Criança de 1 ano morre eletrocutada em Jequié

Foto: Reprodução/Internet
Uma criança de 1 anos e 6 meses morreu eletrocutada na tarde de quarta-feira (19), em uma residência do bairro KM 4, em Jequié. De acordo com informações do Instituto Médico Legal, para onde o corpo da pequena Maria Alicia Sousa e Sousa foi levado, a suspeita é que a criança tenha recebido uma descarga elétrica quando colocou um arame que estava utilizando em uma tomada dentro de casa, na Rua Ademar de Barros, nº 274. Segundo informações, a criança brincava com o arame. A família da criança ainda não se pronunciou sobre o caso, que chocou amigos, e moradores da via pública. Com informações de Marcos Frahm
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NOTÍCIAS DO JEQUIÉ

Nesta quinta-feira (20), pela manhã no Waldomirão o Técnico do Jequié Paulo Cesar 
Sales comandou um treino técnico tático para definir os onzes titulares que vão en-
frentar a forte Equipe do PFC CAJAZEIRAS no sábado (22), em Pituaçu às 17hs.
Durante o treinamentos o Meia Lucas Sebastian e o Atacante Peixoto deixaram o gra-
mado contu
didos.

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CAMPEONATO BAIANO DE FUTEBOL SÉRIE “B”


COMPETIÇÃO: CAMPEONATO BAIANO DE FUTEBOL SÉRIE “B” - EDIÇÃO 2017
CATEGORIA: PROFISSIONAL
CIDADE: SALVADOR ESTÁDIO: ROBERTO SANTOS (PITUAÇU)
ÁRBITRO: REINALDO SILVA DE SANTANA DE: CBF/FEIRA DE SANTANA
ASSISTENTE 01: CLAUDIO SANTOS OLIVEIRA DE: CBF/SALVADOR
ASSISTENTE 02: LUANDERSON LIMA DOS SANTOS DE: FBF/SALVADOR
4ºARBITRO: FLORISMAR COSTA DE JESUS DE: FBF/LAURO DE FREITAS
ASSESSOR DE ARBITRAGEM TANIA REGINA MAGALHÃES SALDANHA SANTOS
DELEGADO FINANCEIRO JOSÉ OSMUNDO BRAGA

JOGO: 05 GR: 01 TEIXEIRA DE FREITAS X COLO COLO DATA: 23/04/17 HORA: 16:00
COMPETIÇÃO: CAMPEONATO BAIANO DE FUTEBOL SÉRIE “B” - EDIÇÃO 2017
CATEGORIA: PROFISSIONAL
CIDADE: TEIXEIRA DE FREITAS ESTÁDIO: MUNICIPAL RODRIGUES SANTANA
ÁRBITRO: EZIQUIEL SOUZA COSTA DE: FBF/ MACARANI
ASSISTENTE 01: EDEVAN DE OLIVEIRA PEREIRA DE: CBF/ITAMBÉ
ASSISTENTE 02: ADENILSON JOSÉ RODRIGUES DE: FBF/ITABUNA
4ºARBITRO: DORIVAN DA SILVA GOMES DE: FBF/VITÓRIA DA CONQUISTA
ASSESSOR DE ARBITRAGEM EDVALDO JOAQUIM DE ARAÚJO

DELEGADO FINANCEIRO WALTER LUIZ LIMA FILHO

Salvador, 20 de abril de 2017.
Vidal Cordeiro Lopes
Presidente da CEAF/BA

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FBF divulga arbitragem da 2ª rodada da Série B

Por Comunicação - FBF, 20 de Abr 2017 - 11h38
Já rolou a bola na Série B do Baianão 2017. A disputa pelo acesso à elite do futebol baiano em 2018 chega à sua segunda rodada neste final de semana.
 
Dois jogos serão realizados. No sábado (22), PFC-Cajazeiras e Jequié se enfrentam às 17h, em Pituaçu. Já no domingo (23), Teixeira de Freitas e Colo Colo duelam às 16h, no Municipal Rodrigues Santana.
 
