Na reta final do Baianão, todo cuidado é pouco!

Todo ano vários clubes tentam a sorte na fraca, porém disputadíssima Série A do Campeonato Baiano, mas apenas quatro ou cinco estão realmente habilitados para brigar pelo título. O resto dos participantes se limita a sonhar com vagas em competições nacionais ou, em casos extremos, lutar contra o rebaixamento. Entre os concorrentes desta edição de 2019, somente Vitória, Bahia de Feira, Bahia, e Vitória da Conquista não sabem o que é cair para a Segunda Divisão, com o agravante o Conquista estar na elite apenas desde 2006.
Dito isso, existe uma tendência forte entre os clubes do interior de eventualmente brigarem nas posições inferiores da tabela. O time em apuros da vez é o Jacobina, mas dadas as circunstâncias do decorrer do campeonato, o Jequié deve tomar cuidado para não entrar nessa disputa.
Diante do histórico de rebaixamentos no Baianão, é justo que citemos falhas reincidentes que, se tornando uma bola de neve, podem culminar no cumprimento de uma cartilha, de um "Manual do Rebaixamento".
Montagem do time feita de forma precária, dirigentes que lutam pelos próprios interesses em detrimento do clube, não conseguir somar pontos em seu próprio estádio, brigas por poder e falta de comando (ingerência) são itens constantes nesse manual.
Os problemas pelos quais o Jequié passa nessa reta final de competição (a exemplo da saída de Carlos Rabelo, Ítalo Oliveira e Roberto Júnior) são contornáveis, mas se mal administrados, podem se transformar numa bola de neve e complicar a situação.
É o Jacobina, como dissemos, o maior preocupado da parte debaixo da tabela. mas nunca é demais alertar - como há muito se vem alertando - sobre os perigos da curta estrada da competição: 'quem avisa amigo é!'
Equipe Bola de Ouro / Felipe Fontes
https://www.solaresportes.com/noticias/na-reta-final-do-baianao-todo-cuidado-e-pouco
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Técnicos brasileiros ignoram e/ou têm medo de implantar os avanços do futebol

Treinadores do país preferem a mesmice

Mauro da Luz comemora após driblar o goleiro Vanderlei e marcar o gol do River Plate (URU) sobre o Santos, pela Copa Sul-Americana - Miguel SCHINCARIOL/AFP
No gol do fraco River Plate do Uruguai, que eliminou o Santos da Copa Sul-Americana, os dois zagueiros estavam no meio-campo. A bola foi lançada nas costas dos defensores, o goleiro Vanderlei saiu do gol e foi driblado. Lance parecido ocorreu na recente vitória do Santos sobre o São Paulo, quando o goleiro Tiago Volpi saiu atrasado.
No meio da semana, assisti à quase todos os jogos das principais equipes europeias, e nenhuma atuou com os zagueiros na linha do meio-campo, como o Santos, nem muito recuados, colados à grande área, como é habitual no futebol brasileiro. Os zagueiros se posicionavam na intermediária, mais ou menos na mesma distância das linhas da grande área e do centro do campo.
Com isso, havia menos espaços nas costas dos defensores e entre eles e os armadores.
Para evitar as bolas nas costas, é preciso bom posicionamento, zagueiros rápidos e goleiros treinados para fazer a cobertura, além da marcação por pressão, para não deixar o adversário ficar com a bola e lançá-la no espaço vazio.
Na Copa de 2014, o goleiro Neuer, da Alemanha, deu um show nas saídas do gol. Chegava sempre antes do atacante. 
Ederson, da seleção e do Manchester City, talvez seja hoje o goleiro que melhor joga fora do gol, pela chegada rápida na cobertura e por ter um ótimo passe. Desarma e inicia o contra-ataque. 
São os avanços do futebol, que os técnicos brasileiros ignoram e/ou têm medo de implantar. Preferem a mesmice. 
Por melhor que a defesa seja preparada para jogar com os zagueiros adiantados, há sempre mais riscos que o habitual.
Os técnicos Alberto Valentim, do Vasco, quando dirigiu o Palmeiras, Cristóvão Borges, em todas as equipes que comandou, e Levir Culpi, no Brasileiro do ano passado, organizaram os times com os zagueiros adiantados, quase na linha do meio-campo, e se deram mal.
Não basta ter bons conceitos. É preciso saber fazer.
O Athletico, quando era dirigido por Fernando Diniz, sofria muitos gols, porque tentava trocar passes, perdia a bola e deixava grandes espaços na defesa. Com o Fluminense, isso não tem ocorrido. É uma evolução do técnico. A dificuldade maior do Fluminense, assim como a do Santos, é a pouca qualidade individual.
Cada vez mais, os grandes times europeus alternam, em um mesmo jogo, dependendo do momento, a marcação mais adiantada por pressão com a mais recuada, para fechar os espaços e contra-atacar. 
O Atlético de Madri, dirigido por Simeone, faz isso muito bem. No Brasil, o Grêmio tem postura parecida, além de proteger a defesa com a posse de bola e a troca correta de passes.
Após resultados negativos de Fluminense e Santos, surgem duras críticas a Fernando Diniz e a Sampaoli, tratados como professores pardais, que gostam do jogo bonito, mas improdutivo, desvinculados da realidade. Os adeptos da mesmice ficam eufóricos. Os outros treinadores se sentem vitoriosos e mais seguros do que fazem. O derrotado é o futebol brasileiro, que não sai do lugar.
A intolerância e a radicalidade na vida brasileira estão também presentes no futebol. É necessário criticar a incapacidade de inovar e as condutas ultrapassadas da maioria dos treinadores brasileiros, mas sem se iludir que tudo o que é novo, diferente, seja bom. A racionalidade, a independência e a isenção, para observar e opinar, são cada vez mais raras.
Tostão
Cronista esportivo, participou como jogador das Copas de 1966 e 1970. É formado em medicina.

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/tostao/2019/03/tecnicos-brasileiros-ignoram-eou-tem-medo-de-implantar-os-avancos-do-futebol.shtml

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[TRANSMISSÃO AO VIVO] VIRA COPOS X MANDACARU CITY - Final - Campeonato da Cidade Nova