Cheio de desfalques, Valdir arma o Vasco para o clássico com Botafogo

Interino não terá Rodrigo, Kelvin, Guilherme e Wagner, além de Luan, no jogo deste domingo, no Engenhão.

Por Rio de Janeiro
O Vasco realizou na manhã deste sábado, em São Januário, o último treinamento antes do clássico com o Botafogo, domingo, às 18h30, no estádio Nilton Santos. A atividade tática foi comandada pelo auxiliar Valdir Bigode, que também terá a missão de dirigir o time na partida como interino. Ele tem problemas de sobra para montar a escalação, já que Rodrigo, Kelvin e Guilherme, todos com problema na coxa direita, foram vetados, além de Wagner e Luan, que seguem no departamento médico.
Valdir Bigode, Vasco (Foto: Paulo Fernandes/Vasco)Valdir Bigode, técnico do Vasco no clássico com o Botafogo (Foto: Paulo Fernandes/Vasco)

A defesa deve ser formada pelos únicos dois zagueiros disponíveis do elenco, Jomar e Rafael Marques. No clube desde 2015, Valdir terá a primeira oportunidade de ser o técnico vascaíno, e logo na semana de seu aniversário de 45 anos.

- Não tenho palavras para descrever esse momento. Foi realmente um presente. É gratificante chegar onde se almeja, nem que seja por um momento. Comecei no Vasco ainda criança e hoje estou tendo a chance de voltar ao topo da montanha, dessa vez como treinador. Estou aproveitando cada minuto e buscando fazer o melhor ao lado dos meus companheiros de comissão. Vou trabalhar firme, da mesma forma que fiz nos tempos de jogador. Não faltará empenho e vontade. Erros acontecem, mas vou trabalhar para evitá-los. Não poderia ter um aniversário tão positivo. Que seja a primeira de muitas oportunidades - declarou Valdir ao site oficial.

Como inspiração para o clássico, Valdir se recordou das vitórias que teve sobre o Botafogo quando era atacante do Vasco. Ele espera que o time amplie o período de invencibilidade contra o Glorioso, de quem não perde desde 2013.

- Na época que jogava, fui muito feliz, tive algumas vitórias boas e fiz gols. É claro que esse momento é completamente diferente, estarei do lado de fora, mas estou confiante. Trabalhamos muito nesse pouco tempo que tivemos. Passei algumas coisas para os jogadores, mas ainda tenho outros detalhes para passar. Farei no momento certo, até para não congestionar o nosso propósito. Que no final dê tudo certo. Não se pode desperdiçar uma oportunidade como essa. Quem joga no Vasco tem que dar além do máximo. É isso que vou procurar passar para os nossos jogadores - concluiu.

O substituto de Cristóvão será Milton Mendes, que ainda não foi anunciado pelo clube.

Vasco x Botafogo
Local: estádio Nilton Santos;
Horário: 18h30 (de Brasília);
Provável escalação do Vasco: Martín Silva, Gilberto, Rafael Marques, Jomar e Henrique; Jean, Douglas, Escudero, Nenê e Andrezinho (Muriqui); Luis Fabiano.
Desfalques: Rodrigo, Kelvin e Guilherme estão com problema na coxa direita. Luan e Wagner seguem vetados pelo departamento médico; Marcelo Mattos está em processo de recondicionamento físico.
Arbitragem: Grazianni Maciel Rocha, auxiliado por Diogo Carvalho Silva e Carlos Henrique Alves de Lima Filho.
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Domingos Ailton discute criação de unidade de conservação em Jequié

