Sucesso do Real Madrid e Barcelona e a ousadia do rubro-negro Paulo Carneiro


A genialidade e grande visão de Marketing de dois presidentes de times rivais que com ousadia transformaram a realidade dos seus seu clubes.

Em 2003, o Barcelona estava completamente atolado em dívidas, que ultrapassava os US$ 230 milhões, teve que vender seu terreno que era destinado à construção do seu centro de treinamento, e continuou longe de conseguir saldar suas dívidas. O time patinava nas últimas colocações do Campeonato Espanhol. Em meio à grande crise houve a renúncia do seu presidente Joan Gaspart, o clube tinha metas bem modestas no campeonato espanhol, era garantir somente uma vaga na copa da UEFA, mas o sonho de consumo do time era conseguir um título europeu que, além de prestígio lhe renderia US$ 50 milhões. Porém, a realidade do Barcelona mudou quando um candidato a presidente que não era favorito (Joan Laporta) prometia como uma jogada estratégica e inteligente, se eleito, já havia um acordo para a contratação de David Beckham que era o grande astro do Manchester United, que na verdade já estava acertado pelo Real.
Isso o fez vencer as eleições e, ao invés de trazer David Beckham, como havia prometido, sua jogada foi bem mais primorosa e ousada numa verdadeira jogada de mestre. Trouxe a grande estrela do Paris Saint-Germain, o craque Ronaldinho Gaúcho, por 25 milhões de euros. O brasileiro na época que chegou, o Barcelona estava há quatro anos sem ganhar um Espanhol e onze sem ganhar a Liga dos Campões que até então só havia conquistado uma vez. O impacto da sua vinda foi tamanha que o clube bateu todos os recordes na vendagem de camisa superando e muito Beckham que foi considerado fenômeno nas vendagens pelo Real. Já em 2004 e 2005, Ronaldinho era eleito pela FIFA como melhor jogador do mundo e pela UEFA o melhor atacante, o sucesso para finanças do clube foi tamanha que na temporada seguinte o Barça já tinha dinheiro e contratou Deco e Samuel Eto’o. Há quem diga que o Barcelona era um antes de Ronaldinho e depois dele virou outro. Durante os cincos anos de Ronaldinho pelo Barça ele conquistou: Duas Ligas Espanholas, uma Liga dos campeões, duas Super Copa da Espanha, e Três Copas da Catalunha.
Enquanto o Real em 2003 já navegava em águas bem mais tranquilas diferente da sua realidade de um ano e meio atrás que atravessara uma crise tendo que vender seu centro de treinamento por US$ 250 milhões, o presidente Florentino Perez vislumbrando estritamente alavancar área de Marketing contratou Beckham por 37,5 milhões de euros, valor pago somente com a vendagem de camisa. Beckham superou todas as expectativas e tornou-se uma verdadeira mina de ouro para o Real, segundo declaração do presidente Florentino Perez, dos cincos contratados mais caros do Real ele foi quem deu maior retorno financeiro, nos seis primeiros meses o Real vendeu 1 milhão de camisas com seu nome, nos dois anos seguintes, o clube aumentou 60% as vendas de merchandising e 137% as receitas oriundas de patrocinadores. O time dos Galácticos como era chamado proporcionavam espetáculos por onde passava, só em uma turnê por Japão, Malásia, Tailândia e Vietnã em apenas 10 dias recebeu dos patrocinadores 14 milhões de euros.
Essa opulência faz parte de uma filosofia de gestão que transformou esses clubes de futebol em máquinas milionárias. Em vez de gasto, eles consideram a aquisição de Super Craques como investimentos, uma alavanca para arrebatar mais recursos com direito de transmissão, novos contratos de publicidade, merchandising e licenciamento de produtos. O último balancete divulgado pelo Real suas receitas da temporada 2016/2017, o clube faturou 674,6 milhões de euros, o equivalente a R$ 2,52 bilhões, seu lucro líquido foi de 21,4 milhões de euros, já o balancete econômico da temporada 2016/2017 do Barcelona que saiu de 2003 com sérias dificuldades financeiras, teve um faturamento recorde na história do clube de 708 milhões de euros, gerando um lucro líquido de 18 milhões de euros.
Não quero com isso comparar nossa realidade com a realidade do Futebol Europeu, longe disso, mas, as mentalidades dos dirigentes que através da ousadia e visão transformou a realidade dos seus clubes, falo isso porque no futebol da Bahia entre nossos dirigentes tivemos poucos visionários e dentre eles os que eu considero um, não acompanhei toda sua história porque ainda não era nascido, mas através de relatos o Osório Vilas Boas não foi só o primeiro campeão brasileiro, ele foi ainda vice-campeão brasileiro por mais duas vezes em 1961 e 1963. O Bahia era sempre competitivo contra qualquer time do Brasil, já criança acompanhei a sua grande ousadia para época, trazer duas grandes revelações do Santos, Douglas e Picolé. Douglas foi na minha opinião o verdadeiro craque que vi jogar com a camisa do Bahia e vê-lo jogar era prazeroso.
