O deputado federal José Carlos Aleluia (DEM-BA) vai apresentar um voto em separado e contrário ao parecer de Arthur Lira (PP-AL) que trata na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara sobre a cassação de parlamentares. Em entrevista ao Bahia Notícias, ele disse que sua proposta é manter as regras atuais para a perda de mandatos e adiantou que haverá obstrução quando acontecer a votação na CCJ. O parecer de Lira responde a uma consulta do presidente interino da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA) e pode salvar Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da cassação. Ele argumenta que o plenário deve votar um projeto de resolução - e não um parecer - vindo do conselho. Dessa forma, a punição poderia receber emendas, desde que elas não prejudiquem o acusado. Além disso, o documento afirma que a rejeição do projeto não resulta na votação da denúncia original, pela cassação. Segundo Aleluia, esse parecer representa uma tentativa de tirar a soberania do plenário da Câmara. "O que está em votação é a conclusão do relatório, que é pela cassação. No meu entendimento, se for vencida a ideia que é para não cassar, esse voto terá que ser levado ao plenário. O plenário vai decidir se mantém o voto do relator ou se mantém o voto divergente", defende. Contrário à permanência de Cunha no Congresso Nacional, o parlamentar baiano também se definiu como um defensor das instituições e garantiu que "não há nenhum tipo de exigência" para que seu partido mantenha o apoio ao governo de Michel Temer. Ao comentar as delações premiadas da Operação Lava Jato, ele ainda revelou o temor de muitas pessoas em relação às investigações. "O consumo de sonífero pelos políticos deve ter crescido muito", brincou. Clique aqui e confira a entrevista completa com o deputado.
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por Julia Affonso, Ricardo Brandt e Fausto Macedo | Estadão Conteúdo
Foto: Humberto Trezzi / Zero Hora
Um dos operadores de propina no esquema de corrupção instalado na Petrobras, o lobista Fernando Falcão Soares, o Fernando Baiano, admitiu à Polícia Federal que a Odebrecht lhe pagou R$ 550 mil entre 2014 e 2015, quando ele estava preso. Fernando Baiano passou quase um ano detido em Curitiba, base da Operação Lava Jato, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, e deixou a prisão após fechar acordo de delação premiada. Ex-aliado do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi protagonista de um repasse de US$ 5 milhões ao parlamentar, em 2011, que seria fruto do esquema na Petrobras. No último dia 2, o lobista prestou novo depoimento à PF e foi questionado sobre as entregas de dinheiro em espécie feitas no endereço de sua empresa, Hawk Eyes, aos cuidados de seu irmão, Gustavo. Os valores teriam sido repassados pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht. O nome de Gustavo foi identificado em uma planilha secreta de propina apreendida na casa da secretária de altos executivos da Odebrecht, Maria Lúcia Guimarães Tavares, suspeita de ser responsável por parte da distribuição da "rede de acarajés" - que seria referência à propina. O lobista explicou que em 2009 foi procurado por Cezar Tavares e Luiz Carlos Moreira para que indicasse uma empresa interessada no projeto de uma refinaria em Angola. Segundo Baiano, a consultoria de Cezar Tavares havia sido contratada pela Sonangol, no país africano, para desenvolver novos negócios em Lobito. Ele decidiu, então, indicar a Andrade Gutierrez e a Odebrecht, empresas com mais atuação em Angola. O lobista relatou que a escolha da consultoria foi pela Odebrecht e que a ideia de Tavares e Moreira era ajudar a construtora a vencer a concorrência para algumas obras na refinaria. Fernando Baiano procurou o então diretor da Odebrecht Rogério Araújo - preso na Lava Jato em junho de 2015 - para falar, segundo ele, sobre outras obras e aproximar as duas partes. Em seu relato, Baiano afirma ter participado apenas de duas reuniões com Tavares e a Odebrecht e depois ter procurado a construtora apenas em 2012, com o intuito de receber pela consultoria prestada. Ambos não chegaram a um acordo sobre valores até 2014, quando o lobista foi preso e, segundo ele, a Odebrecht se recusou a "pagar alguém que estava preso". Ainda de acordo com o relato dado à PF, esse teria sido o motivo de a construtora ter "pago por fora" ao seu irmão, Gustavo, em um contrato lícito. A reportagem não localizou Tavares e Moreira. A Odebrecht não quis se manifestar. As informações são do jornalO Estado de S. Paulo.