Plenário da 124ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA)
O presidente do Grupo Ecológico Rio de Contas (Gerc) e conselheiro do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), Domingos Ailton, foi encaminhado pelo secretário de Relações Institucionais do Ministério do Meio Ambiente, Edson Duarte, para conversar com técnicos da Coordenação de Criação de Unidades de Conservação do  Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICBIO, a respeito da criação de uma unidade de conservação na região de Jequié. Domingos Ailton destacou que mesmo tendo uma grande diversidade biológica, formada por Caatinga, Mata Atlântica e Mata de Cipó, o município não conta com uma única unidade de conservação. O ambientalista observou junto com  técnicos  do órgão ambiental, por meio de imagens de satélite, que a vegetação da região de Jequié está muito fragmentada, mas ainda existem manchas representativas de mata.
Domingos Ailton apresentou sua proposta na reunião do Conama
Durante  seu pronunciamento, Domingos Ailton pediu apoio do Ministério do Meio Ambiente para criação de uma unidade de conservação, lembrando que na região existem várias nascentes de água que estão  sendo destruídas por queimada e desmatamento. O Gerc pretende lançar dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, uma ampla campanha  pela criação de uma área de conservação ambiental em Jequié e  municípios da região como Jitaúna, Itagi, Aiquara, Apuarema, Dário Meira, Jaguaquara, Lafaiete Coutinho, Manuel Vitorino  e Maracás. A entidade quer aproveitar a Campanha da Fraternidade deste ano  sobre os biomas brasileiros, organizada pela Igreja Católica, para fortalecer a ideia de criação da unidade  de proteção ambiental  na região de Jequié. Domingos Ailton recebeu orientação dos técnicos sobre as diversas categorias de unidade de conservação e os passos para sua  criação e encontrou receptividade tanto no Ministério do Meio Ambiente quanto no ICMBIO em relação a proposta do Gerc.
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Sambista Arlindo Cruz está em estado grave após sofrer AVC

O sambista Arlindo Cruz, de 58 anos, permanece internado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI), da Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro. Segundo a assessoria de imprensa do cantor, após a realização de exame de tomografia computadorizada cerebral, a equipe médica diagnosticou o AVC hemorrágico e o procedimento foi realizado com sucesso sendo que o quadro dele é grave, porém estável. Arlindo Cruz passou mal em sua casa e foi levado por uma ambulância do Corpo de Bombeiro para a Coordenação de Emergência Regional (CER) da Barra da Tijuca. Compositor e cantor de samba, o carioca Arlindo Cruz começou a trabalhar profissionalmente como músico ainda adolescente, tocando cavaquinho e violão. Integrou por 12 anos o grupo Fundo de Quintal, do qual se desligou em 1993 para iniciar uma carreira solo. Autor de sambas-enredo de sua escola de coração, o Império Serrano, e de outras agremiações, Arlindo Cruz tem, além de seus próprios discos, composições gravadas por intérpretes como Zeca Pagodinho e Beth Carvalho.
Lenda do rock, Chuck Berry morre aos 90 anos nos EUA
Chuck Berry, um dos grandes padrinhos e fundadores do rock graças à música “Maybellene”, lançada em 1955, morreu neste sábado (18) aos 90 anos, segundo informou a polícia do condado de St. Charles, no Missouri (EUA). O guitarrista lendário foi encontrado em sua casa já sem sinais vitais. A causa da morte ainda não foi revelada.
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Ministério Público apreende bebidas com álcool combustível e ácido em bar de Jacobina