Outro dirigente que já me pronunciei a respeito da sua capacidade aqui no texto sobre Política, Futebol e Modernização do Bahia, foi Antônio Pithon, não irei repetir para não alongar. O outro foi o polêmico Paulo Carneiro, pegou o Vitória todo endividado sem grande visibilidade no futebol brasileiro, organizou o clube, transformou completamente sua realidade e conseguiu ser Vice-Campeão Brasileiro, e numa jogada de grande ousadia trouxe dois grandes craques para o time dando uma grande visibilidade no futebol brasileiro: Petkovic que pertencia ao Real Madrid e Bebeto que ainda estava em boa performance e jogava também na Espanha pelo Sevilla. Em 1994, tinha ganho a Copa do Mundo para o Brasil, formando excelente dupla com Romário.
Lembro-me da entrevista para formalizar a contratação de Bebeto em um BA x Vi na Fonte Nova. A torcida do Bahia tomava quase todo estádio e era torcida dividida (antes não existia quantitativos de ingressos para cada torcida o que separava era o local), quando foi entrevistado o presidente Carneiro falou: “Eu queria era ter uma torcida dessa para ver o que eu iria fazer”.
Com essa grande jogada, ele alavancou o número de torcedores do rival principalmente na faixa etária mais nova porque ainda era fresca a sua excelente participação na Copa, o seu grande problema sempre foi seu temperamento chegando às vezes ser arrogante no trato com as pessoas, mas, é difícil fazer esse julgamento porque os bastidores do futebol são fétidos e talvez se ele não tivesse essa postura, não estaria vivo, teria o mesmo fim de Pithon, por isso que a turma do jabá se arrepia quando ouve o nome dele e ele não poupava nem os seus “amigos”. Lembro-me de uma entrevista a um desses “amigos” que era um grande puxa saco dizia a ele: “Paulinho aqui na nossa emissora nós damos muito espaço para o Vitória diferente do que acontece nas outras emissoras”, esperando um elogio, ele sem pestanejar retrucou “Você não esta fazendo nenhum favor para mim, isso não passa de sua obrigação” ao vivo. O cara todo sem graça disse “Paulinho é gente boa agora é cabeça quente vamos chamar o comercial enquanto ele esfria a cabeça “.
Essa reflexão serve para mostrar que a melhor maneira de superar a crise é com inteligência e visão. A capacidade tanto financeira como técnica dos nossos clubes é reflexo dos dirigentes que temos. Vemos jogadores ganharem salários astronômicos na Europa e seus clubes com grandes lucros, porque eles têm uma capacidade administrativa e inteligência para enxergar muito além do que consegue enxergar nossos dirigentes. Precisamos de dirigentes bem mais ousados e menos tecnocratas e burocratas. Os planos de sócio do Bahia são fantásticos, camisa oficial, descontos em centenas de empresas de vários segmentos, ingressos garantidos, no final saem quase de graça, e porque não temos mais de quarenta mil sócios???
Porque tudo isso é bom, muito bacana, mas, o fundamental é conquistar títulos importantes, ter no elenco jogadores com qualidade e técnicos competentes para voltarmos a ter prazer em irmos ao estádio e deixarmos de assistir partidas medíocres em total desrespeito ao torcedor, e com tanto desencanto e maltrato a cada ano que passa ele arrefece e o número vai diminuindo nos estádios. Perder título para um time modesto como Sampaio Corrêa representou um grande prejuízo financeiro de R$ 4 milhões, podendo ainda ser bem maior. Bastaria apenas passar mais fases na Copa do Brasil, ganharia mais R$ 3 milhões, quem pagará esse prejuízo ao clube, em um texto aqui falei das diversas demonstrações de amor da sua torcida com clube em vários momentos dele e ela merecia uma homenagem, e a reciprocidade sempre foi muito pequena.
Todos esses exemplos de sucessos dos grandes clubes no mundo só foram possíveis porque todos eles tiveram um lastro fundamental, uma grande torcida para tornar seus sonhos em realidade. Também temos um manancial enorme de combustíveis necessários para transformar a realidade dos nossos clubes, que é uma apaixonada nação de torcedores, precisamos apenas dirigentes com um pouco mais de visão para incendiar nosso futebol. Dirigentes Bitolados e Burocratas, Times e Receitas Medíocres, Dirigentes Inteligentes e Ousados, Receitas e Títulos em Abundância.