Um menino de um ano e quatro meses foi hospitalizado em um pronto-socorro de Manaus (AM), neste domingo (12), com marcas de mordida pelo corpo, hematomas de espancamento e ferimentos no pênis. A mãe do bebê foi encaminhada à polícia para prestar depoimento e sustena que a criança caiu do velocípede. "A criança chegou chorando. A mãe, super fria, chegou dizendo que a criança tinha caído do velocípede. Achei muito estranho porque a gente conhece quando a criança cai e ele estava cheio de mordidas pelo corpo inteiro, perna, tronco, cabeça, bochecha, inclusive na área genital. O 'pintinho' dele estava dilacerado com mordias", disse a pediatra Aline Coelho Cordeiro. Ao G1 a médica relatou que a equipe do hospital questionou a mãe e o padrasto do bebê - de 22 e 17 anos, respectivamente - sobre a causa dos ferimentos. Segundo relatou, a mãe contou que o bebê caiu do velocípede, depois ela mudou de assunto e disse que tinha dormido e acordado com a criança daquele jeito. O bebê ficou em observação por três horas, fez exame de raio-x e foi avaliado por um pediatra, um cirurgião e um ortopedista. "Ele não tem sinais de fratura. A única coisa que está ruim é a urina. Como o 'pintinho' dele foi muito mortido, ele não está conseguindo urinar", disse Aline. Familiares da mãe da criança mantiveram a informação de que o bebê havia caído da escada, mas que ele estava bem. A mãe e a criança foram encaminhadas para o Instituto Médico-Legal para realização de exames de corpo delito, antes de seguirem para a Delegacia Especializada de Assistência e Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca). A delegada titular Juliana Tuma afirmou que o foi instaurado flagrante e a perícia do IML poderá identificar a natureza das mordidas. "Esse caso da lesão corporal deixou toda a equipe da delegacia sensibilizada. Iniciamos as diligências no sentido de apontar a natureza das mordidas, até para que a gente verifique se a mordida foi feita por um adulto, uma criança, se foi por alguém que usa ou não aparelho (dentário)", disse. O menino foi encaminhado ao serviço de acolhimento institucional, onde ficará até o caso ser elucidado.
O vídeo tem pouco mais de 11 minutos e mostra um casal, em plena luz do dia, tendo relações sexuais ao lado de uma menina, que aparenta não ter mais que dez anos.
A mulher chega a falar com a menor, por diversas vezes, enquanto está sentada em cima do homem, em pleno ato sexual. O caso teria ocorrido na praia fluvial de Paredes de Coura. A gravação foi postada na sexta-feira na internet.
O vídeo foi gravado por pessoas que estavam na praia fluvial e que ficaram indignadas. Entretanto, por se tratar de conteúdo sexual, o YouTube removeu a gravação, mas este sábado, ao final da tarde, era ainda possível visualizar o vídeo em algumas páginas do Facebook.
As imagens demonstram que a mulher percebeu que estava sendo filmada. Chega a olhar diretamente para a câmera. A menina permanece durante toda a gravação ao lado do casal. A certa altura, deita-se ao lado do homem enquanto o casal continua a relação sexual.
A criança e o casal agem sempre como se nada estivesse a acontecer. Na praia, encontravam-se várias famílias.
18 ANOS =VÍDEO AQUI: http://www.liveleak.com/view?i=6ff_1465656951
Imagens de nudez de garotas e mulheres têm aparecido sem que elas saibam em sites amadores de pornografia brasileiros. Fotos e vídeos chamados de "nudes", feitos por amigos ou ex-namorados, divulgados sem consentimento, resultam em lucro na internet. São jovens com idade entre 14 e 25 anos, de todas as classes sociais, com sua intimidade exposta. No país, entre os 30 maiores sites identificados pelo Estado que não checam a procedência do conteúdo publicado, a audiência mensal chega a até 3,5 milhões de visualizações e pode render 95.000 reais por ano para cada administrador.