redacao@varelanoticias.com.br

O Ministério Público Estadual desencadeou operação de fiscalização ambiental, de defesa do consumidor e da infância nesta sexta-feira (17) e sábado (18), em dez bares, distribuidoras de bebidas e lanchonetes na cidade de Jacobina. 
A operação tinha por objetivo fiscalizar a venda ilegal de bebidas alcóolicas a crianças e adolescentes, combater a
exploração sexual de menores e fiscalizar a regularidade de bares e estabelecimentos nos quais são comercializados alimentos e bebidas, sob o prisma da vigilância sanitária e do respeito à proibição de produção de poluição sonora.
(Foto: Reprodução)
Um estabelecimento localizado foi interditado por ter sido flagrado vendendo cachaças artesanais com a utilização de álcool
combustível, ácido acético concentrado e outros produtos ainda não identificados,no bairro da Serrinha. O local ainda  apresentava situação de higiene precária e por possuir diversos produtos a venda vencidos.
Os produtos químicos serão encaminhados para o Departamento de Polícia Técnica de Jacobina para correta identificação de todos, pois são corrosivos e  seus vapores causam irritação nos olhos, ardor no nariz e garganta, congestão pulmonar e o consumo pode levar à morte.
Foram apreendidos nos locais fiscalizados mais de 09 (nove) quilos de produtos deteriorados e quase 100 (cem) litros de bebidas impróprias para o consumo, dentre cachaças artesanais e cervejas e refrigerantes fora do prazo de validade.
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O Folclórico “Baianão”.

                                                                   Charles Meira
José Celestino "Baianão"
"Baianão" Arte de Raimundo Sampaio.

Baianão" dublando o cantor Genival Lacerda, São João na Praça Rui Barbosa -  Jequié - BA, administração do prefeito Landulfo Caribé.

Baianão" e Wilson Glarcas, carnaval na A.C.J -  Joaquim Romão Jequié - BA.
Conversando com o comentarista de futebol Waldemir Vidal citei nomes de pessoas que poderiam possuir fotos antigas de Jequié. O comentarista na oportunidade me falou que “Baianão” tinha um grande acervo de fotografias e sabia muito da história do futebol amador de Jequié. Acatei a sua preciosa informação e decidimos visitá-lo na sua residência.  

Edísio Santana, "Baianão", Waldemir Vidal e Marli Silva.

No domingo dia 26/02, Waldemir Vidal, Charles Meira, Edísio Santana e Marli Silva, visitaram “Baianão”. Foram recebidos cordialmente e trataram de diversos assuntos, porém devido o horário avançado a entrevista sobre o tema desejado foi realizada na manhã do dia 02/03, somente por Charles Meira.

Charles Meira e "Baianão”.
Depois de colocar o seu inseparável chapéu na cabeça, o remédio no nariz, sentar em uma cadeira na sala de sua residência “Baianão” contou que nasceu em Jequié em 23/09/1932 e casou-se em  01/07/1961 com Maria Dalva Lopes Celestino. Após a confirmação dos dados pela sua esposa tirou a curiosidade de todos relacionada ao seu apelido. Disse que o seu primeiro apelido foi “Zé de Peté”, depois ”Zé Bedeu” e finalmente com 14 anos de idade, quando jogava bola num campo próximo ao matadouro, onde hoje é a FIAT no Jequiezinho, um amigo de infância chamado Aurino, o apelidou de “Baianão” por admirá-lo pela sua disposição de menino forte nas suas atitudes, um baiano grande, um verdadeiro “Baianão”. No início não gostou do apelido, porém foi acostumando e pegou. Hoje ninguém o conhece por José Celestino e sim “Baianão”.