Jorge Machado, torcedor do Bahia, amigo e colaborador do Futebol Bahiano.

https://futebolbahiano.org/2018/07/sucesso-do-real-madrid-e-barcelona-e-a-ousadia-do-rubro-negro-paulo-carneiro.html
Read More

Leia Mais BNDES apresenta linhas de crédito na Prefeitura de Jequié

Representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), esteve reunida na manhã desta quinta-feira (12), com o prefeito Sérgio da Gameleira, vice-prefeito Hassan Iossef, secretários e vereadores, oportunidade em que foram apresentadas diversas linhas de financiamento disponíveis para que o município invista nas áreas de Infraestrutura, para requalificação urbana; de Serviços Públicos, para modernização da iluminação pública, mobilidade e segurança pública; além de Saúde, Esporte, Cultura e Desenvolvimento Social. A instituição financeira esteve representada pelo chefe do departamento do Departamento de Originação Nordeste, Caio Cavalcanti e a economista da Área de Fomento e Originação de Negócios, Adriane Carine Bezerra de Melo Silveira. O prefeito Sérgio da Gameleira, a disponibilização de linhas de crédito pelo BNDES ao município de Jequié, está sendo possível em razão do trabalho desenvolvido pela atual gestão, de recuperação do Cadastro Único de Convênios (CAUC), após anos negativado, e, “pelos esforços que vêm sendo feitos para a retomada do crescimento, a partir do resgate do respaldo e do crédito junto aos bancos credores, o município de Jequié voltou a se tornar um lugar propício aos investimentos externos estratégicos de médio prazo”, disse o prefeito.
http://www.jequiereporter.com.br/blog/
Read More

Menor foi detido por populares após assalto no bairro Jequiezinho

Publicado em 13/07/18 | 0 comentários
Menor foi detido por populares após assalto no bairro JequiezinhoUm menor assaltante foi apreendido nas imediações da Avenida Professora Virgínia, o malandro foi capturado por populares. O menor de 16 anos informou que havia dispensado nas proximidades um revólver calibre 32 e o celular roubado de uma vítima. De posse dessa informação, foi realizada, juntamente com a Gavião 10, uma busca nas proximidades, porém não foi encontrado o celular, somente o revólver. O delinquente foi conduzido à 9° COORPIN, juntamente com o material apreendido para que fosse tomadas as medidas cabíveis. http://juniormascote.com.br/
Read More

Presidente da Câmara de Jequié cobra, em audiência com representantes da Coelba, aumento da rede de atendimento na cidade

Publicado em 12/07/18 | 0 comentários
Presidente da Câmara de Jequié cobra, em audiência com representantes da Coelba, aumento da rede de atendimento na cidadeO presidente da Câmara de Vereadores de Jequié, Emanuel Campos Silva - Tinho (PV) -, cobrou o aumento da rede de atendimento da Coelba na cidade de Jequié, durante a audiência que teve com representantes da Coelba, nesta quarta-feira, 11.07. A reunião, realizada na Câmara, serviu para ampliar as discussões em torno do impasse entre a Coelba e a Caixa Econômica Federal que interrompeu, em 1° de junho, o recebimento das contas de luz nas lojas lotéricas. “A demora na não renovação do contrato vem prejudicando a população, principalmente a mais pobre que encontra muitas dificuldades de efetuar o pagamento através dos canais alternativos disponibilizados pela concessionária bem como em razão das longas filas nos pontos de atendimento hoje existentes” criticou o presidente ao falar que os vereadores, desde o primeiro momento, tem demonstrado preocupação com a situação e cobrado agilidade para por fim ao impasse. Tinho aproveitou a audiência para, não somente cobrar o imediato aumento da rede de atendimento na cidade, assim como defender a instalação de pontos nos bairros. “A descentralização do atendimento é muito importante. Portanto, esses postos não devem se resumir ao centro da cidade. Também é preciso atender no Jequiezinho, Joaquim Romão, Mandacaru entre outras localidades para facilitar a vida dos moradores”, destacou. Os representantes da concessionária: Sheila Cristina Santos (Unidade de Atendimento de Itabuna), Tereza Cristina Cardoso (Unidade de Jequié) e Valério Maciel Viana (Vitória da Conquista), reconhecem que o problema tem gerado reclamações em razão das grandes filas que os moradores enfrentam para quitar suas faturas, no entanto, destacaram que o número de estabelecimentos comerciais e a rede credenciada própria, que são os pontos de serviços da Coelba, estão sendo ampliados e outros serão instalados em breve. “Recebemos o convite do presidente da Câmara para abordamos sobre esse assunto. Transmitimos a ele que nós já estamos prospectando novos parceiros. Estamos trabalhando para ampliar o atendimento no centro (Praça da Bandeira) e Joaquim Romão (Proximidades da Feira). Também vamos olhar muito para outros bairros populosos da cidade como Jequiezinho e Mandacaru”, disse Sheila Cristina durante a audiência. Informou ainda que todo comerciante com interesse de ser um parceiro da Coelba como rede credenciada Coelba Serviços pode enviar e-mail para coelbaservicos@neoenergia.com colocando seu nome e telefone para contato que a área de arrecadação da concessionária irá avaliar a possibilidade iniciar essa parceria.http://juniormascote.com.br/
Read More