As fotos das vítimas se espalham na web, em um movimento conhecido como "viralização", e as levam ao constrangimento e à humilhação, disseram as mulheres à reportagem. Nas publicações, deixam de ser meninas e viram "novinhas" ou "ninfetas", termo que remete a adolescentes ou mulheres infantilizadas. Quando uma novinha tem sua foto viralizada, diz-se que ela "caiu na net". Uma universitária do interior de São Paulo, de 19 anos, foi vítima de um rapaz que conheceu pelas redes sociais quando tinha 15. "A gente começou a conversar e ele sempre dava em cima de mim, mas nunca dei trela. Só que uma vez terminei com meu namorado e acabei cedendo ao pedido dele para aparecer na webcam. Pedi para não gravar, mas ele gravou", disse.
Três anos depois, ela soube por um amigo que o vídeo estava em sites de pornografia. "Na hora, gelei. Peguei todas as provas de que era ele quem tinha divulgado e minha mãe levou para a Polícia Federal. Não sei o que aconteceu, porque não quis mais saber do assunto". Sem produzir conteúdo próprio, os sites divulgam fotos e vídeos como os da jovem paulista. Além de replicar imagens já divulgadas, põem à disposição de qualquer internauta formulários nos quais podem ser enviadas fotos. O usuário deve informar o nome da vítima e enviar ao menos um nude.
IMAGEM ILUSTRATIVA
Os proprietários reconhecem não fazer nenhum filtro das imagens. "Em muitos casos, em 90%, é impossível identificar se realmente as fotos ou os vídeos são de quem envia", disse, por e-mail, o site Brasil Tudo Liberado, um dos maiores e mais conhecidos, com 2,3 milhões de acessos ao mês. A reportagem, sem se identificar, questionou sobre como proceder para fazer um anúncio e sobre a legalidade das divulgações. "Legal, legal não é, né? Mas não dá problema, não", disse o dono do site Só Novinhas, por e-mail. Ele cobra 120 reais por um banner de 300x250 pixels. "Conheço muita gente que vive disso. Com o site, dá para tirar 5.000 reais por mês".
Legalidade - O dono do site Junior Paganinix, que divulga na página inicial fotos de nudez de uma adolescente, reconheceu o risco de cometer crimes "sem saber". "Todo o conteúdo que publicamos passa por uma análise prévia. Entretanto, é extremamente difícil julgar a idade de uma garota pela sua aparência física". A posse e divulgação de imagens eróticas de menores é crime previsto pela legislação brasileira.
O jornal Estadão mapeou os sites com base na ferramenta digital Similar Web por duas semanas. O programa registra o acesso às páginas iniciais, sem considerar a navegação interna. O número é subnotificado e pode ser até quatro vezes maior. A reportagem identificou quem registrou cada domínio - endereço virtual -, com base no site who.is, mesmo instrumento usado pelo Ministério Público Federal (MPF) em investigações. Eles estão em São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Goiás, Santa Catarina, Ceará, Mato Grosso e Alagoas.
O dono do Cantinho dos Nudes, além de oferecer banner por 130 reais, explicou à reportagem como produzir um site (o que custaria cerca de 150 reais). Duas ferramentas são usadas para ganhar dinheiro: os sites Ero Advertising e HilltopAds, que pagam em euro e dólar por clique recebido nas páginas, sem interferir no conteúdo. O proprietário da publicação afirmou que recebeu 1.600 reais no mês passado. "Eles pagam uma quantia por visualizações nos banners deles (que saltam assim que o site é acessado) e uma quantia por cliques recebidos neles", explicou. Donos de três sites pornográficos ainda informaram nome, CPF e conta corrente para depósito do valor caso houvesse interesse em anunciar. O Estadão levou as informações ao MPF.
Mais um caso onde as imagens íntimas de uma gata vazaram na internet, mobilizou desta vez as amigas da moça que decidiram contra atacar com a campanha #SomosTodosBrunna.
A campanha é em solidariedade à modelo de 22 anos, Bruna Daniele, da cidade de Sousa, na Paraíba. Ela teve fotos íntimas espalhadas pela internet.