Anésia Barreto Palma
Pedro Celestino
Depois desta curiosidade prosseguiu contando que toda sua família é de Jequié, sendo que uma parte ficou radicada no bairro do Jequiezinho, outra no bairro do Curral Novo e alguns foram morar em Rio Novo, hoje o município de Ipiaú-Ba. Que seu pai Pedro Celestino era matador de boi, dono de açougue e trabalhou muito com Newton e Jorge Cerqueira. Que na ocasião quando tinha meses de idade, sua mãe Anésia Barreto Palma separou do seu pai e fugiu da Fazenda Provisão para ficar no bairro do Jequiezinho com sua avó. Que sua mãe continuou a vida, lavando roupa para João Borges, Dona Estela de Calom Moreira. Que seu pai ficou morando aqui em Jequié, entretanto o fato dele ter melhorado de vida e nem todo homem pode ter dinheiro e ver mulher bonita, arrasaram a sua vida num momento, motivos que levaram a sua mãe fazer também o papel de pai. Emocionado “Baianão” com muito orgulho citou alguns bons ensinamentos pronunciados pela sua mãe: “onde viu lá você deixa”, “nem tudo que você vê pode conversar”, “o seu é seu o do outro é do outro”, “quem não tem irmão brinca sozinho”. Em seguida mencionou uma conversa com sua mãe: “hoje nós estamos bonito, pois não temos nada para comer, porém vamos arranjar. Você vai pescar e eu vou buscar língua de vaca para a gente fazer”. “Baianão” prosseguiu a conversa mostrando seriedade, firmeza e deu um brilhante depoimento: “é bonito a gente sofrer, ter alguma coisa com sofrimento, para depois ver a diferença. Deus é tão bom que me deu na velhice, não me deu na infância. Deu-me coragem e disposição para ser um pouco de tudo, um coringa: matava boi, porco, fui ajudante e na roça fiz de tudo”


Waldomiro Borges e "Baianão.
Com sei jeito peculiar de falar, gesticulado como se estivesse discursando num palanque político contou que aos 19 anos de idade, época considerada para “Baianão” a mais importante da sua vida, ocasião que conheceu um homem que mais tarde tornaria o seu melhor amigo, irmão, um pai, pessoa que não pode esquecer hora nenhuma, momento nenhum, o senhor Waldomiro, criatura que não sai da sua mente. O encontro ocorreu no ano de 1951, época que aconteceu uma seca terrível em Jequié, período que Waldomiro era diretor de água da prefeitura. No bairro do Jequiezinho, local onde a prefeitura construiu um chafariz, Waldomiro cercado de muita gente, estava com a chave na mão e disse: “Quem quer ficar abrindo a água por uns 20 dias, até conseguirmos uma pessoa, pois funcionários são poucos e não posso deslocar um para fazer esse trabalho”. Sempre disposto Baianão falou que se Waldomiro confiasse faria o serviço, que o seu interesse era servir o povo. Na época não tinha amizade com o diretor, conhecia de nome, através do seu irmão Dorival Borges. Neste mesmo ano, “Baianão” entrou na Prefeitura Municipal de Jequié no cargo de Serviços Gerais na administração de Lomanto Junior.



Cesar Borges, "Baianão", Leur Lomanto e Lomanto Junior.










Em seguida continuou falando da sua amizade com Waldomiro, Dona Juju, Borginho e Cezar. Falou desta longa amizade familiar e contou que fazia as compras e não pegava as notas, pois ás vezes que trazia ele rasgava. Disse que Deus livre - guarde, botasse veneno num copo com água e desse para Waldomiro ele bebia, não olhava duas vezes. Waldomiro dizia: “não pode dar, não promete”. Era um homem de palavra e muito direito, calmo e conselheiro. Dando uma gostosa gargalhada, “Baianão” disse também que Lomanto Junior tinha ciúme dele com Waldomiro.  
Com a mesma alegria, risadas e descontração, uma tônica de toda a entrevista, “Baianão” passou a falar de futebol, usando uma camisa do Botafogo, seu time no Rio de Janeiro - RJ. Inicialmente contou que o primeiro campo de futebol de Jequié ficava no Semeado, local onde era plantado muito Alecrim e ficava próximo da Rua Magalhães Caitité, da Avenida Presidente Vargas, perto ao bar de Mário Ruim. Confidenciou também que jogando bola, apenas sapecava e como a maioria dos brasileiros era apaixonado pelo futebol.
Time amador do Jequiezinho - Em Pé: "Baianão", Virgilho Tourinho, Pequeno, Lando, Valdir, Cicilho, Valdir, Zé Souza e Aníbal.  Agachados: Curinga, Jaime, Vando, Papada, Maneca e Pichica.