Datena diz que desistiu de ser candidato ao Senado pelo DEM em São Paulo

Após idas e vindas Datena desiste de ser candidato a senador,  “por que não era a hora”
O apresentador José Luiz Datena, anunciou nesta segunda-feira (9), que desistiu de ser candidato ao Senado em São Paulo. Explicou que tomou essa decisão porque percebeu que “não era a hora” e porque não se sente preparado para entrar na política. O anúncio foi feito durante o programa Brasil Urgente, comandado por ele na TV Bandeirantes. “Conversei com minha família, com Deus, com poucos amigos, ouvi muitas opiniões do povo na rua e achei que ainda não era a hora”, disse o apresentador. “Ainda não estou preparado para ajudar meu País na política. A política depende de gente séria, capaz, que consiga ultrapassar a maior crise que já enfrentamos. Vamos esperar que outros quadros apareçam para tirar o Brasil dessa situação. É difícil? É, é quase impossível. Por isso que quando refleti, vi que não me sinto preparado para ajudar meu povo, a nação brasileira, numa outra função que não esta aqui”. Datena, que se filiou ao DEM, afirmou que estava realmente decidido a ser candidato ao Senado por São Paulo. Contou, inclusive, que recebeu a promessa dos donos da Bandeirantes de que poderia voltar a apresentar o Brasil Urgente após a eleição. Ele ainda tem dois anos e meio de contrato com a emissora. “É claro que, aparecendo na televisão como estou aparecendo, agora fica eliminada qualquer possibilidade, qualquer perspectiva, de eu ser candidato a qualquer cargo eletivo na República Federativa do Brasil”, disse.
http://www.jequiereporter.com.br/blog/
Read More

Atacante do Boca Juniors acerta com o Vitória e é aguardado em Salvador


Após anunciar e apresentar cinco reforços, o Esporte Clube Vitória segue trabalhando na busca pela qualificação do elenco para sequência do Campeonato Brasileiro. O próximo a desembarcar na capital baiana é o atacante argentino Walter Bou, do Boca Juniors (ARG). O presidente Ricardo David confirmou nesta terça-feira (10) o acerto com o jogador. Ele é aguardado em Salvador na manhã de quarta (11) para realizar os exames e assinar contrato.
“Walter Bou está chegando no início da manhã de quarta para fazer os exames médicos. Depois dos exames é que iremos anunciar oficialmente”, disse o mandatário. Bou chega por empréstimo de um ano e com opção de compra ao término do vínculo.
Walter Bou começou na base do Gimnasia y Esgrima La Plata e estava atuando no Boca Juniors desde 2016, onde atuou em 48 jogos disputados e marcou 9 gols, porém, perdeu espaço com a chegada de Mauro Zárate e a recuperação de Darío Benedetto. Walter tem 77 partidas como profissional pelas duas equipes em que jogou, marcou 16 gols e deu 3 assistências.
https://futebolbahiano.org/2018/07/atacante-do-boca-juniors-acerta-com-o-vitoria-e-e-aguardado-em-salvador.html
Read More

Fracasso do Bahia na final da Copa do Nordeste foi sinistro e questionável

"A MEU VER, TEM ALGO ESTRANHO, MUITO ESTRANHO NESSA FINAL"

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

A Copa do Nordeste 2018 e seu INÉDITO CAMPEÃO – Viva a Bolívia Querida!