Desta forma, as amigas de forma humorada decidiram também enviar fotos de partes de seus corpos para conscientizar que são donas delas mesmas e decidem quando e a quem quiser mostrar.
A modelo entrará na justiça em busca dos responsáveis pelo início da distribuição das imagens
Caçado pela polícia há anos, Sérgio Luiz da Silva Júnior, conhecido como Da Rússia, dada a pele clara, vive nas sombras e se refugia na mata fechada no alto do Morro da Barão, na Zona Oeste carioca. Um dos grandes traficantes do Rio, ele também gosta de ser chamado de Lobo Mau. Comanda um vasto comércio de drogas e armas e uma sangrenta guerra contra facções rivais. Manda e desmanda. VEJA apurou que quatro homens já identificados como participantes do estupro coletivo de uma adolescente que chocou o país são integrantes de seu bando. Dois estão foragidos. Um deles, Moisés de Lucena, o Canário, que levou a garota para o local onde seria violentada, é um dos braços fortes da quadrilha liderada por Da Rússia.
O traficante, de 26 anos, trabalha sempre à noite e na madrugada. Por volta das 4h30, protegido por meia centena de asseclas, o chefão se embrenha na mata cerrada, uma extensão da Floresta da Tijuca. Apenas os marginais mais chegados sabem onde ele vai dormir. No matagal há barracas, um ou outro casebre de alvenaria, geradores e fogões improvisados. Da Rússia volta a descer à favela quando anoitece, para tocar os negócios. Seu ramo é o atacado. "Só de cocaína, chega a vender 100 quilos por semana", calcula o delegado Márcio Dubugras. A movimentação financeira do "Bando do Lobo" passa de 6 milhões de reais por mês. Obcecado por armar sua quadrilha para conquistar territórios na cidade, Da Rússia compra armas, granadas e munição em tamanha escala que consegue até desconto. "Eles têm seguramente mais de 100 fuzis por lá", diz o delegado federal Carlos Eduardo Thomé.
A floresta encravada no alto do morro, de acesso muito difícil para quem não é da área, foi justamente o que levou a quadrilha a se instalar ali. Em 2013, o bando de Da Rússia expulsou os milicianos que dominavam o lugar e virou o dono do pedaço. Os traficantes vinham do Complexo do Lins, na Zona Norte, então ocupado por uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Na época, Da Rússia era homem de confiança de Luiz Cláudio Machado, o Marreta, um dos barões do crime no Rio. Marreta foi preso no ano seguinte. Cumpre pena em presídio de segurança máxima. Da Rússia ainda lhe deve obediência, mas na prática é quem dá as ordens. Nos seus domínios, é juiz máximo de toda e qualquer disputa. Ali não se rouba e há poucos assassinatos, um modo de não atrair a polícia. O estupro da adolescente atrapalhou a azeitada estrutura montada pelo bandido, uma dessas figuras que brotam da inépcia das autoridades.
Autoridades de Orlando afirmaram na manhã deste domingo (12) que 50 pessoas morreram e outras 53 ficaram feridas no ataque a uma boate voltada ao público LGBT em Orlando, na Flórida.
Ao lado de representantes da polícia local, do FBI, de médicos e de um líder muçulmano, o prefeito da cidade, Buddy Dayer, lamentou dar a notícia de que o número de mortos dentro da casa noturna Pulse é maior que o estimado anteriormente. "Há sangue por todo lado", disse o prefeito.
“Depois que verificamos que não havia mais explosivos, conseguimos entrar e ver que o número de mortos era muito maior do que o que pensávamos”, explicou o chefe de polícia, John Mina.
O agressor também morreu durante a troca de tiros com a polícia. O Itamaraty afirmou que, por enquanto, não há registro de brasileiros entre as vítimas.
A polícia tenta agora identificar os corpos para avisar os parentes. Hospitais locais, que ativaram um plano de emergência, afirmam que algumas vítimas estão em estado crítico.
Possível terrorismo O caso é investigado pelo FBI como um possível ataque terrorista doméstico, considerando que o suspeito poderia ter "inclinação" pelo terrorismo islâmico, segundo os agentes federais.