Que em Jequié era torcedor do time amador do Jequiezinho, do qual foi presidente, equipe que em certa ocasião ficou 32 partidas sem perder.  Que na época quando acontecia o jogo entre os times do Jequiezinho e do Botafogo, torcia para acontecer um empate. Que no período quando Waldomiro Borges foi prefeito de Jequié, administrou o estádio Aníbal Brito. Que o estádio na ocasião ficava sempre cheio e tinha três posições no campo: arquibancada, sombra e geral. Que no sol era mais barato e quem podia ia para a arquibancada que era feita de madeira.


Maneca Sampaio, Waldomiro Borges, Lomanto Junior e Clóvis Barreto no estádio Aníbal Brito - Jequié - BA.
Fotógrafo Aroldo no estádio Aníbal Brito - Jogo Jequié 1 X 0 Cachoeira em 1969 – Jequié - BA.

“Baianão” citou também alguns times amadores de Jequié como: o Vasco da Gama do presidente Moises Amaral, o Flamengo de Marçal, Carlos Lopes, Maneca Sampaio, o Bahia de Dr. Zenildo Tourinho do grande jogador Valter e do excelente goleiro chamado Tide que era mudo, o Estudante do presidente Bria e dos jogadores Hugo Vitamina e Benito Leto, o Mandacaru do presidente Hercules Meira, o América de Izidorio, o Humaitá que Clóvis Barreto era o goleiro.



Time amador do Estudante - Em Pé: Nequinha, Maduro, Teola, Lídio, Zé Guarda, Lafaiete e Ozório. Agachados: Nilo, Nicinho, Benito Leto e Lídio no estádio Aníbal Brito – Jequié BA

Times amadores do Botafogo e do Ipiranga no estádio Aníbal Brito -  Jequié - BA



Time amador do Cruzeiro no estádio Aníbal Brito - Jequié BA.






        Encerrou o assunto relacionado ao futebol dizendo que no momento que resolveram mudar o estádio de local, sugeriu ao então prefeito Waldomiro Borges, para fazer o campo próximo do Derba, sendo assim o estádio não sairia do Jequiezinho, pois matava e morria pelo seu bairro. Waldomiro resolveu fazer no bairro do Mandacaru, pois o local necessitava de um benefício.


Baianão" com o Rifle/Winchester, que fez parte da luta de Silvino do Curral Novo.

Novamente “Baianão” mudou de assunto, mostrando e falando de um Rifle/Winchester/Repetição/Calibre44/16Tiros/Fabricação/USA, que possuía e segundo ele a arma fez parte da defesa feita por Silvino do Curral a Jequié. Que na época quando Jequié tinha o trem de ferro ele ia à estação, onde hoje abriga o Corpo de Bombeiros para carregar malas, as barraqueiras vendiam o cuscuz, os tocadores de viola cantavam, enquanto as mulheres chegavam da Rua do Maracujá.

Trem de Ferro na estação em Jequié – BA.
Finalizamos a entrevista, “Baianão” falou que se aposentou como Fiscal de Tributos na Prefeitura Municipal de Jequié no ano de 1993, mostrando uma foto de Lomanto Junior prestando uma homenagem a Silvino em uma inauguração no bairro do Curral Novo e escondido de Dona Dalva sua esposa, outra tirada na fazenda de Waldomiro que o casal estava na fotografia.
Lomanto Junior, prestando homenagem a Silvino do Curral Novo - Jequié – BA.

Em Pé: Dona Juju, Waldomiro Borges, Edmar Mendes e família. Sentados: Dalva Lopes Celestino e "Baianão".


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“Vaqueiro”, o Torcedor Símbolo da Associação Desportiva Jequié.