Nesta quinta-feira (20), a Federação Bahiana de Futebol divulgou a escala de arbitragem para os jogos. O sorteio dos árbitros e auxiliares foi realizado na sede da entidade, no dia 19 de abril, com as presenças do Presidente da Comissão Estadual de Árbitros de Futebol- CEAF/BA, Sr. Vidal Cordeiro Lopes, do presidente de honra da CEAF/BA, Sr. Wilson Paim, dos Funcionários da FBF, Josenilton Cerqueira e Cíntia Bandeira, dos Árbitros Ricarle Gustavo Gonçalves Batista e José dos Santos Amador, e dos participantes Deive Pacheco e Monique Batista.
 
O Presidente da Comissão Estadual de Árbitros de Futebol da Bahia (CEAF/BA), Vidal Cordeiro, solicita aos Srs. árbitros escalados que, ao tomarem conhecimento das suas escalas, imediatamente comuniquem-se com a FBF, através do telefone (71) 3321-0448 e/ou e-mail (fbf@fbf.org.br) para confirmar presença.
 
Confira o sorteio e a escala:
 
Sorteio
 
Escala
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Vereadores aprovam crédito de R$ 8,4 milhões para Prefeitura pagar terceirizados e transporte escolar

Vereadores foram sensíveis à necessidade da quitação de débitos de 2016 com terceirizados
A Câmara de Vereadores de Jequié, a partir de acordo firmado entre as lideranças dos blocos da maioria e minoria, aprovou por unanimidade na sessão desta quarta-feira (19), autorização para a Prefeitura de Jequié, abrir crédito adicional no orçamento financeiro de 2017, no valor de R$ 8.400 milhões, destinado “a cobrir necessidades de replanejamento dos programas, funções de governo e dotações orçamentárias da Administração Pública Municipal”.
O pedido de crédito especial feito pela Prefeitura, foi de R$ 29.211.712,85, montante não aprovado, de acordo o fixado no parecer conjunto das Comissões de Justiça e Finanças, ao Projeto de Lei 006/17, enviado pelo prefeito Sérgio da Gameleira.  No parecer aprovado, é ressaltado que o Projeto de Lei do Executivo, “se refere a verbas oriundas de ação judicial para liberação de valores através de precatórios do FUNDEB, que possui destinação específica para uso desses recursos”.
O valor aprovado se destina a atender pagamentos de urgências do setor pessoal, especificamente os terceirizados contratados pela Terceira Visão, os prestadores do transporte escolar através da cooperativa e ainda a contribuição Regime Próprio do IPREJ. Os vereadores definiram ainda que a liberação desses recursos “é de inteira responsabilidade do gestor do município, em razão da complexidade de sua liberação em se tratando de recursos oriundos de precatórios, devendo o gestor público encaminhar para o legislativo municipal todas as informações relativas aos processos que deram origem aos precatórios, como também, os valores que foram acordados e liberados para pagamentos de honorários advocatícios”, resguarda-se o legislativo municipal.
Também ficou estabelecido e aprovado pela Câmara de Vereadores, que o Prefeito Municipal fica com a obrigação de remeter ao legislativo, o Quadro de Detalhamento de Despesa-QDD, dos valores que serão utilizados na aplicação do crédito suplementado após os pagamento estabelecidos no detalhamento solicitado.
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Operação "Eremita" da Polícia Civil cumpre 7 mandados de prisão em Jequié