Ainda meio atônito diante do vexame que nos proporcionou o nosso Esporte Clube Bahia nessa decisão da Copa do Nordeste, no último sábado, na Arena Fonte Nova, venho questionar algumas passagens, ocorridas no intervalo entre uma partida e outra, para tentar entender o que de fato tenha acontecido.
Claro que não tenho pretensões em ser uma pessoa dotada de raciocínio privilegiado mas, fiquei muito encafifado diante da bizarra atuação do time Tricolor em si. Gostaria preliminarmente de me eximir das provas pois, repito, são meras elucubrações e não podem, nem devem ser consideradas como “choro”. Antecipando aos vicentinos, nas suas hilariantes tentativas de maximizar um mínimo vexame, devo informar que o time do aterro foi desclassificado de forma vergonhosa por esse mesmo nosso algoz de sábado.
Nunca fui e não sou adepto da teoria da conspiração! Aceitei o resultado de boa ainda que, repito, tenha me deixado virado no estopô da gangrena do raio da siribrina!!!
Mas… Vamos lá!
O Bahia como sempre, e merecidamente, chegou em mais uma final desse importante torneio regional que envolve os principais clubes da nossa amada região Nordeste. Conseguiu esse lugar de honra com esforço próprio e sem maiores favores quando derrotou os adversários que se apresentaram pelo caminho. Até então parecia algo muito certo e cartesiano que, sem maiores dificuldades, o Bahia ganharia com os méritos e louvores esse importante certame.
Foi até a capital maranhense e diante de um adversário empolgado pela “INÉDITA” (guardem bem essa palavra) final, estaria jogando o “jogo da sua vida” diante de um Clube da série A e, teoricamente muito superior. Começou o jogo e num lance de total infelicidade (repetida para variar) o Bahia tomou o gol mais rápido da Copa (do Nordeste), aos 53 minutos do mal iniciado primeiro tempo da peleja dita de ida. Após essa fatídica jogada, o Bahia foi pra cima e encurralou o adversário que começava a revelar a sua maior arma, o Goleiro Andrey, que “pegava” até pensamento.
O Tricolor Baiano martelou o adversário até o final do jogo ainda que tenha sofrido alguns contra-ataques perigosos que quase jogavam o sonho do Tetra do Nordeste pela via inferior. Assistimos, em resumo, uma partida de razoável à boa do Bahia que, apesar de todo o empenho, não conseguiu sequer um gol ao longo dos 89:07 minutos, sem contar os acréscimos.
Jogo encerrado, vantagem revertida e uma quase certeza de que o Bahia iria, dentro da Arena Fonte Nova, diante da Grande e Imensa Nação Tricolor, dar um troco num placar suficiente para, finalmente, sair vencedor da desejada “orelhuda”.
Chegou o grande dia! Dia de minimizar o sofrimento que havia nos proporcionado a seleção pátria, na Copa do Mundo ainda em curso. Alegria! Sábado o Bahia iria animar os Tricolores que se dispuseram em ir ao Estádio e, na via da regra, empurrar o Tricolor de Aço para um grande triunfo. Expectativa geral. Edigar Junio estava voltando, havia a promessa de que os gols enfim sairiam.
Começa o jogo e o Bahia, personificado pelo Grefore, toma o cartão amarelo mais rápido da Copa (do Nordeste, é claro). Entretanto, demonstrava que o elenco estava disposto a liquidar a fatura ainda no primeiro tempo. Ledo, triste e doloroso engano! Diante dos mais de 45 mil pagantes (os maranhenses vieram em número de, no máximo, 60 – 80 testemunhas) que puseram os pés num Estádio de primeiríssimo mundo. Então, sem ser matemático, a maioria absoluta, relativa e mediana do Estádio era dos Tricolores ávidos em comemorar mais uma importante conquista.
Só que as favas não foram bem contadas e nada de gol, ou dos necessários gols para levantarmos a linda “orelhuda”. pela segunda vez consecutiva. O que houve? Onde estava o “pé frio” nas arquibancadas? Será que foi a minha ausência? Pois é. Fiquei em casa degustando uma “puro malte” estupidamente gelada e tentando entender a razão do Bahia realizar uma partida sem nenhum brilho.
Quem era o culpado? Ou os culpados? Enfim, como justificar uma partida do Tricolor bem abaixo daquela realizada em solo maranhense? Sinistro não?! Alguns culparam o Treinador, outros o Presidente e outros até colocaram a culpa na “mãe do pantanha”… Certeza apenas a de que jogadores como o Zé Rafael e até o Régis pareciam estar em outra dimensão. Outros também pareciam adivinhar que a missão “tetra do Nordeste” era impossível. Resultado: uma partida pífia e totalmente diferente da primeira realizada em São Luiz do Maranhão!
Eu, como disse ao iniciar esse tratado, fiquei observando, estático diante da TV, de 49 polegadas, em HD, o jogo e ouvindo o pessoal da emissora detentora dos direitos televisivos e me chamou a atenção o fato de que, desde o início da transmissão, eles frisarem com bastante ênfase o fato de que seria um título INÉDITO (olha a palavra aí) do que eles, numa “babação da porra”, insistiam em denominar o glorioso Sampaio Correia de “BOLÍVIA QUERIDA”!
Assim, ao final imaginei quando vi a merecida festa (ganhou e acabou, não se discute) do adversário (time fraco e de Série C) em solo baiano: será que esse time, tão frágil, que está em uma complicada situação na série B, foi realmente forte, guerreiro e superou o Bahia apenas pelos seus próprios méritos?
O Bahia por sua vez, foi tão raquítico que não conseguiu fazer um gol em 179:07 minutos? Então, imaginei: Será que não houve um “grande acordo comercial” para que esse “TÍTULO INÉDITO” (olha a palavra aí) para um fraco e pobre time do Maranhão?
A Copa do Nordeste, patrocinada pela Esporte Interativo ficaria, em tese, bastante depreciada pelo fato de ter sempre um mesmo Campeão: O Esporte Clube Bahia!
Isso colocaria em risco todo um projeto de valorização da competição visto que seria um certame que já começaria com um Campeão definido, antes mesmo das fases intermediárias. Eles estão copiando exatamente o que a poderosa Rede Bobo de TV tem feito ao longo de muitos anos, inclusive com os malditos horários para os jogos noturnos.
Desculpem mas, a meu ver, tem algo estranho, muito estranho nessa final.Uma pena pois, a cada dia, percebemos que o Futebol Brasileiro e por extensão, o Futebol Nordestino vem sendo tratado como um mero PRODUTO de prateleira.

Paulo Fernando, torcedor do Bahia, amigo e colaborador do Futebol Bahiano.


VEJA TAMBÉM: Em carta, Grupo de sócios do Bahia pede demissão de Enderson e dirigentes

https://futebolbahiano.org/2018/07/fracasso-do-bahia-na-final-da-copa-do-nordeste-foi-sinistro-e-questionavel.html
Read More

COPA DO MUNDO: França na final

Com equipe estruturada no ataque, defesa e meio de campo, seleção de Deschamps segue para final.