                                                                                                       Charles Meira 

Argeo Magalhães (Vaqueiro) e Charles Meira
Homenagem da A. D. Jequié a Argeo Magalhães (Vaqueiro).
No dia 26 de fevereiro, Waldemir Vidal, Edísio Santana, Marli Silva e Charles Meira, fizeram uma visita a Argeo Magalhães (Vaqueiro) na sua residência para falar sobre a Associação Desportiva Jequié.  Depois de um longo bate-papo, foi marcada outra visita para o dia 01/03 ás 9h, devido ser necessário um período maior de tempo para entrevistá-lo. No dia e horário marcado, somente Charles Meira pode comparecer para fazer a matéria desejada.

Waldemir Vidal, Argeo (Vaqueiro), Edísio Santana e Marli Silva.
Argeo Porto Magalhães nasceu na cidade de Jequié – BA em 06/10 /1940. Filho do Caminhoneiro Almerindo Dantas Magalhães e Maura Porto Magalhães, que nasceram em Jequié e morreram em Salvador - BA. Casou-se com Dayse Santos Magalhães em setembro de 1965 no município de Jequié, com quem teve 03 filhos, que lhe deram 06 netos. O seu primeiro emprego foi na Rodoviária Estrela do Norte no Rio de Janeiro – RJ, exercendo o cargo de técnico Administrativo e aposentou-se na mesma função na Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (DIRES) em Jequié – BA no ano de 2002.

O Vascaino Argeo Magalhães (Vaqueiro).
No início da entrevista Argeo confidenciou que no dia que ele nasceu sua mãe disse: “amor o menino tem o saco preto e vai torcer pelo Vasco da Gama”. Cumpriram-se as palavras de Dona Maura e durante a idade de criança e de adolescente, Argeo foi somente torcedor deste time de futebol.

Argeo em pé e seu irmão sentado.
Em pé: Idael Quadros, Regina Maria (Madrinha) e Luiz. Agachados: Argeo, Ubirajara e Carlos no Colégio 2 de Julho em Salvador – BA.
Em 1969, com vinte e nove anos de idade, quando da realização de um jogo do Campeonato Intermunicipal de Futebol no Estádio Aníbal Brito entre a Seleção de Jequié 1 X 0 Seleção de Cachoeira, Argeo começou a torcer também pela seleção da sua cidade. Nesta época Argeo criou um instrumento para torcer chamado de “Matraca”, porém como não pode levar para torcer em Salvador, deixou de utilizá-lo. No dia 20 de outubro de 1969 Argeo estava na inauguração do estádio Waldomiro Borges, quando no jogo preliminar a Seleção de Jequié venceu por 3 X 0 a Seleção de Vitória da Conquista e o atacante Dilermando marcou o primeiro gol do estádio. No jogo principal o resultado foi Fluminense de Feira 0 X 0 Bangu do Rio de Janeiro.
Também contagiado com a vitória da nossa seleção, participou no dia 20 novembro de 1969 da reunião no Rotary de Jequié, junto com diversos abnegados do nosso futebol amador, que fundou o time de Jequié com o nome de Associação Desportiva Jequié e escolheu também as cores: Azul, Amarelo e Branco da sua camisa. “Argeo relatou que dos participantes da reunião somente ele e Evandro Lopes estão vivos.
 Com a profissionalização do time e a participação no Campeonato Baiano de Futebol no ano de 1970, Argeo passou a torcer pelo Jequié. Como torcedor, acompanhou o time em todos os jogos realizados no campeonato.

Fotografo Aroldo no Estádio Aníbal Brito lotado, jogo Seleção de Jequié 1 X 0 Seleção de Cachoeira em 1969. 
 Fez questão de contar primeiramente um episódio que ocorreu quando da realização de um destes jogos, que marcaria a vida dele como torcedor do Jequié. O fato aconteceu em uma partida na cidade de Jacobina. A torcida local começou a ofender a cidade de Jequié, chamando de terra de Bode, Boi, Vaca, onde somente tinha vaqueiro. Como na ocasião Argeo era o único torcedor do Jequié na arquibancada, inclusive com a sua inseparável bandeira, direcionaram para ele em coro as ofensas dizendo: “olha lá o vaqueiro, olha lá o vaqueiro”. Quando da viagem de retorno para Jequié os jogadores do Jequié: Maneca, Maíca, Zé Augusto, Dilermando e Tufu, que ouviram os xingamentos da torcida de Jacobina, começaram também a chamá-lo de “Vaqueiro”. Devido o fato corrido na cidade de Jacobina-BA, Argeo é conhecido hoje em Jequié, na Bahia, no Brasil e no mundo como “Vaqueiro de Jequié”.