Publicado em 20/04/17 | 0 comentários
Após quase 02 meses de investigações coordenadas pelos Delegados Cristiano Mangueira e Isaias Neto, no dia 18/04/2017 foi deflagrada a Operação EREMITA com o objetivo de cumprir 6 mandados de prisão preventiva e 07 mandados de busca e apreensão. Durante as investigações foi identificada e mapeada uma associação criminosa armada que continuava atuando no bairro do Mandacaru e que era liderada pelo suspeito Ivan Marques Gonçalves, vulgo Nego Van. As investigações recentes relevaram que Nego Van após ser liberado pela Justiça através de alvará de soltura, passou novamente a aliciar adolescentes para integrarem a associação, fornecendo aos mesmos drogas para serem comercializadas no bairro do mandacaru e armas para que os integrantes do grupo pudessem impor o medo aos moradores do bairro. Foi apurado Ainda durante as investigações que os integrantes da associação eram impedidos de deixar o grupo criminoso, sob pena de sofrerem represálias por parte de Nego Van, além de responsabilizar os seus subordinados e os familiares dos mesmos caso fossem presos ou apreendidos e tivessem seus armamentos apreendidos. Um dos ex-integrantes do grupo, após ser apreendido com uma das armas cedidas por Ivan, passou a ser extorquido, tendo NEGO VAN exigido, mediante ameaças de morte, o pagamento de uma quantia em dinheiro referente a essa arma apreendida. Mesmo após o pagamento, integrantes do grupo, a mando de NEGO VAN continuaram a exigir, mediante ameaças de morte, dinheiro da família do ex-integrante e exigir o retorno do mesmo para a associação criminosa. Durante a operação da Polícia Civil deflagrada no dia 18/04/2017 foram presos Bruno Alves Santos, Darlei Costa Santos, Claudia Marques Gonçalves e Rebeca Bastos Pereira, além de serem apreendidas 8 petecas de maconha na residência de Lucas Santos, o qual não foi localizado em sua residência, mas se apresentou espontaneamente para prestar esclarecimentos à Autoridade Policial a cerca dos fatos apurados na investigação e sobre a droga apreendida. Os mandados de prisão preventiva de Ivan Marques Gonçalves, vulgo NEGO VAN e Uiliam Borges Pereira, não foram cumpridos pois ambos não foram localizados, estando em local ignorado. A POLÍCIA CIVIL continua diligenciando para cumprimento dos dois mandados restantes.http://juniormascote.com.br/
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NOTÍCIAS DO JEQUIÉ

O Gestor de Futebol do Jequié o Pastor Márcio Cerqueira mesmo depois da belíssima vi-
tória do Jequié contra o Atlético de Alagoinhas no Waldomirão por 2 a 0, não para de con-
tratar.
Jogadores contratados nesta semana o Goleiro Marcelo (Horizonte-CE), Zagueiro Sandro (Santa Cruz-PE), e o Atacante Junior (Atlântico-BA).

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Bahia: as traves encurtaram

Esses novos grupos de torcedores do Bahia que nasceram de uma auto-imagem de clube diferente da minha geração segue como procurando o Bahia da história que se construiu no passado. O problema é que o clube foi quase destruído num processo histórico muito pior que um acontecimento esporádico de um time que perde toda a sua equipe num acidente (Importa frisar que as vidas humanas perdidas são insubstituíveis como no acidente da Chapecoense).

O desânimo da torcida nesse começo de temporada por causa de um BaxVi que não valia nada reforça o sentimento de nostalgia do torcedor tricolor. Embora fora de campo o clube se organize, a psicologia da torcida do Bahia como fenômeno de massa sofreu com o desgaste da perda de identidade da agremiação como detentora de times vencedores. O que era fantasia se transformou numa relação de amor e ódio intensos. Não tem como mudar com apenas boas gestões, apenas com títulos e bons times o torcedor se sentirá representado. O Bahia tem apenas ganho de "cachorro morto"!

O Bahia forma times que não correspondem mais ao passado de glórias. Isso fez com que o torcedor se tornasse mais amargo e desconfiado. A energia de preocupação do torcedor com a falta de títulos e a falta de referenciais dentro de campo constituem um grande vazio na alma do torcedor. Formar times vencedores se tornou um problema sério para essa gestão que não consegue realmente montar uma equipe que inspire na torcida a alegria dos velhos tempos onde tudo era fantasia. 

 A seleção brasileira é um bom exemplo. Colocaram um grande treinador para treinar no que era uma geração de jogadores da pior safra do futebol do Bahia e depois de uma sequencia de triunfos espetaculares o Brasil do futebol se vê de outro modo. Por que o Bahia não pode investir num grande treinador para a série "A"? Está na hora de investir no futebol!
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Sinval não esconde frustração com eliminação do Vitória

Após a eliminação do Vitória na Copa do Brasil, competição tratada como meta principal, o gerente de futebol Sinval Vieira concedeu entrevista onde avaliou a participação do time e assim como Argel, disse ter ficado satisfeito com a atuação da equipe, porém decepcionado e frustrado com resultado que culminou na desclassificação. O dirigente, no entanto, destacou o trabalho que vem fazendo a nova direção em busca de montar um grande time e que, apesar do revés, bola para frente, a vida continua e o Leão agora tem que focar no Campeonato Baiano e na Copa do Nordeste. 