O governador da Flórida, Rick Scott, disse, pelo número de vítimas, o ataque é "claramente um ato de terror". A mídia americana divulgou a identidade do suspeito como Omar Saddiqui Mateen, mas a polícia ainda não confirmou a informação.
Omar Mateen é suspeito do ataque a boate gay em Orlando (Foto: Reprodução/MySpace)
Segundo o senador Alan Grayson, o suspeito é americano, mas sua família é de fora do país. Uma conta no Twitter de um grupo afiliado ao Estado Islâmico postou uma foto que seria dele, afirma a Reuters.
"Tivemos uma possível identificação, mas não conseguimos dizer exatamente quem é o suspeito", afirmou o porta-voz do FBI durante entrevista coletiva. Uma conta no Twitter de um grupo afiliado ao Estado Islâmico postou uma foto que seria dele, afirma a Reuters.
Não houve comunicado oficial do Estado Islâmico até o momento. Não foi possível verificar se a foto é de fato de Mateen. Outras contas ligadas a militantes islâmicos extremistas também postaram fotos da mesma pessoa, e apoiadores do Estado Islâmico postaram mensagens comemorando o ataque.
O presidente da sociedade islâmica local participou de uma coletiva de imprensa junto a autoridades e disse que se tratou de uma ação individual, que não está ligada a redes terroristas. Ele elogiou o trabalho da polícia.
Grupo lamenta ataque a boate em Orlando (Foto: Steve Nesius/Reuters)
Ataque a boate A policia de Orlando informou que foi chamada por volta das 2h (3h de Brasília) e, quando agentes chegaram à boate, houve troca de tiros do lado de fora e o atirador voltou para dentro e fez reféns por algumas horas.
"Às... 5h nesta manhã, foi tomada a decisão de resgatar as vítimas mantidas reféns dentro do local. Nossos policiais trocaram tiros com o suspeito. O suspeito está morto", disse o chefe de polícia de Orlando, John Mina.
Boate Pulse, em Orlando, foi alvo de ataque (Foto: Reprodução/TV Globo)
Para entrar na casa noturna, a polícia realizou uma "explosão controlada" com ajuda de uma equipe da Swat. Ao menos um policial ficou ferido no tiroteio com o agressor, mas a ação da polícia salvou ao menos 30 vidas, disse Mina.
Não ficou claro quando as vítimas dentro do clube morreram, se foi antes, durante a tomada de reféns ou no confronto entre o atirador e a polícia.
O suspeito portava um rifle AR-15 e uma arma de pequeno porte, além de um "dispositivo suspeito" não identificado nele. O Corpo de Bombeiros deslocou uma equipe de desativação de artefatos explosivos, indicou o jornal local "Orlando Sentinel".
Segundo caso em Orlando O caso ocorre um dia depois da morte da cantora Christina Grimmie, assassinada após fazer um show também em Orlando. Kevin James Loibl, de 27 anos, foi identificado como autor dos disparos. A polícia acredita que os dois casos de violência não estão relacionados.
Policial orienta família a ficar longe da boate alvo do atirador em Orlando, nos Estados Unidos (Foto: Phelan M. Ebenhack/AP Photo)
Relatos da Pulse "Por volta das 2h, alguém começou a atirar. As pessoas se jogaram no chão", contou um dos frequentadores, Ricardo Negron, à Sky News. A testemunha disse ter ouvido disparos contínuos por quase um minuto, embora tenha parecido muito mais. "Havia sangue por toda a parte", disse outra testemunha.
Onde fica a boate
Javier Antonetti, de 53 anos, disse ao jornal Orlando Sentinel que estava perto da parte dos fundos da boate quando ouviu tiros. "Houve tantos (tiros), ao menos 40", disse.
Rosie Feba estava com uma amiga quando os disparos começaram. "Ela me disse que alguém estava atirando. Todo mundo se jogou no chão", contou ao jornal "Orlando Sentinel".
"Disse a ela que não acreditava, achei que fosse parte da música, até que vi fogo saindo da arma."