BELO HORIZONTE
França está na final, merecidamente. Foi um jogo equilibrado, de muita técnica, tática e emoção. As duas seleções, quando perdiam a bola, voltavam, marcavam e, depois, atacavam com muitos jogadores. A seleção francesa tem excelentes atacantes, como Mbappé e Griezmann, mas a força principal do time está no sistema defensivo, pelo posicionamento, pela qualidade dos zagueiros e dos três do meio-campo (Pobga, Kanté e Matuidi), que marcam e jogam muito, especialmente Kanté e Pogba.​
Paul Pogba, Raphael Varane e Olivier Giroud vibram após vencerem a Bélgica por 1 a 0 em São Petersburgo
Paul Pogba, Raphael Varane e Olivier Giroud vibram após vencerem a Bélgica por 1 a 0 em São Petersburgo - Christophe Simon/AFP
Não era esperado que Inglaterra nem Croácia chegassem à final. Isso aconteceu por suas virtudes, por enfrentarem seleções mais fracas e por terem vencido nos pênaltis.
Tite e a comissão técnica deveriam escutar as críticas construtivas e refletir sobre o que poderiam ter feito melhor. Por outro lado, tem havido muitas críticas equivocadas, injustas, além de darem muita importância a coisas que não têm importância. A crônica esportiva precisa também refletir. Eu já comecei.
Antes e durante a Copa, tinha algumas dúvidas e preocupações, que ficaram mais claras e evidentes. Quando Paulinho foi convocado, discordei. Ele atuou bem, fez gols e, para minha surpresa, foi contratado pelo Barcelona. Na Copa, Paulinho jogou mal e já voltou para a China. O Barcelona percebeu que ele não tem talento para ser o armador do time. Algumas coisas acontecem e, depois, voltam ao lugar. A esperança do Barcelona e da seleção brasileira é o jovem Arthur.
No momento em que a seleção precisou de Casemiro e Fernandinho juntos, durante o jogo contra a Bélgica, Casemiro estava suspenso. Até hoje, não sei, por falta de informações, qual era a situação de Fred, uma boa opção, que não jogou no Mundial. As notícias sobre a seleção eram pouquíssimas e sempre positivas. Vi, milhares de vezes, imagens e a informação de que a seleção fazia os 15 minutos de bobinho permitidos pela comissão técnica. Só isso.
Todos os bons treinadores do mundo tentariam explorar os espaços nas costas de Marcelo, como fez a Bélgica. Por isso e pelo enorme talento ofensivo do lateral, indaguei, antes de Tite assumir a seleção, se não seria bom testar Marcelo como meia pela esquerda ou mesmo como um ala, no esquema com três zagueiros. Tite disse certa vez que, se tivesse tempo, experimentaria Marcelo mais à frente. Penso que dois anos seriam suficientes.
Tostão
Cronista esportivo, participou como jogador das Copas de 1966 e 1970. É formado em medicina.

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/tostao/2018/07/franca-na-final.shtml
Read More

Em duelo tático de alto nível, França e Bélgica decidem o jogo na bola parada

Roberto Martínez e Didier Deschamps lançaram mão de várias estratégias e mudanças em mais uma partida decidida por um lance onde a bola não rola.