Veja:
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Jogos das oitavas de final da Copa do Brasil

Estão definidos os confrontos das oitavas de final da Copa do Brasil. Infelizmente sem a dupla Bahia e Vitória, ambos despachados pelo Paraná Clube que enfrentará o Atlético-MG. O sorteio foi realizado na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro. Os mandos de campo serão definidos em novo sorteio. Os jogos de ida estão previstos para serem realizados nos dias 26/04, 03/05, 10/05 e 17/05. Já as partidas de volta poderão ser disputas nas seguintes datas: 10/05, 17/05, 24/05 e 31/05.

Veja os jogos.

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Veja os melhores momento de Paraná 0 x 0 Vitória

O Vitória está fora. O Paraná Clube está nas oitavas-de-final da Copa do Brasil. Os clubes se enfrentaram nesta quarta-feira com o empate em 0 a 0 com Vitória. Na partida de ida, em Salvador, o time paranaense venceu por 2 a 0 e, por isso, poderia até perder por um gol de diferença em Curitiba para ficar com a classificação. No final, pelo placar agregado, deu Paraná por 2 x 0, o mesmo placar que eliminou na 2ª fase da competição. O adversário do Paraná nas oitavas-de-final será conhecido nesta quinta-feira, em sorteio na sede da CBF, no Rio de Janeiro. 

Veja os melhores momentos
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Ex-goleiro do Bahia brilha em triunfo do Internacional

Depois de cair para Serie B, esperneou nos tribunais tentando evitar o escorrego, o Internacional vai aceitando sua nova realidade e ao mesmo tempo se recuperando dentro de campo. Depois de um inicio ruim no Campeonato Gaúcho, o time colorado encontrou um prumo e já no sábado, enfrenta o Caxias necessitando de um simples empate para obter a vaga na final do Estadual do Rio Grande do Sul.

Fora isto, hoje à noite o time gaúcho avançou na Copa do Brasil eliminando o Corinthians dentro do seu estádio, após empatar em 1 x 1 no tempo regulamentar e vencer na cobranças das penalidades pelo placar de 4 x 3. Destaque da partida para o goleiro Marcelo Lomba, jogador com passagem recente pelo Bahia que teve uma atuação impecável durante tempo regularmente e corou a sua boa atuação, defendendo duas penalidades batidas por Maycon e Marquinhos Gabriel.

Nesta quinta-feira, a CBF sorterá os confrontos da próxima fase do torneio. O Inter enfrentará um dos oito times brasileiros que estão na Libertadores: Chapecoense, Palmeiras, Atlético-MG, Atlético-PR, Santos, Flamengo, Botafogo ou Grêmio.


Veja as cobranças das penalidades 
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Goleiro Bruno pode voltar à prisão em Minas Gerais

O assunto não é novo, já vem rolando na mídia esportiva desde última segunda-feira, no entanto, ganhou aspecto de veracidade com a solicitação da revogação do habeas corpus concedido ao goleiro Bruno pedido pelo procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. A solicitação foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal nesta quinta-feira. Caso o pedido seja aceito, o jogador poderá voltar à prisão depois de se contratado pelo BOA Esporte e já ter atuado em quarto partidas.

Jogador foi colocado em liberdade por decisão do ministro Marco Aurélio Mello no final de fevereiro último, através de habeas corpus que permite que o jogador responda ao seu processo em liberdade, já que seu recuso ( apelação) foi apreciado pela justiça mineira
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"Foca" o Massagista

                                                                           Charles Meira
           

Valter Gomes de Santana (Foca)


