeonato  Baiano. Evidente que não foi uma decisão  fácil, pois  o Jequié me deu todas  as condições de trabalho. Também agradeço  a confiança e a oportunidade  dada pela diretoria do Jequié, através do Presidente  Leur e do  Camilo [diretor]", explicou em entrevista ao Bahia Notícias. 

Rabello também comentou a expectativa de assumir o Cancão de Fogo. O time ainda não venceu no Campeonato Baiano e segura a lanterna da competição estadual com apenas dois pontos. 

"Já conheço o clube. Quando subimos para à Série C era um outro momento. Volto em uma situação mais complicada, o clube ainda não venceu no Campeonato Baiano. Se terminasse hoje, a Juazeirense seria rebaixada. Temos que reverter esse quadro. Vamos buscar já a primeira vitória no jogo de domingo", afirmou. 

Como a próxima partida da Juazeirense só acontece no dia 20 de fevereiro, diante do Flu de Feira, no Adauto Moraes, o técnico Rabello comemorou o período para treinar a equipe. 

"Temos um tempo hábil para treinamento. Que a gente possa colocar nossas ideias para os jogadores. Que eles possam dar uma resposta positiva e que possamos fazer um bom jogo contra o Flu de Feira. Precisamos vencer", finalizou. 

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Governadores e líderes não fecham acordo por estados na reforma da Previdência

Novo relatório deve ser apresentado nesta terça-feira e pode ser votado na quarta

Thiago Resende
BRASÍLIA
Terminou sem acordo a reunião para tentar reincluir servidores estaduais e municipais na reforma da Previdência, em análise pelo Congresso.
A tendência ainda é que os governadores e prefeitos tenham que mobilizar 308 deputados para que, em votação no plenário, estados e municípios retornem à reforma.
Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, durante o evento Ethanol Summit
Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, durante o evento Ethanol Summit - Aloisio Mauricio - 17.jun.2019/Folhapress
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reuniu, nesta terça-feira (2), governadores e líderes partidários em busca de um consenso para que a reforma também tenha validade para estados e municípios.
Líderes que representam a maioria da Câmara não querem aprovar medidas para ajudar no ajuste de contas de governadores e prefeitos que fazem campanha contra quem vota a favor da reestruturação do sistema de aposentadorias.
Segundo os líderes do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), e do Solidariedade, Augusto Coutinho (PE), apesar da falta de acordo em relação a servidores estaduais e municipais, há um consenso para que o relator da reforma, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), apresente nesta terça a nova versão da proposta.
A votação seria nesta quarta-feira (3) na comissão especial da Câmara que analisa o tema. Mas o acordo não incluiu a oposição.
Governadores de partidos da oposição participaram do encontro com Maia e confirmaram que ainda se busca um entendimento a respeito do futuro dos estados e municípios na reforma.
O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), disse que houve avanço nas negociações, mas que, agora, a decisão é dos líderes partidários.
Deputados querem a garantia de que parlamentares da oposição também vão votar pelas mudanças nas aposentadorias.
Dias e o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), não se comprometeram com a quantidade de votos que seriam adicionados à proposta por conta da articulação dos governadores.
Dias informou que cada estado apresentou uma estimativa de votos adicionais ao texto, mas que os líderes teriam que conseguir convencer os deputados. No caso do Piauí, três parlamentares poderiam mjdar de posição caso a reforma também tenha validade para servidores estaduais e municipais.
Governadores do Nordeste querem, além da reestruturação da Previdência, medidas que aumentem a receita dos estados e a criação de um fundo de compensação com recursos a serem obtidos, por exemplo, com contratos no setor de petróleo.
Moreira aguardava a decisão dessa reunião entre Maia e governadores para reincluir estados e municípios na reforma ou deixa-los fora.
A nova versão do projeto de reestruturação do sistema de aposentadorias dos trabalhadores da iniciativa privada e de servidores públicos deve ser apresentada por Moreira às 16h.
No mesmo horário, o ministro Sergio Moro (Justiça) deve participar de audiência conjunta de quatro comissões da Câmara sobre supostas mensagens trocadas com o coordenador da Operação Lava Jato, procurador Deltan Dallagnol.
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Capim, do Águia Clube | Eneas Brito, da Liga Desportiva de Jequié - Falando de Esportes - 29/04/26