Cada dia mais envolvido com o Jequié, “Vaqueiro” aprendeu também com um torcedor do Galícia no estádio da Fonte Nova em Salvador a colocar fogos de artifício. Com a colaboração de amigos, conseguia arrecadar o dinheiro para comprar os fogos. Quando não arrumava comprava com seu dinheiro, mas não faltava nos jogos realizados em Jequié, a tradicional rajada de fogos, quando o Jequié entrava em campo. E relacionado a este assunto contou que em um jogo contra o Bahia em Jequié, colocou fogos de uma bandeira de escanteio até a outra. No momento que tocou fogo, o gramado que estava seco também foi atingido e somente com a ajuda dos jogadores as chamas foram apagadas. 

Osvaldo Batista e Argeo Magalhães (Vaqueiro).
Sempre sorridente e bem humorado “Vaqueiro” falou de outro caso inusitado que sucedeu em um jogo entre Jequié 2 x 1 Bahia no Waldomirão. Na oportunidade, o juiz ficou preso em uma das dependências do estádio até depois da meia-noite, protegido pela Polícia Militar, porque a torcida do Jequié queria pegá-lo, devido o longo desconto concedido no final do jogo e como o campo não tinha iluminação, tudo estava escuro, não dava nem para enxergar a bola. O que levou torcida do Jequié pensar que o juiz queria que o Bahia empatasse o jogo.

Caricatura de Ageo Magalhães (Vaqueiro)
“Vaqueiro”, torcedor apaixonado, pensava em tudo para animar os torcedores e o time do Jequié. Com esse intuito, fundou a T.O.J (Torcida Organizada do Jequié), que tinha uma charanga e era comandada por Calango, com os instrumentos comprados pelo seu fundador. Outra estratégia utilizada pelo torcedor símbolo do Jequié era carregar e correr de um lado para o outro da arquibancada com sua bandeira que sempre teve o mesmo padrão, contendo nela um bode, um sol, o nome Jequié e as letras A.D.J, animando a torcida. Para enfeitar o estádio nos dias dos jogos do Jequié, em 2015 mandou fazer com seu dinheiro uma faixa medindo trinta metros de comprimento, contendo o nome da torcida organizada T.O.J. Para não ficar faltando nada em um time de futebol, “Vaqueiro” idealizou também um concurso para escolher o hino oficial do time do Jequié em parceria com o programa “Falando de Esportes” da FM Cidade Sol 94,9. Foi sugerido aos participantes que a letra teria que falar especialmente do Rio de Contas, do bairro e da pedra do Curral Novo, Barragem de Pedras e do Jequié. Na divulgação do resultado foi acordado pela comissão julgadora em fazer uma junção de frases das letras apresentadas pelos torcedores: Argeo, Grande e João Mendes. A melodia e o arranjo da música foram feitos por Rose & Banda e na gravação cantaram Wando Pereira e Rose & Banda. O hino oficial do Jequié foi aceito e aprovado em reunião de diretoria.