Em duelo tático de alto nível, França e Bélgica decidem o jogo na bola parada
Alexander Hassenstein/Getty Images
Por Leonardo Miranda
companhe a cobertura completa da Copa do Mundo no Twitter @leoffmiranda e no Facebook do Painel Tático
A semifinal proporcionada por França e Bélgica foi um resumo do que é o futebol de alto nível hoje: rápido, dinâmico e pouco faltoso. Com rico acesso à informação e domínio de seus grupos, Deschamps e Martinez lançaram mão de estratégias que buscavam surpreender e explorar pontos fracos do rival. Tal preparo tornou o jogo bem jogado e nivelado. Como superar tal equilíbrio, ditado pelas similaridades de preparação e talento entre dois rivais de peso?
A resposta é clara: um escanteio desviado por Umtiti leva a França para sua terceira final nos últimos 20 anos. São poucos segundos, mas muito preciosos. Com a bola rolando, o jogo foi muito parelho. Qualquer um poderia chegar à final. Por isso, é preciso ter em mão mais recursos para vencer um jogo. Novamente, detalhes: Fellaini pulou, mas Umtiti teve mais impulsão para desviar a bola. Um segundo que determina os próximos 4 anos para quem estava em campo.
O duelo tático foi do mais alto nível, como uma semifinal de Copa do Mundo manda. Deschamps promoveu o retorno de Matuidi pela esquerda. Roberto Martinez novamente surpreendeu na escalação, trazendo Dembelé para o meio-campo belga. Quando a bola rolou, a Bélgica novamente foi "mutante". A partir das imagens abaixo, você irá entender de forma didática tudo o que aconteceu.
A primeira surpresa foi o posicionamento de Fellaini na Bélgica. Assim como contra o Brasil, a equipe se defendeu com uma linha de quatro jogadores, com Chadli, conhecido como um ponta, bem alinhado aos zagueiros nesse momento defensivo. Witsel e Dembele jogaram à frente dessa linha e tinham como função proteger a área. De Bruyne passou a atuar aberto pelo lado direito, com Hazard fazendo o mesmo no flanco oposto.
Bélgica na defesa (Foto: Leonardo Miranda)
Bélgica na defesa (Foto: Leonardo Miranda)
Fellaini era uma espécie de meia-central de um 4-2-3-1. O que é muito interessante, já que muitas vezes pensamos que essa posição pressupõe armação, como um típico camisa 10. Fellaini não. Ele entrou com uma missão clara: usar sua força física e altura (tem 1,94m) para defender a Bélgica das infiltrações e arrancadas de Pogba. Isso tornava esse 4-2-3-1 muito mais um 4-3-3, com ele marcando quem caísse em seu setor - como na imagem, onde encaixa em Matuidi.
Fellaini na defesa (Foto: Leonardo Miranda)
Fellaini na defesa (Foto: Leonardo Miranda)
Essa estratégia revela uma intenção clara de Martínez: brecar o principal ponto forte dos franceses, as arrancadas do meio em direção ao ataque. Também pudera, há Pogba, Matuidi, Mbappé e Griezmann com essas características no outro lado. A Bélgica foi tão mutante que, quando atacava, não abandonou sua tradicional estrutura com três zagueiros. Vertonghen ficava mais recuado, e Chadli se mandava para a ponta, com a ideia de dar amplitude ao time.
Bélgica no ataque (Foto: Leonardo Miranda)
Bélgica no ataque (Foto: Leonardo Miranda)
Assim, a Bélgica construiu várias chances nos 25 minutos iniciais. Chegava fácil ao ataque contra uma França que não entendeu o posicionamento mutante do lateral e de Fellaini. Com a bola, a função dele era novamente pouco usual: se tornar uma espécie de poste dentro da área. Lembra do Paulinho, que tinha nas infiltrações seu grande potencial? Foi exatamente esse o funcionamento do jogador. Veja, na imagem abaixo, como ele dá bastante profundidade, sendo o mais avançado do time - mais até que Lukaku.
Fellaini no ataque (Foto: Leonardo Miranda)
Fellaini no ataque (Foto: Leonardo Miranda)
Os 25 minutos de superioridade da Bélgica não renderam o gol. Contra o Brasil, já estava 2 a 0 aí. Veja como a tática do jogo obedece também as leis mentais dele. A estratégia funcionou à risca, mas não produziu seu principal objetivo. Com isso, os belgas passaram a ver sua confiança em cheque. No mais primordial instinto humano, o medo de errar começava a aparecer. Continuar assim levaria a resultados? A França que chegou na final mostrou maturidade no momento mais crítico do jogo. Após meia hora, entendeu as mudanças da Bélgica e se adaptou para fechá-las. Matuidi passou a se fixar mais alinhado com Pogba e Kanté. Pelo seu setor estava De Bruyne, que a partir desse ajuste, não ficou mais tão livre como antes.
França equilibra o jogo (Foto: Leonardo Miranda)
França equilibra o jogo (Foto: Leonardo Miranda)
Esse ajuste tornou o jogo mais definido: Bélgica com a bola e no ataque. França sem a bola e na defesa. Qual é a consequência lógica dessa ação? Os belgas avançando mais, deixando mais espaços em seu campo. Um prato cheio para as arrancadas de Mbappé e Griezmann. Lembra do posicionamento mais recuado de Matuidi? Ele permitia que os atacantes ficassem esperando mais a bola, alguns metros mais à frente. Foi assim que o jogo se equilibrou no fim da primeira etapa.
Contra-ataque da França (Foto: Leonardo Miranda)
Contra-ataque da França (Foto: Leonardo Miranda)
Sinta o equilíbrio do jogo. As nuances de cada jogador. As movimentações e seus efeitos em cascata...um duelo muito nivelado. Como desequilibrar isso? O momento mais importante do jogo de futebol é o gol. Tudo depende dele e tudo vive dele - e para ele. Quando a França chegou ao gol, teve uma certa autorização para ficar em sua defesa e tentar defender o resultado nos contra-ataques. Era da Bélgica a obrigação de atacar. Roberto Martinez entendeu esse momento e lançou mão de Mertens. De Bruyne passou a pegar a bola dos zagueiros e articular as jogadas mais de trás, sem o cerco de Matuidi.
Mudança tática da Bélgica no segundo tempo (Foto: Leonardo Miranda)
Mudança tática da Bélgica no segundo tempo (Foto: Leonardo Miranda)
Agora perceba esse contexto. A Bélgica vinha para cima. O que a França precisava fazer? Trancar ainda mais sua área. Este não é qualquer jogo - é uma semifinal de Copa do Mundo! Ninguém aqui vai atacar ou correr riscos em prol de algum gosto estético. O mais importante é e sempre será o resultado, o que condiciona todo o duelo. E a França novamente teve uma maturidade imensa para perceber este momento e fechar ainda mais seu campo. Kanté e Pogba foram perfeitos nos chamados encaixes - quando um jogador se desloca do alinhamento para marcar quem chega em seu setor. A área francesa virou uma trinchera que ninguém passava. E o tempo foi passando até chegar no apito final.
França trancando sua área no segundo tempo (Foto: Leonardo Miranda)
França trancando sua área no segundo tempo (Foto: Leonardo Miranda)
Ação e reação. Agilidade e inteligência. E maturidade. Num duelo marcado pela inteligência, prevaleceu o time que mais compete e lança mão de suas armas para vencer o jogo. A França é duríssima de bater, e espera Inglaterra ou Bélgica para colocar à prova mais uma vez seu poder de decisão.
Acompanhe a cobertura completa da Copa do Mundo no Twitter @leoffmiranda e no Facebook do Painel Tático
https://globoesporte.globo.com/blogs/painel-tatico/post/2018/07/10/em-duelo-tatico-de-alto-nivel-franca-e-belgica-decidem-o-jogo-na-bola-parada.ghtml
Read More

O maior talento de Cristiano Ronaldo é a lucidez de si mesmo

Ao encerrar uma série de recordes e títulos no Real Madrid, Cristiano Ronaldo se transfere para a Juventus numa tacada que só poderia vir de quem se conhece com afinco.