Durante o tempo que tenho dedicado nos últimos meses fazendo entrevista com presidentes, diretores, técnico e jogadores que fizeram a história do futebol amador e profissional de Jequié, tentei por várias vezes e não consegui fazer uma entrevista com “Foca”, massagista do time amador do Flamengo de Jequié, da Seleção de Jequié na década de 60 e da Associação Desportiva Jequié na década de 70. Por saber da importância de “Foca” para a história do nosso futebol, solicitei de pessoas daquela época que ainda hoje fazem parte do seu dia-a-dia, convencê-lo a dar a entrevista para fazer essa matéria. Neste mês de março, estive novamente na Rua 2 de julho no centro de Jequié procurando por “Foca” e no ateliê do Alfaiate e desportista Bria, fotografando algumas matérias e fotos do time amador do Estudante de Jequié, ocasião quando ele foi o seu presidente. No momento que conversava com Bria, para minha alegria e satisfação, repentinamente “Foca” ali chegou. Depois de explicá-lo o verdadeiro motivo da procura, aceitou conceder a entrevista.
Valter Gomes de Santana é mais conhecido como “Foca”, apelido dado por um Oficial no ano de 1964, época que serviu o Exército Brasileiro no Forte do Barbalho em Salvador. Valter era gordinho e quando estava nadando na piscina, um dos Oficiais falou: “aquele Policial parece uma foca”. A partir daquele dia, o Policial Valter passou ser conhecido como “Foca”.
O massagista “Foca” chegou a Jequié no ano de 1968, vindo de Santa Luz – BA com o conterrâneo Tufu para jogar no time amador do Flamengo de Jequié. Mesmo estando com um contrato quase certo com o Fluminense de Feira, prevaleceu o incentivo de Tufu, dizendo: “vamos “Foca”, você dará bem em Jequié”, apoio e decisão que realmente deu certo.

Time amador do Flamengo de Jequié - Carlinho, Edmilson, Tufú, Maíca, Zé Augusto, Pascoal, Foca e Maneca Mesquita.
 Agachados: Bara, Tanajura, Dete Leão, Bajara, Marcos e Heráclito.

No Flamengo “Foca” não teve dificuldades e logo fez muitos amigos. Trabalhava muito, porém ganhava bastante dinheiro, o time era igual a uma equipe profissional. Os jogadores de outras localidades tinham salário, que era pago pelo presidente Maneca Sampaio, proprietário da Loja do Sul. Tinha também o dirigente seu Carlos Lopes, irmão de Evandro Lopes, pessoa muito boa comigo. Os jogadores do Flamengo não davam trabalho a “Foca”. O único irresponsável era Maneca, Manequinha, muito relaxado comigo. Parou de falar e deu muita risada. Prosseguiu, mas o resto era muito legal.
Mais risadas e Bria que estava do lado concertando uma calça e ouvindo, pediu para “Foca” falar do jogo que aconteceu na cidade de Cachoeira. Contou que neste dia tomou umas bordoadas, que os torcedores pegaram um sapo com a boca cozida e meteram na cara dele. Que depois do jogo foi atirado no rio que passava próximo do estádio e foi salvo de barco pelos moradores da cidade vizinha de São Félix, rivais de Cachoeira e estavam no campo torcendo para Jequié. Que também jogaram Dr. Ewerton Almeida no rio deram umas cacetadas nele e devido à gravidade do quadro foi internado no hospital da cidade. A polícia e até o exercito ficou contra os torcedores de Jequié. Quando “Foca” tentava levantar para atender um jogador da seleção caído em campo, era impedido pelos soldados, colocando os cassetetes na sua frente, ameaçando de dar nele uma cacetada. Encerrou este fato contando que o estádio estava superlotado, a seleção deles era boa e estava por cima.

Seleção de Jequié - Tufu, Maíca, Jurandir, Edmilson, Zé Augusto e Raimundão.
Agachados: Foca, Mauro, Dete Leão, Dilermando, Maneca e Hije.
Aproveitou o embalo e relatou também que em outra ocasião na cidade de Itapetinga, torcedores da seleção local não deixaram os jogadores do time de Jequié dormir na noite que antecedeu o jogo, fizeram muita zoada, balançando um bocado de chocalho, próximo ao hotel que a seleção estava hospedada.
Em seguida voltou a falar da Seleção de Cachoeira, desta vez de acontecimentos ocorridos antes, durante e depois do terceiro jogo com a Seleção de Jequié que aconteceu no campo da Graça em Salvador. Ainda em Jequié, Marquinhos brigou com o técnico Maneca Mesquita, discussão besta por causa de uma festa que aconteceu no JTC, ocasião que o jogador amanheceu o dia, bebendo e dançando na companhia do seu amigo Bria. Devido este desentendimento a equipe viajou para Salvador sem o jogador. No dia seguinte, Bria conversou e convenceu Marquinhos a viajarem para Salvador, convicto de que o treinador perdoaria o atleta para participar do jogo. A delegação do Jequié ficou hospedada no Hotel São Bento. Ainda de ressaca chegaram cedinho no dia seguinte no hotel e depois de Marcos tomar uma glicose a dupla foi dormir.  Quando a delegação estava no vestiário do campo da Graça vestindo o uniforme do jogo, Marquinhos chegou e “Foca” aplicou outra glicose nele. No final da partida, quando a Seleção de Jequié perdia de 2 X 0, Marcos entrou e resolveu o jogo, ganhamos de 3 X 2. Depois foi só alegria. E quase 48 anos depois de ocorrido este fato, “Foca” deu outra boa risada.