Paramos a entrevista por alguns minutos para atender a esposa de “Vaqueiro”, avisando que o café estava na mesa. Deixando o café para o final da conversa, o torcedor símbolo do Jequié prosseguiu citando o nome de alguns presidentes da Associação Desportiva Jequié como: Dr. Milton de Almeida Rabelo, Dr. Gerson Pelegrini, Humberto Biondi Maneca Sampaio, Jonas Almeida, Fernando Almeida, Olivaldo Ribeiro, Carlos Nascimento, Getúlio Ferreira da Luz, Marialvo Alves Meira, Jorge Amado, Vanderly Andrade, Francisco Carlos Almeida, José Fernandes (Zé Biu), Juarez Andrade (Bolinha) e em seguida muito tristonho contou que todo acervo que possuía do Jequié, foi queimado, quando aconteceu um incêndio na sua residência. 


Demonstrativos de despesas efetuadas na casa dos atletas do Jequié, pagas por Argeo “Vaqueiro”, sem ônus para a Associação Desportiva Jequié nos anos de 2013, 2014 e 2015.

“Vaqueiro” hoje possui apenas um caderno constando vários demonstrativos das despesas efetuadas na casa dos atletas do Jequié, pagas por ele, sem ônus para a Associação Desportiva Jequié nos anos de 2013, 2014 e 2015. Consta também nele classificação do time no Campeonato Baiano da segunda divisão, resultados de jogos, relação de nomes de Jogadores, relação de cartões amarelos e vermelhos recebidos pelos atletas nos jogos e um relato de uma emoção passada em 2015, quando do jogo Jequié 4 X 3 Fluminense de Feira, realizado em 17/05/2015 em Jequié ás 10h. Relata “Vaqueiro que o fluminense de Feira abriu o placar, o Jequié empatou, o fluminense virou o jogo, o Jequié empatou, o fluminense virou o jogo. Faltando cinco minutos para terminar o jogo, quando muitos torcedores estavam saindo do estádio, porém a charanga de Nengo e centenas de torcedores ficaram e alegraram-se na grande virada do Jequié, que gritavam “eu acredito, eu acredito”, iniciados por “Vaqueiro. Em seguida veio à resposta dos atletas do Jequié que conseguiram virar o jogo, fazendo dois gols em menos de cinco minutos, vitória maiúscula de Jequié 4 X 3 Fluminense. O deputado Leur Lomanto Junior premiou os Jogadores com um almoço no restaurante “Espeto de Ouro”.  Consta também no caderno, que no ano de 2015, como voluntário aceitou e foi nomeado pelo presidente da Associação Desportiva Jequié Juarez Almeida (Bolinha), como gerente da sede do Jequié.

Estádio Waldomiro Borges, jogo Jequié 0 X 3 Juazeiro, despedida de Argeo Magalhães “Vaqueiro” em 07/06/2015.
O último relato do livro é focalizado o motivo do afastamento de “Vaqueiro” de torcer pelo Jequié. No dia 25/05/2015, após consulta médica com o médico Dr. João Lantyer, deu a ele duas escolhas: ter uma vida mais longa ou antecipar um possível A.V. C, continuando suas atividades no envolvimento com o time do Jequié. “Vaqueiro” optou em ter mais tempo de vida. Na ocasião também foi impedido pelo médico de viajar para assistir os jogos do time do coração. No dia 27/05/2015, “Vaqueiro” tomou a determinação de deixar futebol. Manteve contato com “Cabeça” radialista da Radio Povo e contou a sua decisão. Falou para o profissional que se o Jequié vencer o jogo contra o time do Grapiuna em Itabuna - BA no dia 31/05/2015 ou até mesmo o Jequié seja campeão do acesso não mudaria sua decisão. No dia 02/06/2015 comunicou ao presidente Juarez Almeida (Bolinha) de uma cirurgia que tinha que fazer e a data de sua despedida que ocorreu no dia 07/06/2015. No término da entrevista, “Vaqueiro” disse que foi uma grande alegria e um imenso prazer ter sido um atuante torcedor do time do Jequié durante 45 anos.

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WALDEMIR VIDAL SANTOS DRT-BA 4.260 - ABCD-BA 544

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Vitória vence na ida e coloca o Jequié na rota da Copa do Brasil - FE - 03/06/2026