O maior talento de Cristiano Ronaldo é a lucidez de si mesmo
Divulgação/Site do Real Madrid
Por Leonardo Miranda
companhe a cobertura completa da Copa do Mundo no Twitter @leoffmiranda e no Facebook do Painel Tático
A cronista americana Joan Didion diz “contamos histórias para ser suportável viver”. Poucas pessoas no mundo tem o poder de contar uma boa história - ou deixar os outros contarem - como Cristiano Ronaldo. Numa tacada surpreendente, ele encerra sua passagem de nove anos pelo Real Madrid e jogará na Juventus. Tacada que não apenas rouba a capa dos jornais em plena semifinal de Copa do Mundo, mas também mostra uma rara característica para nós mesmos: um incrível autoconhecimento para se manter no topo sempre.
A filosofia nos dá o conceito de autonhecimento como pleno domínio de si. É o olhar que se joga sobre si e o mundo. Quem se conhece, não vê sucesso, fama, dinheiro ou felicidade como coisas distantes, que estão no futuro. As vê como meras ações individuais. Poucos sabem manipular o entorno para alcançar o sucesso como Cristiano. Ele é aquele que apresenta a competição e a vitória em tudo, nunca deixa para depois.
A saída do Manchester United, em 2009, foi uma decisão arriscada. Poderia ser o fim para alguém com 25 anos, que acabou de ser eleito melhor do mundo. Na época, o clube não conseguia nem passar das oitavas-de-final da Liga dos Campeões. Precisava de uma nova narrativa, tal como Cristiano, que sabia que Alex Ferguson deixaria em breve o United. Foi a oportunidade de juntar alguém que queria mais protagonismo com o clube que precisava dele para voltar ao topo.
Cristiano demorou a ter sucesso no Real. Viu Pellegrini e Mourinho o posicionarem longe do gol, pelo lado, tendo em mente aquela arrancada genial tão copiada pelo videogame. Foram 3 anos e muitas eliminações com tal insistência, até que a idade já chegava. Era, de novo, preciso de uma nova narrativa. Com Ancelotti nasceu a versão Cristiano goleadora. Sem correr tanto, mas coletivo. Participativo. E decisivo. Assim, mais perto do gol, ele começou a era ganhadora em 2014, um esforço que o prejudicou na Copa do Brasil.
Cristiano Ronaldo recebe amarelo e está fora das quartas de final  (Foto: REUTERS/Jorge Silva)
Cristiano Ronaldo recebe amarelo e está fora das quartas de final (Foto: REUTERS/Jorge Silva)
Cada vez mais centroavante e menos veloz, o rosto de Cristiano ficou mais fino e, seu jogo, mais potente. Sabia que, se quisesse ser centroavante, precisava ter os predicados para tal posição. Ele sabia de seus limites, e sabia que se quisesse ficar no topo, precisava fazer gols. O Cristiano que foi o motor do Real Madrid tri-campeão da Liga dos Campeões é a versão que fez 3 gols na Juventus, em Turim: um leitor de espaços como poucos. Um enganador de defesas adversárias.
A saída de Zidane foi a chave para entender que o ciclo havia terminado. E Cristiano não deixou para ontem. Por entender que é melhor preservar algo bom, decidiu se mudar. Ele queria contar uma nova história. Assim como em 2009, chega a um clube gigante na história, mas carente de títulos internacionais. A Juventus tem apenas dois - e sete finais perdidas, uma para ele, no ano passado.
Contar histórias é o que todo fazemos. O que difere um gol de Cristiano de um gol na várzea, lá na Juventus da Mooca? É a história por trás. O simbolismo que uma ação tem. Se você olhar alguns indicadores de desempenho, uma importante questão surge: Cristiano joga bem ou faz gols? A resposta é, com certeza, um misto dos dois. Mas há nele mais um goleador que aquele jogador criativo e que faz o time jogar.
Há algo mais importante no futebol que o gol? Não. Por isso Cristiano dá mais uma tacada genial em sua carreira. Um movimento de quem só é muito lúcido de si - e isso inclui seus limites, gostos e preferências - poderia fazer. Porque todo mundo adora uma boa história.
Acompanhe a cobertura completa da Copa do Mundo no Twitter @leoffmiranda e no Facebook do Painel Tático
https://globoesporte.globo.com/blogs/painel-tatico/post/2018/07/10/o-maior-talento-de-cristiano-ronaldo-e-a-lucidez-de-si-mesmo.ghtml
Read More

WALDEMIR VIDAL SANTOS DRT-BA 4.260 - ABCD-BA 544

Tecnologia do Blogger.

Capim, do Águia Clube | Eneas Brito, da Liga Desportiva de Jequié - Falando de Esportes - 29/04/26