Time da Associação Desportiva Jequié - Zé Augusto, Edmilson, Carlinhos, Tufu, Maíca e Esquerdinha.
Agachados: Flori, Dilermando, Tanajura, Chinezinho, Marcos e Foca.

Mantendo o clima de alegria prevalecido durante toda a entrevista, “Foca” falou também do tempo da Associação Desportiva Jequié.  Inicialmente citou os presidentes Dr. Nelson Morais, Marialvo Meira, Dr. Gerson Pelegrini, Jonas Almeida, os Médicos Gilson, Gileno Fonseca, Roberto Brito, pessoas que eram muito boas para o Jequié, os jogadores Maíca, Tufu, Zé Augusto, Carlinhos, Dilermando, Tanajura, Paiva, Edmilson um relaxado que gozava com a cara de todos, mas era uma pessoa muita atenciosa. Segundo “Foca”, no momento da massagem o mais descarado era “Maneca”. Risadas. Que era sem vergonha, queria tomar massagem totalmente nu, moleque o rapaz. Gargalhadas. Gostava de fazer resenha, um vagabundo. Gargalhadas. Quando “Foca” precisava de alguma coisa os jogadores estavam presentes, todos o respeitavam e gostavam dele. Na sede na Mota Coelho os jogadores do Jequié na época formavam uma família, comandada pelo primeiro técnico do Jequié Maneca Mesquita que também morava no local.
Falou também que na época da Associação Desportiva Jequié também fatos engraçados aconteceram. Contou que um deles aconteceu quando chegou “comendo água” de madrugada, momento de folga do time, vindo de um casamento do finado Tó que morava na Lomanto Junior, onde tomou muita cerveja, chegou na sede lavado. Dilermando que nesta época estava fazendo  curso de medicina trouxe um bocado de caveiras, pendurou todas dentro de um deposito muito grande que tinha no local. Quando “Foca” entrou na sede e viu aquelas caveiras penduradas e balançando, cheias de velas tomou um grande susto e falou que um dia os jogadores ainda iriam matá-lo do coração. 
Contou também que em outra ocasião quando chegou à sede “cheio de mel” os jogadores o amarraram. No outro dia quando acordou estava também todo pintado de tinta vermelha, apavorado gritou: “ai, ai meu Deus, seu Maneca me acode aqui, eu morri”. Risadas.

Edmilson, Tanajura e Dilermando.

Dilermando, jogador e grande amigo de “Foca” que participou destes fatos ocorridos na concentração da ADJ na década de 70, contou a sua vesão através de e-mail:
““ Foca” foi colocar um linimento no tornozelo e foi para a rua, logo depois chegou correndo e gritando que estava queimando. Entrou debaixo do chuveiro e não queria mais sair”.
“Levei uma caveira para estudar, aproveitei e preparamos uma surpresa para ele. Dormíamos na garagem e ele saiu, tomou uma cachaça e quando chegou colocamos uma vela dentro da caveira e apagamos as luzes. Quando “Foca” entrou e viu a caveira tomou um susto e ficou louco com medo”.
“Certa ocasião nós amarramos os pés de “Foca” em uma árvore. Zé Augusto e Manequinha ajoelharam defronte dele cobertos com lençóis. “Foca” estava dormindo no chão cheio de cana. Os meninos chegaram perto dele e falaram: “você morreu hoje”. “Foca” deu um pulo, quis correr caiu, soltou das amarras, pegou um pau e tentou agredir os meninos. Foi duro contê-lo”.
Relacionado aos fatos ocorridos na sede com os jogadores, “Foca” disse que foi tudo legal. Os jogadores eram todos gentes finas.
Depois falou da ADJ no campo. Disse que dentro das quatro linhas era tudo sério, o time jogava. Quando o jogador do time caía “Foca” dava o seu piquezinho e a torcida gritava, levantava, levantava para “Foca”.