A boate Pulse, que se apresenta em seu site como "o bar gay mais quente de Orlando", publicou no Facebook uma última mensagem urgente: "Todos saiam da Pulse e continuem correndo".
"Assim que tivermos informações, os atualizaremos. Por favor, tenham todos em suas orações enquanto afrontamos este trágico evento. Obrigada por seus pensamentos e amor", acrescentou o clube em outra mensagem nessa rede social.
Capacete de policial atingido por tiro durante ataque a boate em Orlando, nos Estados Unidos. Segundo a polícia, o agente foi salvo pelo equipamento. (Foto: AFP Photo/Orlando Police Department)
Mais um caso de intimidade invadida terminou em tragédia e desta vez aconteceu nos Estados Unidos, no estado da Flórida. A jovem Tovona Holton, de 15 anos, teve um vídeo seu publicado no Snapchat por amigas da escola e horas depois tirou a própria vida utilizando uma arma de fogo que a mãe mantinha em casa.
A mãe da jovem, Levon Holton-Teamer, disse, em entrevista à emissora WFLA-TV, que encontrou a filha morta no banheiro do quarto. “Eu fui ao banheiro, mas não consegui entrar. A luz estava apagada, então tentei forçar a porta. Quando olhei para baixo, vi a poça de sangue. Eu ainda tentei salvá-la”, relembra a mãe.
A jovem tinha contado a mãe mais cedo que amigas da escola tiraram foto dela tomando banho. A divulgação das imagens, que levou à morte da menina, está sendo investigada pela polícia em colaboração com a escola onde ela estudava.
Por Dassler Marques e José Edgar de Matos Do UOL, em São Paulo - 13/06/2016 09:00
Lance foi absolutamente legal na opinião do treinador corintiano
Tite fez uma análise do clássico com reconhecimento à melhor atuação do Palmeiras, que venceu o Corinthians por 1 a 0 neste domingo no Allianz Parque. Mas, à parte disso, criticou a decisão do árbitro Raphael Claus de anular um gol de Bruno Henrique no último instante do dérbi.
"Lastimo quando a arbitragem tem influência decisiva no placar. Não gostaria que acontecesse isso. Eu vi o lance antes de vir aqui. Há a disputa do Prass com o zagueiro (Thiago Martins), a bola cai, rebate e fazemos o gol. Determinante não foi. Seria se tivéssemos feito os gols, saído na frente, mas há um fato determinante no resultado", reclamou Tite.
"É um lance claro para mim e teve influência direta no placar. Não quero ser privilegiado pela arbitragem em nenhuma situação, mas ficou muito claro", acrescentou. "Não queria falar do Claus, de nenhum árbitro, mas alto nível não pode. Vocês são exigidos em alto nível nas empresas de vocês. Eu sou exigido em alto nível. É muito elementar esse erro, é muito claro, não pode ter tamanho erro um árbitro dessa grandeza e ser decisivo no placar", concluiu Tite.
Cuca, por sua vez, disse que achou falta no lance. Na visão do treinador do Palmeiras. "Tive cuidado de conversar com Prass e Thiago e ver o lance. Na minha maneira de ver, vi um lance faltoso. Tem o empurrão do Felipe no Thiago. E ele bate no goleiro. Quando o Prass ouve o apito, não foi na segunda bola. Acho que foi faltoso. Respeito quem achoa que não", explicou.
O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba, disse ser “possível e até provável” que as investigações do maior escândalo de corrupção do País acabem. “Quem conspira contra ela são pessoas que estão dentre as mais poderosas e influentes da República”, afirmou. Em entrevista ao Estadão, Dallagnol disse que as conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado com o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), o ex-presidente José Sarney (AP) e o senador e ex-ministro do Planejamento Romero Jucá (RR), todos da cúpula do PMDB, expuseram uma trama para “acabar com a Lava Jato”. “Esses planos seriam meras especulações se não tivessem sido tratados pelo presidente do Congresso Nacional”, disse o procurador.