Associação Desportiva Jequié - Maíca, Jairo, ---. Nilson, Mauro, ---. Edmilson, Nelson, Mario, Foca. Agachados: Nico, Junior, Garrincha, Clovis, Adenilton, Paiva, Jorge Lima e Paim.

Em seguida fez um relato da partida que Garrincha jogou na equipe do Jequié. Contou que Bria chegou com Garrinha no vestiário do estádio Waldomiro Borges e disse para o melhor ponteiro da Seleção Brasileira que a ADJ tinha um bom massagista. Quando garrincha viu “Foca” falou: “esse cara eu conheço do Rio de Janeiro”. “Foca” contou que conheceu Garrincha na Gávea, levado por um empresário.
Da equipe da ADJ que vai disputar a Segunda Divisão neste ano, “Foca” falou que vai ao campo. Disse que vai receber uma homenagem da equipe e tem que comparecer.
Terminou a entrevista dizendo que hoje vive aqui numa boa, graças a Deus estou em Jequié com minha família. Bebi da água do Rio de Contas e não saí mais.



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Com o apoio da torcida ADJ estreia com vitória na Série B: 2×0


Goleiro Léo Gaúcho de Atlético reclamou de ter sofrido falta no primeiro gol da ADJ
A torcida deu a demonstração de confiança no projeto da diretoria da Associação Desportiva Jequié-ADJ, para a temporada de 2017. Compareceu em massa ao estádio Waldomirão sob o sol forte da manhã deste domingo (16) e levou o incentivo ao seu clube do coração.

Time que iniciou a partida contra o Atlético de Alagoinhas
ADJ e Atlético de Alagoinhas mostram aos torcedores muita determinação durante a partida e as duas equipes tiveram bons chances de marcar. O primeiro gol do jogo foi marcado por Kel, aos 15 minutos ao escorar um cruzamento do lateral direito Paulinho. Os jogadores da equipe do Caracará reclamaram de falta do atacante, não assinalada pelo árbitro, no goleiro Léo Gaúcho.

Torcedor símbolo da ADJ, Argeu “Vaqueiro” retornou no comando da torcida da equipe
No segundo tempo do jogo, o Atlético de Alagoinhas perdeu por expulsão o zagueiro Betão, excluído da partida por reclamação. Com o mesmo motivo foi expulso o técnico Paulo Salles da ADJ, sendo substituído pelo auxiliar João Freire. Nos acréscimos, aos 52 minutos, o meia Peixoto, aproveitou um contra-ataque investiu contra a defesa adversária e marcou o gol que deu número definitivo ao placar. O borderô da partida registrou 1.803 torcedores pagantes e uma renda de R$ 35.740. O próximo compromisso da ADJ na fase dos jogos de ida, será no sábado (22), às 17h, diante do PFC Cajazeiras [venceu na estreia o Colo Colo em Ilhéus por 1×3], no Estádio Roberto Santos (Pituaçu), em Salvador.

JEQUIÉ:
Léo Paredão, Paulinho (Edenilson), Correia, Raylon, Arnold Camaronês, Nanin, Guga, Ro
 bert (Marcelo Bispo), Marcelo Pano, Kel(Caique Silva) e Peixoto.
Técnico: Paulo Sales



ATLÉTICO DE ALAGOINHAS
Léo Gaúcho, Edson, Betão, Lídio, Elcio, Léo Carioca, Rafael, (Edclécio), Harrison(Adil
 son), Carlinhos, Preto (Adailton), Odair.
Técnico: Mastrílio Veiga.
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Ele é a Única Alegria