A rádio oficial do grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou nesta segunda-feira o massacre de Orlando (Flórida, EUA), cometido por um "soldado do califado", que deixou 50 mortos e deixou 53 feridos em uma boate gay. "Deus permitiu ao irmão Omar Mateen, um dos soldados do califado nos Estados Unidos, lançar uma ghazwa (termo islâmico para designar um ataque) em uma discoteca de sodomitas na cidade de Orlando, conseguindo matar e ferir mais de 100 deles", afirma o boletim da Rádio Al-Bayan do EI. As autoridades norte-americanas estão sendo cautelosas em relação ao ataque. Até agora, confirmam apenas que Omar Mateen, de 29 anos e descendente de afegãos, foi o responsável pelo massacre. O FBI disse ainda que o atirador comprou ao menos duas armas de fogo nas últimas semanas e que trabalhou como segurança. Além disso, Mateen foi alvo de investigação em 2013 após comentários "inflamatórios" no ambiente de trabalho e manteve ligações com um suspeito de planejar um ataque a bomba em 2014. Porém, a polícia federal norte-americana não confirmou a ligação entre o massacre e o EI. O curto comunicado do EI foi distribuído por meio do Telegram, um aplicativo de mensagens. O texto diz que o ataque "visou uma boate para homossexuais". A polícia da cidade norte-americana de Orlando começou a divulgar o nome de algumas das vítimas do ataque a boate gay Pulse. As autoridades já classificaram o episódio como um dos maiores ataques a tiros da história dos Estados Unidos. Este foi o segundo ataque na cidade em pouco mais de 24 horas, depois que a cantora Christina Grimmie, ex-participante do programa de TV "The Voice", foi morta, sexta-feira, por um homem que a atacou após um show. O teatro onde Christina foi agredida fica a seis quilômetros da boate Pulse. (EM)
O ministro Teori Zavascki, do STF (Supremo Tribunal Federal), planeja devolver até o fim do ano o recurso que pede no STF (Supremo Tribunal Federal) a descriminalização das drogas. Ele só não fez isso ainda porque seu gabinete está atolado de trabalho com a Operação Lava Jato. O tema voltou à pauta depois que o ministro Osmar Terra, do Desenvolvimento Social e Agrário, se declarou contra a descriminalização. A posição radical de Terra contra a descriminalização não é consensual no governo. O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, por exemplo, é mais flexível e planejava conversar com o STF sobre o tema ainda antes das declarações do colega. A secretária de Direitos Humanos, Flávia Piovesan, é a favor da descriminalização. Retirado do Conad (Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas), onde representava o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, e exonerado de um cargo de confiança na pasta, o servidor Rodrigo Delgado diz "estranhar" que não tenha sido nomeado substituto para ele no ministério. "Me falaram que eu estava saindo por causa de reestruturação, mas o setor foi mantido e está sem coordenador, que era o meu cargo." A saída do Conad, decidida por Terra, teria sido motivada por declarações de Delgado favoráveis à descriminalização das drogas. Delgado nega que tenha defendido a liberação no conselho. Diz ainda que "é direito" do ministro trocar a representação no Conad, mas avalia com advogados se vai tomar medidas contra a exoneração. O ministério, em nota, reitera que a exoneração foi "em razão da reestruturação" da pasta. E diz que o substituto será indicado em breve. (Mônica Bergamo)
Mais um caso curioso aconteceu na manhã deste domingo (12), Dia dos Namorados, em Vitória da Conquista. Segundo informações, um senhor de 59 anos, solicitou que um menor levasse a suas compras da tradicional feirinha do bairro Brasil até a sua residência na avenida Ceará, no mesmo bairro. Ao chegar no local, o menor de 15 anos de idade foi surpreendido enquanto aguardava pelo pagamento do serviço. Após sumir por alguns minutos, o senhor que tem a idade para ser avô do menor, apareceu fantasiado com uma provocante lingerie de stripper, oferecendo R$ 200 para manter relações sexuais com o adolescente. Um amigo do menino, que o aguardava na calçada, e a vizinha do homem, agilizaram o socorro ao menor. A mulher, ao entrar na casa, pegou no flagra a tentativa de abuso. Populares detiveram o homem até a chegada da Polícia ao local. O tarado foi conduzido ao Distrito Integrado de Segurança Pública de Vitória da Conquista. (Elite Notícia)
Assim como a festa que acontecia dentro da boate gay Pulse, a maioria dos 50 mortos no ataque a tiros da madrugada de domingo (12) em Orlando, na Flórida, era de origem latina.
Muitos dançavam no momento em que foram atingidos por Omar Mateen, 29, que disse ter agido em nome da milícia terrorista Estado Islâmico.
Nesta segunda (13), a facção assumiu, em sua rádio oficial, a autoria do ataque, classificando Mateen como "soldado do Califado". Investigadores, porém, ainda não encontraram relação direta de Mateen com a milícia.
Segundo sua família, Mateen havia se irritado uma vez ao ver dois homens se beijando em Miami, motivo pelo qual as autoridades afirmam que o crime poderia ter sido por intolerância às pessoas LGBT.
Até o momento, 26 vítimas foram identificadas, segundo a Prefeitura de Orlando. Veja abaixo mais informações sobre os mortos neste atentado:
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Eric Ivan Ortiz-Rivera, 36
Nascido em Porto Rico, no Caribe, mudou-se para a Flórida para estudar e ter melhores condições de vida. Ele morava no centro de Orlando com seu marido e trabalhava em duas lojas para poder se sustentar.
Segundo seu primo, Orlando González, ele tinha muito talento artístico e adorava dançar. "Sempre íamos às boates juntos. Ele gostava mais de música house, mas dançava qualquer coisa", disse.
Antes de ir à boate, ele fez um "esquenta" em casa. Depois, nunca mais voltou. González afirma que o marido de Ortiz, que não teve o nome revelado, ficou muito abalado. "Ele me ligou histérico de manhã atrás dele", disse.
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Edward Sotomayor Jr., 34
Morador de Sarasota, a 210 km de Orlando, era gerente nacional da agência Al and Chuck Gay Travel. O amigo James de la Fuente, disse que ele era chamado Eddie da Cartola porque tinha uma cara diferente quando usava o chapéu.
"Ele era um cidadão do mundo, diversificado e justo. Franco e verdadeiro. Ele sempre fazia mais do que se esperava dele para as outras pessoas", disse.
O primo David Sotomayor disse que eles se viram pela última vez em uma gravação do reality show "RuPaul's Drag Race". "Ele era sempre parte da diversão", disse à agência de notícias Associated Press.
Reprodução/Facebook
Stanley Almodovar 3º, 23
Nascido em Springfield, no Estado americano de Massachusetts, era técnico em farmácia em Clermont, na Flórida. Em sua página na rede social Facebook, seus amigos e familiares colocaram mensagens de condolências.
"Stanley foi uma das pessoas mais amigáveis que eu tive a chance de conhecer. Ele tinha uma personalidade muito fácil de lidar", disse a amiga Catilin Rodrigues.
Reprodução/Facebook
Luis Omar Ocasio-Capo, 20
Segundo sua página no Facebook, ele era dançarino.
Reprodução/Facebook
Luis S. Vielma, 22
Morador de Orlando. Segundo a escritora J.K. Rowling, Luis trabalhava no parque temático da série "Harry Potter". Rowling postou em sua conta no Twitter uma foto de Luis com o uniforme do parque e disse: "Eu não consigo parar de chorar".
"Ele sem dúvida nos fez pessoas melhores por simplesmente existir. Parte dele sempre viverá em qualquer boa decisão que eu tomar", disse o amigo Will Randle.
Juan Ramon Guerrero, 22
Estava no primeiro ano na Universidade Central da Flórida e trabalhava como operador de telemarketing, segundo seu primo, Robert Guerrero. "Ele era como um irmão mais velho para mim. Ele nunca foi o tipo de sair muito, preferia ficar em casa e cuidar de seus sobrinhos".
Segundo o jornal "Orlando Sentinel", ele foi à boate com seu namorado, Christopher Leinonen, que também foi ferido no ataque. As autoridades de Orlando ainda não confirmaram se Christopher morreu ou ficou ferido.
Peter O. Gonzalez-Cruz, 22
Nascido em Benoni, na África do Sul, trabalhava para a transportadora de encomendas UPS, segundo seu perfil no Facebook.
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