                          
Revista Esportiva Semanal da Editora Abril - Número 9 - 15 de Maio de 1970
                   
                                                                         Carlos Libório


O Jequié, até o dia 3, tinha ganho do Botafogo por 5 a 0, do Leônico por 2 a 1, do Monte Líbano por 4 a 2, do Ideal por 3 a 1, do Bahia por 2 a 1, do Feira de Santana por 3 a 0 e do Redenção por 2 a 0. Como é possível um time formado há apenas seis meses, com jogadores amadores e inexperientes, ganhar tanto assim e ameaçar tirar a glória do Bahia, o velho rei do futebol baiano? A explicação pode estar na raça e na juventude do seu time.
O Jequié quase não tem história porque sua vida é de apenas seis meses: quase não tem fama porque sua luta principal ainda é mostrar que existe: apenas de tudo isso, a Associação Desportiva Jequié talvez seja a única coisa boa do futebol baiano deste ano, capaz de salvá-lo do perigoso caminho da indiferença, feito por uma série de crises.
A última nasceu no fechamento do Estádio da Fonte Nova, para ampliação e conclusão, que obrigou à realização do todos os jogos da capital no Campo da Graça, pequeno sem conforto, sem segurança. As consequências foram a queda das rendas, a pobreza dos clubes e um futebol - sem alegria no Campo da Graça é impossível jogar um bom futebol. O gramado é muito ruim.

O campeonato Baiano só brilha quando o Jequié está em campo. Até o dia 3, ele tinha feito treze jogos: ganhou sete, empatou cinco, perdeu apenas um (Conquista, 1 x 0.) Fez 25 gols, levou dez. No balanço e na soma, o Jequié fez muito mais que todos esperavam.
Ele entrou no Campeonato quando seu estádio para 20 000 pessoas  foi aprovado pela Federação Baiana, que também consentiu que um time da cidade participasse do torneio. Mas o problema era que não existia nenhum time profissional em Jequié. Só existia a seleção amadora que venceu o Torneio Intermunicipal de 69, tirando o título que o Cachoeira tinha há dois anos. Então os diretores da seleção amadora passaram a ser diretores de um time profissional, e os jogadores passaram a receber salário e a vestir um uniforme amarelo e azul. Pronto, nascia o Jequié: Edmilson, Caculé, Carlinhos, Zé Augusto e Esquerdinha. Chinezinho e Maíca. Flori, Dilemando, Tanajura e Marcos. Apenas o armador Chinezinho veio de fora, emprestado pelo Fluminense de Feira de Santana. Em média o salário fixo de cada um é de 200 cruzeiros por conta do clube. Mas, por fora, cada titular recebe 100 ou 200 cruzeiros, dependendo do dinheiro conseguido entre diretores e torcida. E, nas grandes vitórias, como os 2 X 1 contra o Bahia, o bicho pode ser até de 200 cruzeiros.



O técnico é Geraldo Pereira, pernambucano, e antigo quarto-zagueiro do Fluminense de Feira, onde continua como auxiliar. Geraldo foi emprestado, seu salário é de 1 000 cruzeiros novos e o Jequié é o seu orgulho:
- O Jequié foi a minha grande chance no futebol, há muito tempo eu esperava por isso. Além do mais, a turma é boa, são jogadores novos que não dão trabalho fora do campo.
As rendas em Jequié dão em média 5 000 novos. Mas a diretoria sempre consegue vender ingressos por preços superiores ao da tabela. A diferença fica para o clube. Nas outras cidades a renda aumenta, graças à boa campanha.
Tudo ia bem para o Jequié. Mas agora com sua boa posição no Campeonato, começaram a aparecer problemas que sua diretoria nem havia imaginado. Um deles é o artilheiro Tanajura, que ameaça sair para trabalhar em Alagoas, como chefe do departamento de pessoal de uma empresa de petróleo, ganhando 800 novos por mês. O Jequié, como não quer perdê-lo, ofereceu 600. Pode ser que Tanajura fique.
Tanajura, rapaz de 22 anos, chute forte e muita valentia (principalmente dentro da área), divide o título de melhor jogador do Jequié com o goleiro Edmilson, o zagueiro Carlinhos e os atacantes Dilermando e Marcos, todos com menos de 23 anos. Dilermando é estudante de medicina, está no terceiro ano de faculdade em Salvador e só vai a Jequié um dia ou dois antes de cada jogo. Ele sai de Salvador pele Rio - Bahia, e depois de 350 quilômetros chega a uma cidade de 70 000 habitantes, conhecida como “Terra do Sol”, orgulhosa por seu time ter constado de rodada experimental da Loteria Esportiva: Jequié.



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WALDEMIR VIDAL SANTOS DRT-BA 4.260 - ABCD-BA 544

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Vitória vence na ida e coloca o Jequié na rota da Copa do Brasil - FE - 03/06/2026